50 anos do Tri: Gérson, meia da Seleção Brasileira de 1970

50 anos do Tri: Gérson, meia da Seleção Brasileira de 1970

Meio-campista foi fundamental para o Tri, superou lesão e marcou na vitória por 4 a 1 sobre a Itália, na final da Copa

Gerson em ação pela Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo de 1970 Gerson em ação pela Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo de 1970
Créditos: Acervo CBF

A série "50 anos do Tri" relembra, em crônicas e reportagens, a conquista da Copa do Mundo de 1970 pela Seleção Brasileira. Serão várias publicações ao longo do mês de junho, que marca o aniversário do terceiro título mundial do Brasil. Conheça agora o meia Gérson, um dos campeões. Até o aniversário da final da Copa, serão apresentados todos os atletas e o técnico Zagallo, por ordem alfabética.

8. Gérson

Nome: Gérson de Oliveira Nunes
Posição: Meia
Nascimento: 01/11/1941
Cidade natal: Niterói (RJ)
Clube: São Paulo FC

Dos heróis da conquista da Copa do Mundo de 1970, poucos deixaram tanto sua marca quanto Gérson. Já experiente, o meio-campista do São Paulo encantava a todos com seu futebol. No centro do gramado, orquestrava todo o ataque da Seleção Brasileira.

Era dos pés dele que nasciam todas as jogadas. De preferência, no esquerdo, que carregava o apelido de Canhotinha de Ouro, pela precisão de seus chutes, passes e lançamentos. Logo na estreia da Copa do Mundo, Gérson mostrou do que era capaz. Na virada por 4 a 1 sobre a Tchecoslováquia, deu dois longos lançamentos que resultaram em gol. Em ambos os lances, assistências perfeitas para Pelé e Jairzinho balançarem a rede.

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Naquela mesma partida, porém, ele viveu o seu pior momento no Mundial. Gérson sofreu uma lesão muscular que ameaçou sua participação no restante da competição.  Nas partidas seguintes, contra Inglaterra e Romênia, deu lugar a Paulo Cézar Caju e Fontana, respectivamente.

Mas Gérson não estava disposto a ver o Brasil decidir o seu destino do lado de fora do gramado. Com muita disciplina e força de vontade, o meia voltou a atuar já no duelo contra o Peru, pelas quartas de final. Ali, a Seleção reencontrou o caminho das boas atuações e embalou rumo ao título.

Na grande final, a estrela dele brilhou, com a graça da tão famosa Canhotinha. Aos 21 minutos do segundo tempo, quando Brasil e Itália empatavam por 1 a 1, Gérson recebeu na entrada da área, cortou para a esquerda e soltou uma bomba sem chances para o goleiro italiano. Estava aberto ali o caminho para o Tri.

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