Promovido a titular durante a Copa, Mazinho "encaixou" o time em 1994

Promovido a titular durante a Copa, Mazinho "encaixou" o time em 1994

Entrada do meia no time deixou a Seleção mais azeitada na Copa do Mundo de 1994

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Toda grande máquina depende que cada engrenagem esteja cirurgicamente posicionada. Muitas vezes, com uma pequena mudança, tudo passa a funcionar. Foi mais ou menos assim que aconteceu com a Seleção Brasileira em 1994, quando Mazinho entrou no time titular.

O título mundial foi conquistado há exatos 25 anos e muito disso se deve à introdução do meia entre os 11 iniciais. A ideia já vinha matutando a cabeça de Carlos Alberto Parreira há algum tempo. Mazinho era um dos destaques nos treinos e entrava constantemente durante as partidas. Foi então que, antes do confronto com a Suécia, pela primeira fase da Copa do Mundo, o técnico decidiu colocá-lo no lugar de Raí no time titular.

- Foi quando tudo se ajustou taticamente. A parti daí, o Parreira me surpreendeu já no jogo seguinte, contra os Estados Unidos. Ele disse: "Olha, você vai sair de titular". Todos falam que consegui "consertar" o time. Encaixou bem e eu fazia uma boa lateral com o Jorginho - relembrou o campeão mundial.

Depois de virar titular, Mazinho não saiu mais do time. Começou jogando em todas as partidas da campanha do título e foi fundamental para a conquista brasileira. Depois de uma experiência ruim com a Seleção em 1990, a Copa de 94 serviu como uma redenção para o meia.

Na Itália, quatro anos antes, Mazinho não entrou em campo. Mesmo tendo feito uma boa Copa América em 1989, não teve oportunidade no time de Sebastião Lazaroni, que ficou marcado negativamente após a eliminação para a Argentina. Aquela equipe tinha vários jogadores que seriam campeões mundiais, mas não conseguiu um bom desempenho.

- Por incrível que pareça, a Copa de 1990 foi o meu melhor momento. E eu não tive um segundo em campo. Vínhamos de uma vitória importante, na Copa América de 89, mas não deu certo. O Lazaroni fez uma mudança de cinco jogadores no time. Aquela Copa para mim foi um exemplo muito grande sobre preparação, esperança de jogo. Mas eu entrei no momento exato, quando a Seleção precisava de um ajuste e mostrei meu melhor - contou.

Depois da frustração de 1990, Mazinho aprendeu que, não importa como você chega a uma Copa do Mundo, é preciso estar preparado. Qualquer partida pode ser a oportunidade de uma vida para entrar e fazer história com a camisa da Seleção Brasileira. Graças a essa mentalidade, quando Parreira o acionou, o meia estava pronto; para a felicidade do povo brasileiro.

- Quando se está na Seleção, você tem que estar preparado para tudo. Por mais que a gente diga que não sofre pressão, é claro que sofre. Quando você entra em campo, tudo muda. Dá esse frio na barriga, mas é só até entrar ali - concluiu.

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