Rafael Alcântara, o filho brasileiro de Mazinho

Rafael Alcântara, o filho brasileiro de Mazinho

Jogador atuou na seleção de base da Espanha e está desde os 13 anos no Barcelona. Mas sempre sonhou com a Seleção Brasileira

Tiago e Rafael Alcântara são filhos do tetracampeão Mazinho. Um nasceu na Itália e outro em São Paulo. Ambos foram formados nas categorias de base do Barcelona. Enquanto Tiago escolheu a disputa por uma camisa da Espanha, Rafael começa a escrever sua história na Seleção Brasileira. Conheça os detalhes dessa história no bate-papo que rolou na concentração do Brasil, em Nova Jersey (EUA).

1) Você nasceu no Brasil e foi morar muito novo na Espanha. Conte um pouco sobre a sua origem.

Rafael: Nasci em São Paulo. Meu pai jogava no Palmeiras. Aos quatro anos, me mudei para o Rio de Janeiro, onde eu fiquei até os 12, quando fomos para a Espanha.

2) Onde você começou a jogar futebol?

Rafael: Comecei a jogar bola aos oito anos no Colégio Anglo Americano, na Barra da Tijuca, onde morava. Joguei também na base do Flamengo.

3) É verdade que seu pai, Mazinho, procurou saber se o teu irmão, Tiago Alcântara, teria chance de ser convocado para a Seleção Brasileira de base?

Rafael: Sim, mas, na época, a CBF não tinha o procedimento de convocar jogadores de fora do país para as seleções de base. Como o meu irmão já tinha sido convocado para a base da Espanha, desistiu e assumiu de vez a Seleção Espanhola.

4) Como foi a sua adaptação ao futebol europeu? Acha que foi melhor para a sua formação?

Rafael: Acho que, taticamente, me acrescentou muito. Jogo no Barcelona desde os 13 anos e passei por todas as categorias da Escola Barcelona, onde o sistema de jogo é padronizado. Isso me permitiu evoluir, aprender muito. Na Espanha, dão muita importância à parte tática. Claro que o dom de jogar não vem da Europa. Isso não se tira de ninguém. Afinal, comecei a jogar no meu país.

5) Qual foi o motivo que o levou a preferir jogar na Seleção Brasileira e não continuar na Espanhola, onde chegou a atuar na base?

Rafael: Cheguei a jogar, sim, na Sub-17 da Espanha, mas meu sonho sempre foi a Seleção Brasileira. É uma questão de identidade. Desde pequeno, passava as minhas férias no Rio de Janeiro, junto aos meus amigos, que são meus amigos até hoje. Tive a felicidade de assistir à conquista do pentacampeonato em 2002, no Rio. Comemorei muito. Não tinha jeito: era o meu sonho e que está sendo realizado. Estou imensamente feliz.

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