Seleção Brasileira

Didi completaria 87 anos neste 8 de outubro

Meia foi um dos destaques da Seleção Brasileira nas copas de 1958 e 1962

Assessoria CBF
08/10/2015 - 11h27
Atualizado há mais de 10 anos
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Nelson Rodrigues o definiu numa simples, porém genial frase: "Didi em campo parece um príncipe etíope de rancho". O maestro da Seleção Brasileira faria hoje 87 anos e tem em sua história diversos momentos marcantes, não só com a Amarelinha, mas também pelos clubes onde desfilou sua categoria e seu talento com a bola nos pés.

Valdir Pereira iniciou sua trajetória profissional pelo Americano em 1946 e, três anos depois, chegou ao Fluminense, onde sua classe passou a ter destaque no cenário brasileiro. Em 1950, já marcava seu nome na história do futebol, marcando o primeiro gol do Maracanã, num amistoso entre seleções carioca e paulista. Pelo Brasil, o atleta participou de duas edições de Copa do Mundo: em 1958 e 1962. Seu talento foi reverenciado pelos suecos quando, além de campeão com a Seleção Brasileira, foi consagrado com a Bola de Ouro da FIFA de melhor jogador, em 58. Quatro anos mais tarde, repetiu o feito e trouxe o segundo caneco da Canarinho, no Chile. 

Pelos clubes onde atuou, Didi também coleciona marcas expressivas e títulos importantes. Pelo Fluminense, foi campeão do Campeonato Carioca em 1951. Já no Botafogo, foi tricampeão do Carioca em 1957, 1961 e 1962, além de conquistar um Torneio Rio-São Paulo, também em 1962. Mas foi no Real Madrid que ele conquistou um dos títulos mais importantes de sua carreira: a primeira edição da Taça dos Campeões Europeus, atual Liga dos Campeões da Europa, na edição 1959/60. Também ficou conhecido como "Folha Seca", pelo modo como batia na bola em cobranças de falta, dando à ela um efeito semelhante ao de uma folha caindo.

O "Mr. Football" se aposentou em 1966, no São Paulo, e iniciou sua carreira como treinador. Classificou a seleção peruana para a Copa de 1970, quando enfrentou o Brasil, e saiu derrotado por 4 a 2. Também comandou equipes do Peru e equipes brasileiras até se aposentar do futebol, em 1987. Didi então iniciou sua carreira como comentarista, mas, um câncer no intestino, diagnosticado em 2001, acabou trazendo sérias complicações ao atleta, que não resistiu e faleceu em 12 de maio do mesmo ano.

Sinônimo de classe e elegância dentro de campo, Didi é referência das seleções que marcaram a história do futebol brasileiro. O nosso bicampeão e eterno "príncipe etíope de rancho" está eternizado na Galeria dos Imortais da CBF.

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