Ricardo Rocha: o imprescindível 'psicólogo' da Seleção na Copa de 1994

Ricardo Rocha: o imprescindível 'psicólogo' da Seleção na Copa de 1994

Zagueiro demonstra grande alegria por ser lembrado como "fundamental" para a conquista pelos companheiros e diz que valeu como se tivesse jogado até a final

CBF presta homenagem aos campeões de 94. Evento na Granja Comary comemora 25 anos do tetra

CBF presta homenagem aos campeões de 94. Evento na Granja Comary comemora 25 anos do tetra

Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

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Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

Ricardo Rocha disputou apenas uma partida da Copa do Mundo 1994: a estreia da Seleção Brasileira na competição, diante da Rússia. O zagueiro teve uma lesão muscular no duelo e não conseguiu voltar ao campo até o fim da competição. Ainda assim, conseguiu ter uma participação fundamental na conquista do tetracampeonato. O defensor pediu para permanecer com o grupo na concentração e não foi cortado. E é por isso que é praticamente impossível conversar com qualquer um dos nossos campeões sem ouvir o nome do pernambucano.

Ricardo ficou decidido em ajudar o grupo de alguma forma. A Seleção Brasileira vinha de um jejum de 24 anos sem conquistar uma Copa do Mundo e estava sob forte pressão. Conhecido pela irreverência até os dias de hoje, o então zagueiro viu ali uma oportunidade de contribuir e passou a ser uma espécie de psicólogo do elenco. 

- A gente tinha um cara muito bom que me ensinou muito, que era o Evandro (Motta), mas ele não acompanhou a gente. Aprendi muito com ele na viagem. O que aconteceu foi que pela minha liderança dentro na Seleção, eu fiquei muito mal quando me machuquei. Mas para estar ali eu não podia continuar daquele jeito, não era o que eu queria. Os jogadores fizeram uma reunião, falaram a importância de eu ficar... Por isso eu não podia ficar triste, eu tinha de tentar melhorar o astral da melhor maneira possível. Brincadeiras normais no dia a dia, o Parreira me deu essa liberdade, conversou comigo, ele e o Zagalo, sobre a minha importância no grupo... Isso para mim foi muito bom, eu tinha muita liberdade com os jogadores, e isso é muito legal, principalmente em uma Copa do Mundo - declarou o ex-jogador em entrevista ao site da CBF.

A pressão já era grande, mas foi aumentando conforme os avanços da Canarinho na competição. Nas oitavas de final, por exemplo, um dos grandes adversários: os anfitriões dos Estados Unidos. O duelo aconteceu no dia 4 de julho, quando os norte-americanos comemoram o Dia da Independência. Ricardo Rocha revela uma das táticas para descontrair o grupo no caminho para o estádio: uma canção de seu conterrâneo Luiz Gonzaga, o Rei do Baião.

- Eu cantei uma da época do São João, que eu gosto muito. Era assim: - De pé em pé, a bola no gramado, vai de lado a lado e lá vai... Pitomba! Do meio do campo, vai para o ataque, que não é de araque e lá vai... Pitomba!' Essa música foi como um hino para gente, foi muito legal - revelou o ex-jogador, que puxou a mesma canção na festa de comemoração aos campeões oferecida pela CBF no último final de semana, na Granja Comary.

A realização de Ricardo Rocha com a participação que teve naquele Mundial é enorme. O jogador revela que gostaria de ter jogado mais minutos com a Amarelinha, mas exalta os companheiros que fizeram um excelente trabalho na defesa brasileira e não esconde a satisfação que sente ao ouvir dos colegas que foi fundamental para o título. 

- Valeu como se eu tivesse entrado em campo até o final, com certeza. Eu queria jogar e sempre falei depois da Copa que os dois maiores zagueiros da Copa foram justamente Márcio Santos e Aldair. Jogaram muito, substituíram muito bem, são dois craques de bola. Às vezes na vida as coisas não acontecem como você quer. A lesão foi assim. Fiquei triste no momento, mas cada um tem a sua participação e o meu orgulho maior é quando eles falam que contribuí. Eu tentei ajudá-los de outra maneira. Muitas vezes as pessoas falam que o Ricardo era o cara que brincava, era sim, verdade, mas também era quem puxava a orelha na hora em que era necessário. Eu puxava oração, puxava reza... Tudo! Eu tinha uma liberdade muito grande com eles e isso me ajudou muito - finalizou o ex-zagueiro. 

Ricardo Rocha é enorme. Só por estar lá já conseguiu fazer a diferença. Uma lenda do futebol brasileiro. O que fizermos para reverenciar ele e todos os nossos campões mundiais será pouco diante de tudo o que representam para nós e pela forma como honraram a Amarelinha. Ainda assim, seguiremos demonstrando a nossa total gratidão. Obrigado, Xerife! 

Ricardo Rocha comemora a conquista da Copa do Mundo de 1994 Ricardo Rocha comemora a conquista da Copa do Mundo de 1994
Créditos: Acervo CBF

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