Como zagueiro, Piazza foi campeão da Copa do Mundo de 1970Créditos: CBF
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) parabeniza Piazza, um dos heróis da conquista do Tri em 1970, pelo aniversário de 82 anos celebrado nesta terça-feira (25). Titular em todos os jogos da Copa, o mineiro de Ribeirão das Neves formou com Brito a zaga da Seleção no México e foi um dos pilares do título.
A posição, porém, foi uma adaptação feita por Zagallo, confiante na versatilidade do jogador, que despontou no futebol como meio-campista. Piazza surgiu em 1962 no Renascença, equipe de Belo Horizonte que encerrou suas atividades em 1967, e pouco depois se transferiu para o Cruzeiro. Desde sempre, uniu qualidade técnica nos passes e poder de marcação.
Wilson Piazza é um dos maiores ídolos da história do CruzeiroCréditos: Reprodução/Instagram/@cruzeiro
Sua história na Amarelinha foi construída de 1967 a 1976. Nesse período, disputou 66 partidas, com 45 vitórias, 15 empates e seis derrotas, e foi convocado para o Mundial de 1974, na Alemanha. Além da Jules Rimet, levantou as taças da Copa Rio Branco (1967 e 68), da Copa Roca (1971) e da Taça Independência (1972).
Wilson da Silva Piazza jogou no Cruzeiro até 1978. Ao longo dos 15 anos, atuou ao lado de nomes como Raúl Plassmann, Nelinho, Dirceu Lopes, Jairzinho, Tostão, Palhinha e sagrou-se campeão do Brasileiro de 1966 e da Libertadores de 1976, além de ter vencido dez Campeonatos Mineiros (1965, 66, 67, 68, 69, 72, 73, 74, 75 e 77).
Atual jogador do Cruzeiro, Lucas Silva conversa com Piazza, ídolo da RaposaCréditos: Gustavo Aleixo/Cruzeiro
A Raposa foi o único clube da carreira de Piazza, que se aposentou em 1978. Fora dos gramados, trabalhou em prol do futebol como vereador de Belo Horizonte e secretário municipal de esportes. Ainda durante a Copa de 74, encabeçou um movimento junto ao Governo Federal que defendia alternativas sociais e educativas aos jogadores de futebol.
O Governo aceitou e, em seguida, surgiram as Associações de Garantia ao Atleta Profissional (AGAP), cujo objetivo era assistir educacional e socialmente ex-atletas e atletas profissionais e em formação em uma profissionalização alternativa.
Em 1995, por determinação do então Ministro do Esporte, Pelé, os recursos destinados às AGAPs passaram a ser geridos pela Federação das Associações de Atletas Profissionais (FAAP), presidida até novembro de 2022 por Piazza, que segue como presidente de honra da entidade.
Brasil 4 x 1 Itália - Em pé- Carlos Alberto, Felix, Wilson Piazza, Brito, Clodoaldo, Everaldo, Admildo Chirol. Agachados- Mario Americo, Jairzinho, Gerson, Tostão, Pelé, Rivellino, Nocaute Jack - 21/06/1970Créditos: Arquivo Nacional/Fundo Correio da Manhã

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