10 momentos da magia de Ronaldinho com a Seleção

10 momentos da magia de Ronaldinho com a Seleção

Em 16 anos dedicados à Seleção Brasileira, Ronaldinho Gaúcho encantou. Relembre 10 destes momentos que a magia tomou conta das quatro linhas

Ronaldinho Gaúcho 2002 Brasil x Inglaterra (2) Ronaldinho Gaúcho 2002 Brasil x Inglaterra (2)
Créditos: Arquivo CBF

Ele foi sinônimo de magia com a bola nos pés durante anos. Conquistou fãs em todos os cantos do planeta. Ronaldinho Gaúcho construiu uma história com a camisa da Seleção Brasileira desde 1997, quando ainda tinha 17 anos. Nesta terça-feira, 21 de março, o craque completa 37 de vida, sendo 16 deles dedicados à camisa pentacampeã.

O menino de Porto Alegre sonhava em ser jogador de futebol, como outros milhares espalhados pelos quatro cantos do país. E realizou seu sonho. Ao pisar em campo, qualquer um conseguia perceber o quanto era feliz Ronaldo de Assis Moreira por estar no gramado. O sorriso do jogador, amante de samba, ficou famoso e era a marca da ginga e do talento a cada gol marcado. 

Quantas bandeirinhas de escanteio não foram a porta-bandeira do mestre-sala Ronaldinho enquanto ele sambava junto a ela? Ele começou com a 10, foi 21, já vestiu a 7, fez história com a 11 e terminou com a sua eterna 10. Pela Seleção, 101 jogos, 65 vitórias, 24 empates, 35 gols marcados e uma sessão de espetáculo a cada ingresso. Separamos aqui 10 momentos do Gaúcho com a camisa do Brasil, que vestiu entre 1997 e 2013.

1. PRIMEIRA VEZ, PRIMEIRO TÍTULO

Foto: Arquivo CBF

Em 1997, eles foram apresentados. Ronaldinho Gaúcho e Seleção Brasileira se encontravam pela primeira vez, no Mundial Sub-17, no Egito. Ele vestiu a 10, a camisa que lhe cairia tão bem durante a carreira. Mas, naquele momento, ela ainda estava no início. Ronaldinho ainda era Ronaldo e tinha apenas 17 anos.

O adversário na grande final era Gana, atual campeã e favorita ao título. O fim do primeiro tempo no Estádio Internacional do Cairo foi desanimador: 1 a 0 para os africanos. A torcida estava do lado dos Estrelas Negras, pois os egípcios queriam ver uma seleção africana campeã em seu continente. Ronaldo estava contra tudo isso. Foi do seu chute que saiu o rebote para o gol de Matuzalém, e foi dele também a assistência para a virada. Brasil campeão mundial sub-17 pela primeira vez. O último título inédito da Seleção desde a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos.

 

2. OLHA O QUE ELE FEZ!

Essa famosa frase ficou marcada pelo primeiro toque de Ronaldinho Gaúcho – agora já Ronaldinho Gaúcho – em sua estreia pela Seleção Brasileira em jogos oficiais. Contra a Venezuela, na estreia da Copa América de 1999, o técnico Vanderlei Luxemburgo apostou no jovem menino de 19 anos que aprontava com a camisa do Grêmio.

O Brasil já vencia por 4 a 0 quando o camisa 21 substituiu Alex. Em equipe comandada por Ronaldo e Rivaldo, o menino chamou o protagonismo que lhe acompanharia durante a carreira com apenas três minutos em campo, quando aplicou um chapéu no marcador e fez um golaço. A Seleção venceu por 7 a 0.

 

3. HAT-TRICK NO MÉXICO

Foto: Arquivo CBF

Foi na semifinal da Copa das Confederações de 1999, disputada no México, que Ronaldinho marcou três gols em uma única partida com a Seleção pela primeira vez. Uma goleada imperdoável sobre a Arábia Saudita por 8 a 2, no Estádio Jalisco. Além dos três do Gaúcho, marcaram João Carlos, Zé Roberto, Alex (2) e Roni, em uma das maiores goleadas da Seleção Brasileira em jogos oficiais.

Ele já vestia a camisa 7 e era um dos destaques daquela Seleção, que não levava os principais craques da geração. O técnico Vanderlei Luxemburgo apostou em boa parte dos jogadores com idade olímpica, como o próprio Gaúcho, que viria a ter uma oportunidade em Sidney 2000. 

 

4. HERÓI DE SHIZUOKA

Foto: Arquivo CBF

No caminho para o pentacampeonato mundial, a Seleção Brasileira encontrou a Inglaterra pelas quartas de final. Em Shizuoka, no Japão, os tetracampeões enfrentariam os inventores do futebol, título que causa uma certa dose de inveja no país do futebol.

Michael Owen abriu o placar aos 22 e deixou a partida ainda mais complicada. Foi aí que ele entrou em ação, quando arrancou do meio campo em velocidade. Pobre Ashley Cole, lateral do English Team, que teve a missão de parar o camisa 11 em direção ao gol. No último momento, ele soltou a bola para Rivaldo, que empatou o jogo. Quando alguém pensou que a partida poderia ir para os pênaltis, ele foi mágico. O mundo há de acabar antes que alguém descubra se Ronaldinho quis ou não fazer o gol. Ele cobrou a falta de muito longe. Ela fez uma curva inesperada e entrou no ângulo do goleiro David Seaman: 2 a 1. Brasil classificado para buscar o quinto título mundial.

