Tamires, lateral da Seleção, é a mãe do Bernardo

Tamires, lateral da Seleção, é a mãe do Bernardo

Jogadora foi mãe aos 21 anos e chegou à Seleção Brasileira aos 24, em 2013. De lá para cá tem estado nas listas e veste a camisa 6 do Brasil

Tamires e família Tamires e família
Créditos: CBF

A CBF homenageia todas as mães do mundo do futebol, neste domingo (8) – sejam as mães de jogadores, de treinadores, de árbitros e de torcedores –, através da Tamires, lateral-esquerda da Seleção Brasileira e mãe do Bernardo.

Fã número 1, o menino de seis anos, que mora com ela na Dinamarca, onde atua no Fortuna, é apaixonado pela mamãe campeã. 

– Ele é meu fãzinho! Sempre depois dos jogos me dá parabéns ou quando assiste pela televisão, manda áudio todo contente! No Fifa, no vídeo game, ele me coloca de atacante só para fazer gol comigo – conta Tamires, rindo.

Aos 21 anos, quando sua carreira estava em crescimento, a jogadora descobriu a gravidez. No início foi difícil, mas as duas famílias, tanto a de Tamires quanto a de seu marido, César, ficaram felizes com a notícia, e isso deu ainda mais força à atleta. 

Diferentemente do que Tamires havia pensado quando engravidou, o auge de sua carreira veio depois que se tornou mãe de Bernardo. O menino nasceu em 2009 e a lateral foi convocada pela primeira vez para representar a Seleção Brasileira em 2013. Desde então a jogadora tem seu nome constantemente presente nas listas de convocações.

Em 2015, ela esteve na seleção permanente até a conquista da medalha de ouro panamericana em Toronto. Depois foi para a Dinamarca, onde tem contrato até junho. Bernardo e o pai, César, acompanham a mamãe nestas temporadas dinamarquesas. 

– Hoje, muitas mulheres trabalham fora de casa. Comigo não é diferente. A grande questão é a profissão, porque não é muito comum ver uma jogadora de futebol mãe. Eu consigo conciliar bem, geralmente vou para a academia quando ele está na escola, e no treino da tarde, ele fica com o César ou vai para o treino e fica me assistindo.

Apesar de estar sempre presente, as viagens longas com clube e a Seleção eram mais difíceis de serem aceitas pelo menino. Para isso, Tamires contava com uma super cobertura: o marido e os sogros, Mauro e Márcia, que davam todo o suporte no período de ausência da lateral.

– O bom é que o Bernardo sempre teve o pai e os avós, o que me ajudava muito. Eu sabia que eu podia ir tranquila, pois ele ficaria bem. Sempre nos primeiros dias após a minha ida ele ficava mais sentido, mas com o passar dos dias ia amenizando. A gente sempre tenta diminuir a saudade através das redes sociais.

Tamires tem estado frequentemente na lista do técnico Vadão, disputou o Mundial do Canadá e diversos amistosos e competições, nos últimos três anos. Agora, às vésperas dos Jogos Olímpicos de 2016, a lateral sonha em representar seu país jogando em casa. As 18 jogadoras só serão conhecidas em julho.

– Nada é mais compensador para uma mãe do que estar perto do seu filho. Mas Deus me deu o dom de jogar futebol e, hoje, está me dando a oportunidade de servir o meu país. Eu procuro sempre fazer o meu melhor dentro de campo não só para poder ajudar minha equipe, mas também fazer valer a pena ficar longe dele.

O site da CBF deseja Feliz Dia das Mães a todas as mães do Brasil!!

 

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