Seleção Feminina: Pia Sundhage quer juventude + experiência em Tóquio

Seleção Feminina: Pia Sundhage quer juventude + experiência em Tóquio

Treinadora explica início do trabalho e ratifica intenção de valorizar capacidade de improvisação das jogadoras

Convocação da Seleção feminina para amistosos em São Paulo Convocação da Seleção feminina para amistosos em São Paulo
Créditos: Thais Magalhães/CBF

O primeiro objetivo é preparar a equipe para os Jogos Olímpicos Tóquio 2020, mas o trabalho de Pia Sundhage à frente da Seleção Brasileira Feminina terá outras ramificações. Ela enxerga o desenvolvimento de forma integrada entre a Principal e as categorias de base, pensamento compartilhado pelo presidente da CBF, Rogério Caboclo.

Segundo a treinadora, cada passo será dado a seu tempo, com o máximo de informações coletadas em suas conversas com jogadoras, comissões técnicas e outros profissionais ligados ao futebol, dentro e fora do país. Nesse começo de caminhada, a primeira convocação é um sinal dos planos de Pia: mesclar juventude e experiência para alcançar melhores resultados e ter tranquilidade na consolidação de uma nova metodologia.

– Nós temos viajado e conversado com muitas pessoas. No futuro, teremos uma mescla ainda maior, mas, neste primeiro momento, quero dar às jogadoras um novo início. Não importa que você tem história na Seleção ou é mais jovem. O coração tem que ser doado ao time e às companheiras – disse.

Principal atração de um auditório com dezenas de jornalistas, Sundhage afirmou estar feliz ao ver o grande interesse da imprensa brasileira, que, para ela, provou que se preocupa e, por meio da cobrança, torce para que dê tudo certo.

– Espero que, em alguns meses, estejamos bem para os Jogos Olímpicos Tóquio 2020, mas esta é apenas metade do caminho. É importante desenvolver as categorias de base de forma integrada, trabalhando a técnica e mudando a realidade tática – explicou.

Os papos preliminares com os integrantes de sua comissão e os anos como adversária da Seleção Brasileira Feminina, quando comandava os EUA e a Suécia, deram à treinadora um raio-x inicial da atual situação do time, incluindo características positivas e outras mais sensíveis.

– Um dos nossos pontos de atenção é a transição do ataque para a defesa, mas temos força na imprevisibilidade da qualidade técnica. Quando está sem a bola, o time tem que fazer o possível para retomar a posse. A Seleção Brasileira precisa jogar com a bola pra essa característica técnica aparecer. Com o controle da bola, vamos chegar ao nosso ritmo de jogo para encontrar sempre a jogadora habilidosa no meio do campo – comentou.

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