 

5. O JOGO DA PAZ

Foto: Nilton Santos / CBF

Em tanques da ONU, os craques desfilavam. Em meio as ruas de Porto Príncipe, capital do Haiti, sob um forte calor que assolava o Mar do Caribe, o Brasil fez nascer um Carnaval das ruas de terra da cidade nas poucas horas que esteve em solo haitiano. Ao lado do xará Ronaldo, o Gaúcho já era a estrela da companhia.

O placar pouco interessa. Os três gols de Ronaldinho ajudaram o Brasil a vencer por 6 a 0 os donos da casa. Mas parecia que nenhum haitiano se importava. Vestindo a mesma camisa 7 de cinco anos atrás, o craque fazia gol e sambava. E as arquibancadas sambavam com ele. A Seleção de Carlos Alberto Parreira estava no Haiti para iniciar uma campanha de desarmamento no país, que vivia terríveis anos de uma guerra civil. Sorriso era uma coisa que sempre marcou a carreira de Ronaldinho. Seja o dele, seja o dos outros.

 

6. FESTA NA ALEMANHA

Foto: Nilton Santos / CBF

O gramado do Waldstadium, em Frankfurt, virou palco. Nos 90 minutos da final da Copa das Confederações de 2005, palco para o espetáculo da Seleção Brasileira, sob a batuta do melhor jogador do mundo, Ronaldinho. Uma das atuações mais memoráveis da Canarinho nos últimos tempos.

Com um quarteto de frente formado por, além do Gaúcho, Kaká, Robinho e Adriano, o Brasil atropelou a Argentina por 4 a 1 – gols de Adriano (2), Ronaldinho e Kaká. O segundo momento do gramado como palco foi o show de samba em pleno campo, com direito a instrumentos e muita alegria. Mais uma vez o camisa 10 assumiu o protagonismo da festa. De pandeiro na mão.

 

7. MEDALHISTA OLÍMPICO

Pela segunda vez na carreira, Ronaldinho recebia a oportunidade de ser um atleta olímpico. Depois de disputar Sidney-2000, ele foi convocado pelo técnico Dunga com a responsabilidade de ser um dos três jogadores acima dos 23 anos em Pequim-2008.

O caminho deixou a Seleção Olímpica com a chance de conquistar sua segunda medalha de bronze nos Jogos. Como capitão, o craque comandou a vitória por 3 a 0 sobre a Bélgica – gols de Jô (2) e Diego. Há de ter um espaço reservado na galeria de conquistas do Gaúcho para uma medalha olímpica.

 

8. CAPITÃO NO SUPERCLÁSSICO

O empate na Argentina tinha sido sem gols. No Mangueirão, em Belém, seria a decisão do Superclássico das Américas de 2011. Ronaldinho Gaúcho vestia a 10 e dividia a atenção com um jovem Neymar, do Santos, e Lucas, do São Paulo.

Festa completa. Portando a faixa de capitão no braço esquerdo, o Gaúcho viu os dois meninos darem a vitória ao Brasil por 2 a 0, e ficou com ele a missão de levantar a linda taça do Superclássico em sua primeira edição.

 

9. O ÚLTIMO GOL

Ronaldinho Gaúcho tinha uma relação especial com as bolas paradas na entrada da área. Desde a época que atuava no futebol francês, o gênio aprimorou sua batida daquela posição, tornado um tormento para os goleiros a cada vez que a bola era colocada ali.

Foi assim a última vez que o camisa 10 comemorou um gol pela Seleção Brasileira, em outubro de 2011. Aos 33 minutos, quando o Brasil perdia por 1 a 0, ele ajeitou a bola como quem realiza uma cirurgia. E foi assim, cirúrgico. A bola entrou no ângulo esquerdo do goleiro mexicano. Comandada por ele, a Seleção ainda venceria o amistoso por 2 a 1 – Marcelo marcou o gol da virada.

 

10. O ÚLTIMO ATO

A última vez que a camisa da Seleção sentiu a alegria de ser vestida por Ronaldinho foi em abril de 2013. O 101ª e último jogo do gênio pelo Brasil foi em um amistoso contra o Chile, no Mineirão, em Belo Horizonte, cidade que Ronaldinho encantava semanalmente quando jogava no Atlético Mineiro.

Titular e capitão, o Gaúcho jogou os 90 minutos com gosto. Com a alegria que sempre lhe foi peculiar. Foi dele o início da jogada do segundo gol do Brasil, no empate em 2 a 2 com os chilenos. Ele representa a alegria do brasileiro em jogar futebol. Talvez por isso carregue sua origem em seu nome para que o mundo inteiro saiba de onde ele vem. Levou isso até o último minuto com a camisa do Brasil.

Os torcedores de Grêmio, Flamengo, Atlético Mineiro e Fluminense sofrem inveja, por terem tido R10 em seus clubes, vestindo suas camisas pelo menos uma vez. Mas sorte teve cada brasileiro, que pôde torcer por Ronaldinho enquanto ele vestia a camisa amarela. Como é bom torcer por ele.

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