50 anos do Tri: Tostão, meia da Seleção Brasileira de 1970

50 anos do Tri: Tostão, meia da Seleção Brasileira de 1970

Para estar no time titular, Tostão teve de atuar como centroavante, diferente do que fazia no Cruzeiro. E deu aula na posição.

Tostão enfrenta marcação do Uruguai na Copa de 1970 Tostão enfrenta marcação do Uruguai na Copa de 1970
Créditos: Acervo CBF

A série "50 anos do Tri" relembra, em crônicas e reportagens, a conquista da Copa do Mundo de 1970 pela Seleção Brasileira. Serão várias publicações ao longo do mês de junho, que marca o aniversário do terceiro título mundial do Brasil. Conheça agora o meia Tostão, um dos campeões. Até o aniversário da final da Copa, serão apresentados todos os atletas e o técnico Zagallo, por ordem alfabética.

9. Tostão

Nome: Eduardo Gonçalves de Andrade
Posição: Meia
Nascimento: 25/02/1947
Cidade natal: Belo Horizonte (MG)
Clube: Cruzeiro EC

Poucos jogadores tiveram que adaptar tanto seu estilo de jogo para atuar numa Copa do Mundo como Tostão em 1970. O meio-campista do Cruzeiro recebeu de Zagallo a missão de atuar como centroavante da Seleção Brasileira. Ameaçado pela concorrência das estrelas de sua posição, Tostão abraçou o papel com maestria e foi fundamental na conquista do Tri.

Jogando mais enfiado, o meia deu ao time uma característica diferente do que os adversários estavam acostumados a enfrentar. Dentro da área, Tostão não dava aos zagueiros uma referência para se posicionar. Saía para receber a bola, tabelar pelas laterais, armar jogadas, o que confundia a marcação e abria espaços para infiltrações dos pontas e meias.

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Foi assim que ele protagonizou dois de seus principais lances na Copa. Primeiro, no gol contra o Peru, em finalização improvável da lateral da área, após ele mesmo cobrar um escanteio curto. Depois, na partida contra o Uruguai, Tostão saiu da área para encontrar a subida de Clodoaldo, que apareceu na frente da meta celeste para empatar o jogo.

Na Copa, foram dois gols marcados, ambos diante do Peru. Mas não deixe esse número te enganar: Tostão foi muito importante para o funcionamento da Seleção Brasileira. Sua técnica e capacidade de se adaptar taticamente permitiu a Zagallo que escalasse tantos craques juntos em campo. E o resultado foi o melhor possível.

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