Bicampeão do Mundo, Zito completaria 86 anos nesta quarta-feira

Bicampeão do Mundo, Zito completaria 86 anos nesta quarta-feira

Craque dentro e fora de campo, Zito revolucionou a posição de volante e fez história com a Amarelinha e com a camisa do Santos, colecionando inúmeros títulos

Zito, bicampeão mundial em 1958 e 1962

Créditos: Gerência de Memória e Acervo da CBF

O dia 8 de agosto sempre será pretexto para render homenagens a um dos maiores jogadores do futebol brasileiro e mundial. Neste dia, em 1932, nascia José Ely de Miranda, o Zito. Em 2018, o craque que marcou época na Seleção Brasileira e no Santos completaria 86 anos.

Zito foi um gênio muito à frente de seu tempo. Um mestre na zona central do gramado, revolucionou por completo a posição de volante: dava ampla proteção à zaga enquanto era o responsável por iniciar a transição defesa-ataque e ainda achava tempo para chegar como elemento surpresa às áreas adversárias. Um líder nato, marcado pela seriedade e entrega incondicional dentro das quatros linhas, Zito ganhou a apelido de “Gerente“, alcunha que o acompanharia por toda a carreira.

Destaque absoluto em todos os aspectos dentro e fora de campo, o craque logo chegou à Seleção Brasileira. Sorte do futebol brasileiro: Zito foi um dos pilares e engrenagem fundamental no bicampeonato canarinho, conquistado nas Copas do Mundo de 1958 (Suécia) e 1962 (Chile). Em Mundiais, o Gerente fez 10 partidas e nunca foi derrotado, ostentando um histórico de nove vitórias e um empate na competição. Foi às redes uma única vez. E que tento memorável: foi de Zito o segundo gol da Verde e Amarela na decisão do Mundial do Chile contra a temida Tchecoslováquia, vencida por 3 a 1 pelo Brasil.

Além das disputas de 1958 e 1962, o maior “centro médio“ de todos os tempos ainda fez parte do grupo que foi à Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra. Ao todo, o Gerente vestiu o fardamento da Seleção em 52 oportunidades e deixou, ao todo, três bolas no fundo das redes adversárias enquanto trajava a Amarelinha. 

Além da lendária trajetória com a Seleção, Zito foi o grande comandante do Santos das décadas de 1950 e 1960. Sob sua batuta, brilharam estrelas como Pelé, Coutinho, Mengálvio, Dorval, Pepe, e tantos outros craques da Era de Ouro do Alvinegro da Vila Belmiro. As conquistas se somaram: levantou em cinco oportunidades a Taça Brasil (de 1961 a 1965), foi duas vezes campeão mundial de clubes (1962 e 1963) e ainda bicampeão sul-americano (1962 e 1963), fora as inúmeros títulos estaduais e regionais conquistados com o Peixe.

Zito morreu em 2015, vítima das consequências de um AVC sofrido no ano anterior.

Em nome da CBF e do futebol brasileiro, obrigado, Zito! Será sempre um motivo de alegria relembrar sua brilhante e memorável carreira e vida, dentro e fora de campo.


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