50 anos do Tri: Paulo Cézar Caju, atacante da Seleção Brasileira 1970

50 anos do Tri: Paulo Cézar Caju, atacante da Seleção Brasileira 1970

Praticamente 12º jogador da Seleção Brasileira de 1970, Paulo Cézar foi titular em duas partidas da campanha

Paulo Cézar Caju Paulo Cézar Caju
Créditos: Arquivo CBF

A série "50 anos do Tri" relembra, em crônicas e reportagens, a conquista da Copa do Mundo de 1970 pela Seleção Brasileira. Serão várias publicações ao longo do mês de junho, que marca o aniversário do terceiro título mundial do Brasil. Conheça agora o atacante Paulo Cézar Caju, um dos campeões. Até o aniversário da final da Copa, serão apresentados todos os atletas e o técnico Zagallo, por ordem alfabética.

18. Paulo Cézar

Nome: Paulo Cézar Lima
Posição: Atacante
Nascimento: 16/06/1949
Cidade natal: Rio de Janeiro (RJ)
Clube: Botafogo FR

Se começasse a carreira nos dias atuais, Paulo Cézar Caju certamente seria um ídolo global. Na época em que a imagem roda o mundo em questão de segundos, poucos jogadores seriam tão amados como ele.

Em campo, PC era um cracaço, dos mais temidos pelos zagueiros adversários. Suas jogadas pela esquerda encantaram os torcedores mexicanos durante a Copa do Mundo de 1970. Na Seleção Brasileira de Zagallo, Paulo Cézar era uma espécie de 12º jogador. Além dos 11 que compunham o time-base, Caju foi quem mais atuou no Mundial.

LEIA MAIS
50 anos do Tri: Museu Seleção Brasileira resgata memórias da Copa de 1970

Ele foi titular nas vitórias sobre a Inglaterra e a Romênia, substituindo Gérson e Rivellino, respectivamente. Contra os romenos, foi um dos destaques da Seleção Brasileira e deu a assistência para o gol de Jairzinho. Contra a Tchecoslováquia e o Peru, Paulo Cézar foi acionado durante a partida. Ele só não entrou em campo nos duelos com o Uruguai e a Itália, nos quais o técnico Zagallo não promoveu nenhuma substituição.

Revelado pelo Botafogo, Paulo Cézar rapidamente se transformou em um destaque do Glorioso no fim da década de 1960. Ficou no clube até 1972, quando transferiu-se para o rival Flamengo. Foi convocado também para a Copa do Mundo de 1974, na qual foi titular da Seleção também comandada por Zagallo.

Após o Mundial de 74, Paulo Cézar rumou para o futebol francês. No Olympique de Marseille, superou a barreira da língua e virou um ídolo de toda a França. Tanto que, em 2016, recebeu das mãos do presidente François Hollande a medalha de cavaleiro da Ordem Nacional da Legião de Honra Criada por Napoleão Bonaparte, é a maior honraria dada pelo país até os dias de hoje. No futebol brasileiro, Caju ainda fez parte da histórica Máquina Tricolor, do Fluminense, e do Grêmio campeão da Libertadores da América em 1983.

PATROCINADORES

Seleção Brasileira Nike Itaú VIVO Guaraná Antártica Mastercard GOL CIMED Semp TCL FIAT 3 Corações Techno GYM STAT Sports