Pelé não foi reserva na Copa do Mundo de 1958

Pelé não foi reserva na Copa do Mundo de 1958

Craque se contundiu em jogo contra o Corinthians, antes da viagem à Europa. Por isso não participou de amistosos na Itália e dos 3 primeiros jogos da Copa

Seleção Brasileira conquista seu primeiro título mundial em 29 de junho de 1958

Seleção Brasileira conquista seu primeiro título mundial em 29 de junho de 1958

Créditos: Divulgação

1958_06_08_Brasil 3x0 Austria_EM PE De Sordi, Dino Sani, Bellini, Nilton Santos, Orlando, Gilmar. AGACHADOS Mario Americo, Joel, Didi, Mazzola, Dida, Zagallo.

1958_06_08_Brasil 3x0 Austria_EM PE De Sordi, Dino Sani, Bellini, Nilton Santos, Orlando, Gilmar. AGACHADOS Mario Americo, Joel, Didi, Mazzola, Dida, Zagallo.

Créditos: Gerência de Acervo e Memória da CBF

Pelé: Brasil x País de Gales, Copa do Mundo de 1958

Pelé: Brasil x País de Gales, Copa do Mundo de 1958

Créditos: Divulgação

O futebol é feito de histórias que acabam virando verdade de tão repetidas. Uma delas é a de que Pelé foi reserva da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1958, só entrando no terceiro jogo, contra a Rússia, devido à pressão dos jogadores mais experientes, como Nílton Santos e Didi sobre o técnico Vicente Feola.

Os fatos e depoimentos do ponta-esquerda Pepe, companheiro de Pelé no Santos, e do próprio Nílton Santos, alguns anos antes de morrer, se encarregam de jogar luz de verdade ao que era uma versão.

Pelé era titular absoluto do time do técnico Vicente Feola, mas se contundiu em amistoso contra o Corinthians, no dia 21 de maio de 1958 e foi substituído por Vavá. O ponta-esquerda Pepe atuou naquele jogo, no Pacaembu, e conta o que aconteceu: 

- O Pelé sofreu uma entrada violenta do Ari Clemente, teve de sair do jogo e ficou algum tempo sem poder atuar. Tanto que ficou de fora dos amistosos que fizemos depois na Itália, contra Fiorentina e Internazionale. Quem jogou foi o Dida, que, na verdade, era reserva - conta Pepe. 

Pepe foi o autor de dois gols na goleada da Seleção Brasileira no Pacaembu. Garrincha, também com dois gols, e Mazzola fecharam o placar de 5 a 0 sobre o Corinthians. O Brasil jogou com Gilmar, Djalma Santos, Bellini, Orlando e Nilton Santos; Zito (Dino) e Didi; Garrincha, Mazolla, Pelé (Vavá) e Pepe. 

Este foi o jogo de despedida da Seleção do país. A delegação embarcou para a Itália, onde realizou dois amistosos antes de seguir para a Suécia. Venceu a Fiorentina (em 29 de maio de 1958) e Internazionale (1 de junho de 1958), ambos por 4 a 0. Nos dois jogos, Dida foi o titular e foi substituído por Vavá, já que Pelé permanecia sem condições, entregue ao departamento médico.

Na Copa do Mundo da Suécia, a Seleção Brasileira estreou no dia 8 de junho de 1958 vencendo a Áustria por 3 a 0, gols de Mazzola (dois) e Nílton Santos. Dida jogou mal. Na segunda partida, contra a Inglaterra, que terminou 0 a 0, ele saiu do time para a entrada de Vavá. O mais lógico seria a entrada de Pelé, mas ele continuava contundido e só pôde ser escalado na terceira partida, contra a Rússia..

O resto da história o mundo inteiro conhece. Pelé entrou no time, teva um atuação excepcional contra a Rússua, marcou gols no resto da campanha contra País de Gales, França e Suécia e saiu do Mundial para se tornar o Rei do Futebol.

Dida, que erradamente foi apontado como o jogador que barrou Pelé, carregou ainda outra "lenda" que o perseguiu até o fim da carreira. Que teria saído do time depois do jogo contra a Áustria sob o argumento de que teria sentido o peso da camisa amarela - ele teria "amarelado".

Zagallo, titular da campanha na Suécia e companheiro de Dida à época no Flamengo, é quem dá agora o seu testemunho para esclarecedor.  .

- O Dida tinha levado uma pancada no peito do pé no treino e não podia chutar direito. Era um artilheiro, um grande jogador, e estava machucado. Não amarelou coisa nenhuma. 

Dida voltou da Suécia carregando a pecha de ter "tremido" no Mundial. Jogou ainda dois amistosos pela Seleção Brasileira, em 1960, e continuou marcando seus gols no Flamengo - é o segundo artilheiro da história do clube, atrás de Zico, com 244 gols. 

O também camisa 10 do Flamengo jogou na Gávea de 1954 a 1963. Pela Seleção Brasileira, ostenta um currículo de invicto - jogou oito partidas, com sete vitórias e um empate. Marcou cinco gols. Ele morreu em 17 de setembro de 2002, no Rio de Janeiro.

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