50 anos do Tri: Carlos Alberto Torres, lateral-direito da Seleção Brasileira de 1970

50 anos do Tri: Carlos Alberto Torres, lateral-direito da Seleção Brasileira de 1970

Capitão do Tri, Carlos Alberto se eternizou como um dos melhores jogadores da história do futebol. Conhecido por sua técnica e força física, foi fundamental na conquista do Tri

Carlos Alberto Torres com a Taça em 1970 Carlos Alberto Torres com a Taça em 1970
Créditos: Arquivo Nacional Fundo Correio da Manhã

A série "50 anos do Tri" relembra, em crônicas e reportagens, a conquista da Copa do Mundo de 1970 pela Seleção Brasileira. Serão várias publicações ao longo do mês de junho, que marca o aniversário do terceiro título mundial do Brasil. Conheça agora o lateral-direito Carlos Alberto Torres, um dos campeões. Até o aniversário da final da Copa, serão apresentados todos os atletas e o técnico Zagallo, por ordem alfabética.

4. Carlos Alberto Torres

Nome: Carlos Alberto Torres
Posição: Lateral-direito
Nascimento: 17/07/1944
Cidade natal: Rio de Janeiro (RJ)
Clube: Santos FC

Carlos Alberto Torres foi mais do que um craque. Exemplo técnico e pilar da defesa brasileira, o lateral-direito foi escolhido pelo comandante Mário Jorge Zagallo para ser o capitão da Seleção na Copa do Mundo de 1970. A tarefa foi tão bem executada por Torres que virou apelido. Do México em diante, o lateral passou a atender também pelo nome de “Capita”.

Dentro de campo, Torres tinha tudo que se poderia pedir de um capitão. Liderava pela técnica (era um desafogo do time e tinha a confiança de todos os companheiros até nos piores momentos); liderava pela força de trabalho (sempre foi um dos jogadores com melhor preparo físico na Seleção); e pelo comprometimento tático.

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Foi de Carlos Alberto o capítulo final da história da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1970. Na decisão contra a Itália, o lateral marcou o gol que fechou a vitória por 4 a 1. Um golaço, antológico, com participação de quase todos os jogadores da Seleção e assistência do Rei Pelé.

A conquista do Brasil no México deu à Seleção o direito de ficar permanentemente com a taça Jules Rimet. Sendo assim, Carlos Alberto foi o último capitão a erguê-la como campeão. Mas nem mesmo em um momento de glória absoluta, o lateral esqueceu de dividir os méritos.

Do alto do pódio no Estádio Azteca, Carlos Alberto procurou por Pelé. Sabia que ele se tratava da maior estrela da companhia e que todos só estavam ali, em parte, por causa dele. E confidenciou ao amigo: não levanto a taça sem você ao meu lado. O Rei se aproximou de Torres, que ergueu a Jules Rimet e entrou na história da Seleção de uma vez por todas.

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