
Brasil mais uma vez ficou no Top 4 do Rocket League
Junior Souza / CBFA eSeleção Brasileira de Rocket League perdeu para a Arábia Saudita nas semifinais da FIFAe World Cup e acabou a competição no Top 4 da modalidade, reafirmando sua posição entre as potências dos e-sports. Os anfitriões derrotaram os brasileiros por 4 a 1, diante de uma SEF Arena lotada, mas não conseguiram repetir o desempenho na final e viram a França levantar o título.
A final do Rocket League na FIFAe World Cup mais uma vez demonstrou o quanto o público saudita é aficionado pelos e-sports: o público mais uma vez lotou a SEF Arena, que desta vez teve arquibancadas instaladas ao redor do stage montado para os competidores, e torcidas organizadas, com baterias e bandeirões sendo desfraldados.
eSeleção Brasileira encarou a Arábia Saudita em uma SEF Arena lotadaCréditos: Junior Souza / CBF
Toda esta movimentação tinha uma explicação: era dia de ver os Falcons, como o time de Rocket League da Arábia Saudita é chamado. Na área VIP do evento, o príncipe Faisal bin Bandar Al Saud, presidente da Federação Saudita de E-Sports, mais uma vez marcou presença.
Mas o Brasil também teve seu representante diplomático: o embaixador do Brasil na Arábia Saudita, Paulo Uchoa, que antes do jogo foi desejar sorte ao time brasileiro, representado por Lostt, Swiftt, Yanxnz e treinado por Brunovisqui.
O embaixador do Brasil na Arábia Saudita, Paulo Uchoa, esteve com os jogadores antes da semifinal Créditos: Junior Souza / CBF
Brasil e Arábia Saudita iniciaram a disputa às 18 horas do horário local (meio-dia no Brasil). O confronto também foi a semifinal da edição de 2024 da competição, que coroou os sauditas como campeões, e, por isso, acrescentou rivalidade ao confronto deste ano.
Na primeira partida, em um jogo disputado, os anfitriões venceram por 3 a 2 após desempatar a partida nos instantes finais. No segundo jogo, o Brasil empatou a série ao vencer por 2 a 1, impondo seu estilo de jogo.
No terceiro confronto, o 0 a 0 permaneceu no placar até o fim do tempo regulamentar, forçando o gol de ouro - que a Arábia conseguiu para seguir na frente. O desempate encheu os então campeões de confiança, e os Falcões fecharam a série em 4 a 1 após mais duas vitórias: um 3 a 1 e um 3 a 0.
Brasil chegou a empatar a série, mas acabou perdendo por 4 a 1Créditos: Junior Souza / CBF
Embora o resultado não tenha sido o desejado, o time brasileiro valorizou mais uma campanha que posicionou o país no Top 4 da modalidade, ao lado de potências. “Foi uma campanha ainda melhor do que a do ano passado, já que esse era um time novo, que estava junto há apenas três meses, e conseguiu desempenhar bem. Claro que queríamos o título, mas agradecemos todo o apoio recebido e vamos brigar por mais”, disse Lostt.
Para Yanxnz, alguns detalhes faltaram para que o Brasil pudesse chegar mais longe. “Talvez tenha faltado um pouco de calma para nós, e isso dificultou de colocarmos o nosso jogo ali, mas faz parte. Estamos felizes de mais uma vez estar entre as melhores seleções”, disse.
Na grande final da competição, a França, que havia despachado os Estados Unidos em uma série emocionante (que terminou 4 a 3), fez um jogo recheado de rivalidade com a Arábia Saudita, mas levou a melhor, fechando a final em 4 a 2.
O Head de E-Sports da CBF, Felipe Feijó, destacou o sucesso da campanha brasileira em Riade, lembrando que só Brasil e Marrocos classificaram jogadores para as três modalidades em disputa nesta edição da FIFAe World Cup.
“Vale frisar que todas as nossas seleções se classificaram para as fases eliminatórias nas três modalidades. Desde que o presidente Samir assumiu a gestão da CBF temos feito essa construção em modalidades diferentes. Este foi mais um passo. Tudo que envolve bola e disputa o Brasil tem capacidade de ocupar uma posição de destaque, e em breve estaremos ganhando troféus, como já ganhamos em 2022 e 2023, com PHzin, no Console”, disse.
Para Feijó, a incursão que a CBF faz agora no mundo dos games é estratégica e tende a render frutos em breve. “O futebol compete hoje não só com outros esportes, mas com outras formas de entretenimento. Os videogames são formas de nos conectarmos com gerações mais novas. Há uma série de jovens que se identificam com clubes estrangeiros pelo contato que têm pelo videogame. Então é importante oportunizar que esses jovens possam jogar e ter contato com a Seleção Brasileira a partir destes jogos”, disse.
