50 anos do Tri: Brasil x Peru foi marcado por retornos de Gérson e Rivellino

50 anos do Tri: Brasil x Peru foi marcado por retornos de Gérson e Rivellino

Craques do meio-de-campo brasileiro ficaram de fora do duelo contra a Romênia, mas tiveram a escalação confirmada antes da partida pelas quartas de final

Jornal O Globo cita dúvida na escalação na véspera do jogo contra o Peru na Copa do Mundo de 1970 Jornal O Globo cita dúvida na escalação na véspera do jogo contra o Peru na Copa do Mundo de 1970
Créditos: Acervo O Globo

A série "50 anos do Tri" relembra, em crônicas e reportagens, a conquista da Copa do Mundo de 1970 pela Seleção Brasileira. Serão várias publicações ao longo do mês de junho, que marca o aniversário do terceiro título mundial do Brasil.

Antes do duelo entre Brasil e Peru, a torcida da Seleção Brasileira tinha uma grande dúvida: qual era o status dos três jogadores lesionados da delegação? No duelo contra a Romênia, Gérson e Rivellino não atuaram, poupados. E Everaldo se machucou durante a partida. Mas na véspera do confronto pelas quartas de final, os brasileiros respirar aliviados.

Gérson e Rivellino participaram do último treinamento antes da partida, sem maiores limitações. O Canhotinha de Ouro, por sinal, era só sorrisos durante a atividade, como bem destacou o Jornal O Globo à época. A única dúvida ficava por conta de Everaldo, que ainda precisava ser confirmado pelo médico Lídio Toledo. Caso o gaúcho não pudesse atuar, entraria Marco Antônio, que havia chegado ao México como titular, mas perdeu a vaga justamente por uma lesão antes da estreia.

Jornal O Globo fala sobre Gerson na véspera do jogo contra o Peru na Copa do Mundo de 1970 Gérson rindo ao lado de Piazza e Zé Maria: flagra do Jornal O Globo
Créditos: Acervo O Globo

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Outro tema que movimentou muito a imprensa esportiva brasileira foi o reencontro entre dois bicampeões do mundo, um em cada área técnica. Antes companheiros de time na Seleção Brasileira de 1958 e 1962, Zagallo e Didi agora se enfrentavam como treinadores - o Velho Lobo, com o Brasil, e Waldir Pereira, com o Peru.

Na apresentação da partida, a Folha de São Paulo preferiu dar destaque a este reencontro. Foram três colunas diferentes. No meio, uma descrição do duelo entre os dois. De um lado, Jayme Negreiros foi responsável por dar o ponto de vista de Zagallo neste confronto. Do outro, restou a Batista Lemos a missão de contextualizar o trabalho e os conflitos de Didi no jogo contra o Brasil.

Em uma coluna intitulada "Assim é Didi", o jornalista analisou o craque brasileiro e as características que tinha no comando da "Blanquirroja", traçando um paralelo entre as conquistas que teve com a Amarelinha e o momento complexo de enfrentá-la.

"Áspero em suas decisões, honesto acima de tudo, o tido como frio Didi, hoje, quando muito, dirá que sua situação é incômoda. Não pelo fato de ter de jogar contra o Brasil, mas por ter de enfrentar o seu futebol. Futebol de gênios que ele tão bem conhece, capaz de superar táticas, abrir ferrolhos, liquidar pretensões através de um lance, apenas um, mas o necessário para conseguir um resultado definitivo".

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Caiu a tarde, Brasil e Peru entraram em campo no Jalisco e a Seleção venceu por 4 a 2. Os gols da partida foram marcados por Rivellino, Tostão (2) e Jairzinho. O Brasil estava agora a dois jogos de conquistar o tricampeonato mundial. O fato era motivo de muita euforia para toda a imprensa, que festejava a classificação e a chance de enfrentar o Uruguai na fase seguinte.

Jornal O Globo comemora vitória da Seleção contra o Peru na Copa do Mundo de 1970 Jornal O Globo comemora vitória da Seleção contra o Peru na Copa do Mundo de 1970
Créditos: Acervo O Globo

A Folha de São Paulo, em sua edição após o jogo, destacou o triunfo brasileiro. O tom da análise dos cronistas do jornal era elogioso, principalmente pela maneira ofensiva como as duas equipes se portaram dentro de campo. Em seu relato, Victor Rego comparou o jogo a um "solo de violinos", tamanha a beleza e a franqueza da partida. "O Brasil jogou como devia. O Peru jogou como podia. O resultado foi um espetáculo de alto nível", descreveu.

Ainda na publicação de São Paulo, o destaque também ficou para Tostão. Autor de dois gols na vitória brasileira, o meio-campista mineiro recebeu elogios da crônica por liderar a Seleção a uma classificação que, por vezes, pareceu difícil: "Vinha subindo devagar e sempre. Ontem, desencabulou de vez."

O Jornal O Globo destacou, em sua capa, não só o reencontro entre Brasil e Uruguai, mas a definição completa do chaveamento das semifinais. Brasil, Uruguai e Itália eram bicampeões e, se ganhassem o título, ficariam com a posse permanente da taça Jules Rimet. O "intruso" no grupo dos bicampeões era a Alemanha, que tentava sua segunda conquista da Copa do Mundo. Por isso, a publicação carioca informou: "Só a Alemanha salva a taça".

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Mas o relato da partida, escrito por Ricardo Serran, não teve tanta festa. A imagem que ficou do resultado entre Brasil e Peru foi a de um jogo que poderia e deveria ter sido mais fácil para a Seleção, que voltou a apresentar vulnerabilidades defensivas.

"Ontem, num Jalisco quase lotado, o nosso quadro esteve para golear sem o menor problema, fazendo dois tentos aos 11 e 15 minutos. Outra vez, porém, como acontecera contra a Romênia, recuou não sei para que e daí surgiu um tento peruano", escreveu Serran.

Jornal O Globo comemora vitória da Seleção contra o Peru na Copa do Mundo de 1970 Jornal O Globo comemora vitória da Seleção contra o Peru na Copa do Mundo de 1970
Créditos: Acervo O Globo

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