Raízes da Seleção: Éverton, o cearense que une dois Maracanãs

Raízes da Seleção: Éverton, o cearense que une dois Maracanãs

Prestes a disputar sua primeira competição com a Seleção, Éverton sonha com uma final no Maracanã. E esse nome lhe traz boas lembranças

Éverton, jogador da Seleção Brasileira Éverton, jogador da Seleção Brasileira
Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

Maracanã. O nome, que remete a um dos estádios mais lendários do futebol mundial, tem um significado diferente para Éverton. Prestes a disputar sua primeira competição pela Seleção Brasileira, o atacante sonha com a final da Copa América, no Rio de Janeiro. Mas acaba lembrando de sua infância ao pensar no palco da decisão.

Everton tinha nove anos de idade quando deu seus primeiros chutes na escolinha do Maracanã, time amador da cidade de Maracanaú, no Ceará. E se diverte com a coincidência entre sua história e os dois Maracanãs de sua vida.

- É uma ironia do destino, né? Onde tudo começou e pode se eternizar. É um privilégio muito grande estar aqui e é muito gratificante poder disputar uma Copa América dentro do nosso país. A gente sabe do apoio da nossa torcida e com certeza irão nos apoiar muito para que esse troféu fique no Brasil - disse.

LEIA TAMBÉM: Filho de professora e bom aluno, Marquinhos levou disciplina para dentro de campo

Entre um Maracanã e outro, porém, muita coisa aconteceu. A estrada de Éverton em busca de seu sonho foi tortuosa. Mas o atacante driblou os obstáculos da vida com a mesma habilidade que derrota os zagueiros em campo.

Ainda na região metropolitana de Fortaleza, Éverton alternou entre outras escolinhas e foi aprovado em uma peneira do São Bernardo, clube do ABC Paulista, aos 14 anos. Mas sua aventura em São Paulo durou pouco. Cerca de um mês depois, voltou ao Ceará para apostar em um sonho de infância.

- Eu tinha um sonho, falo para todos que são mais próximos, que era de me tornar profissional no Fortaleza. Era o time que eu torcia, onde jogava. Eu jamais imaginava que chegaria na Seleção - destacou.

CONFIRA: O funk, a ilha e o futebol de Lucas Paquetá

Foi justamente no Tricolor de Aço que a vida de Éverton mudou. Ele chegou a ser dispensado, mas eventualmente voltaria ao Fortaleza para brilhar. Mesmo baixinho, se destacou como centroavante das categorias de base do time. Seu desempenho chamou a atenção do Grêmio e, com 16 anos, Éverton atravessou o país.

Após os primeiros anos nas categorias de base do clube gaúcho, Éverton se reinventou. Alçado pouco a pouco aos profissionais, foi ganhando a confiança do técnico Renato Portaluppi, e mudando de posição em campo. Cada vez mais aberto no ataque, o cearense pôde desfilar uma de suas principais características: o drible.

VEJA MAIS: 'Revoltadinho' na infância, Militão encontrou paz no futebol

 

"É uma ironia do destino, né? Onde tudo começou e pode se eternizar"

 

Pedra fundamental do futebol brasileiro, o drible está na veia de nossos jogadores. É o nosso principal traço. É a brasilidade explícita, que une qualquer um que pratique futebol no país, não importa em qual Maracanã.

- O drible é o DNA do futebol brasileiro. A gente tem um exemplo aqui no nosso grupo, que é o Neymar, assim como tantos outros que já passaram por aqui, como Ronaldinho, Garrincha… São jogadores excepcionais e acho que isso vem de berço. É do futebol brasileiro, que é um futebol ousado, alegre. E a gente se renova a cada geração.

FIQUE DE OLHO: Allan, um talento batizado no Piscinão de Ramos

Retratos Éverton Éverton sonha com a sua primeira competição com a camisa da Seleção Brasileira
Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

PATROCINADORES

Seleção Brasileira nike guarana antarctica vivo itau mastercard voe gol bitci free fire kwai grupo cimed fiat pague menos semp tcl cafe 3 corações techno gym stats ports kin analytics globus brasil