Bicampeão mundial, Gilmar completaria 88 anos nesta quarta-feira (22)

Bicampeão mundial, Gilmar completaria 88 anos nesta quarta-feira (22)

Nesta quarta-feira (22), Gilmar completaria 88 anos. O craque foi bicampeão com a Seleção Brasileira nas Copas do Mundo de 1958 e 1962 e a CBF relembra sua vida

Gilmar, bicampeão mundial com a Seleção Brasileira em 1958 e 1962

Créditos: Gerência de Memória e Acervo da CBF

Gylmar dos Santos Neves. A elegância e a classe de um dos maiores gênios do futebol brasileiro começava pelo nome que carregava. Por vezes, referido e conhecido como Gilmar, grafado com “i“. No entanto, nunca menos portentoso e imponente. Era assim também embaixo das traves. Um colosso. Gigantesco e intransponível. Nesta quarta-feira (22), Gilmar, goleiro bicampeão mundial em 1958 e 1962, completaria 88 anos.

A postura elegante sempre foi uma das marcas de Gilmar. Alto e esguio, o biotipo favorecia a inigualável agilidade do arqueiro, capaz de defesas plásticas e, ao mesmo tempo, extraordinariamente difíceis. Sempre sem perder a pose e a classe habituais. Sua genialidade debaixo das traves fizeram do “Girafa“ um ídolo venerado, dentro e fora de campo, pelas torcidas de Santos e Corinthians, times que defendeu, e pelo torcedor brasileiro.

Gilmar fez parte dos grupos da Seleção Brasileira que foram às Copas do Mundo de 1958 (Suécia), 1962 (Chile) e 1966 (Inglaterra). Em suas duas primeiras participações em Mundiais, o arqueiro foi determinante para as conquistas das duas primeiras estrelas ostentadas pela Amarelinha. Titular em ambas as campanhas vencedoras, o espetacular goleiro também disputou o torneio em solo inglês, em 1966, sem o mesmo sucesso das duas edições anteriores. Em três Copas, Gilmar esteve em campo 14 vezes, com um retrospecto digno de sua genialidade: 11 vitórias, dois empates e apenas uma derrota. Teve a meta vazado apenas 12 vezes.

Um dos maiores a envergar a Amarelinha sobre seus ombros, o goleiro disputou 102 jogos pela Verde e Amarela. Gilmar celebrou 72 vitórias em sua longa trajetória na Seleção, que defendeu entre 1953 e 1969. Além das Copas do Mundo de 1958 e Gilmar somou treze títulos defendendo as cores do Brasil: Taça O'Higgins (1955, 1959 e 1961), da Taça Oswaldo Cruz (1955, 1958, 1961, 1962 e 1968), da Taça do Atlântico (1956 e 1960) e da Copa Rocca (1957, 1960 e 1963)

O Girafa deu seus primeiros passos no futebol no Jabaquara, modesto clube da cidade de Santos (SP), onde o gênio nasceu. De lá, seguiu para o Corinthians como contrapeso e parte da negociação de outro jogador de interesse dos dirigentes do Parque São Jorge. Se firmou com a camisa do Timão, conquistou múltiplos títulos pelo clube e é considerado o maior goleiro da centenária história do Alvinegro.

Depois, Gilmar voltou para sua cidade natal para defender o Santos. No Alvinegro Praiano, o arqueiro integrou o mitológico time de Pelé, Zito, Coutinho, Pepe, Dorval, Mengálvio e tantas outras estrelas e se sagrou campeão de importantes títulos pelo Peixe. Bicampeão mundial de clubes (1962 e 1963), dois títulos da Copa Libertadores (1962 e 1963), cinco títulos brasileiros (1962, 1963, 1964, 1965 e 1968) além de diversos campeonatos estaduais e regionais.

O bicampeão mundial com a Seleção Brasileira morreu em 2013, vítima de um acidente vascular cerebral (AVC).

A CBF parabeniza Gilmar por todos os serviços prestados ao futebol brasileiro e celebra sua inesquecível carreira com a Seleção Brasileira! Parabéns, campeão!

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