Pia Sundhage valoriza chance de observar atletas: 'Todo nome importa'

Pia Sundhage valoriza chance de observar atletas: 'Todo nome importa'

Em coletiva depois de sua segunda lista, sueca destacou novidades entre as convocadas e se revelou ansiosa para ver como elas se saem na Seleção

Pia Sundhage convoca jogadoras para amistosos contra a Inglaterra e Polônia

Créditos: Luis Alvarenga/CBF

Pia Sundhage está cada vez mais à vontade no comando da Seleção Feminina. Nesta quinta-feira, a sueca anunciou sua segunda convocação à frente do Brasil. Ao lado da compatriota Lilie Persson, sua nova auxiliar técnica, Beatriz Vaz e Marco Aurélio Cunha, Pia destacou a oportunidade de observar novas atletas nos amistosos contra Inglaterra e Polônia em outubro.

Entre as jogadoras com as quais Pia trabalhará pela primeira vez, está Marta, atual Melhor do Mundo da FIFA. Convocada na primeira lista da sueca, a atacante não pôde se apresentar por conta de uma lesão.

- Temos seis ou sete novas jogadoras. Preciso conhecê-las dentro e fora do campo. Esperamos que a Marta seja fundamental. É uma ótima oportunidade para ver como ela se sai nessa equipe, ao meu lado. Para mim, na convocação, todo nome importa - disse a treinadora.

No Torneio Internacional de Futebol Feminino, em São Paulo, Pia teve pouco mais de uma semana de trabalho com as jogadoras da Seleção. Dentro de campo, foram dois testes: uma goleada por 5 a 0 sobre a Argentina e um empate sem gols com o Chile.

Enquanto tenta imprimir seu padrão de jogo ao Brasil e saber melhor sobre o que cada uma das atletas pode render. Uma das maiores preocupações de Pia é o equilíbrio entre o ataque e a defesa.

- Vamos continuar a ser muito cuidadosos com a transição do ataque para a defesa. É algo em que temos que focar. As coisas acontecem muito rápido no campo, os brasileiros se arriscam bastante. E eu realmente acredito em organização com um pouco de emoção nos jogos - frisou a sueca.

Confira outros trechos da coletiva da técnica Pia Sundhage:

Sobre os amistosos

Nós três (Pia, Lilie e Beatriz Vaz, suas auxiliares) estamos observando a Inglaterra e a Polônia. Contra a Inglaterra, nós esperamos um jogo rápido, especialmente nas laterais. Nós temos que nos colocar na pele do técnico da Inglaterra. Será que ele vai jogar pelo meio ou mais pela lateral? Quem é que vamos acionar para enfrentá-la a partir disso? Quando elas atacam, usam duas laterais ofensivas. Na Seleção, a Andressa e a Debinha estavam jogando muito bem e podem ocupar esse espaço. A Polônia já não tem mesma força, mas tem atacantes muito interessantes, jovens, que podem nos dar trabalho.

Progresso do trabalho

Estou ansiosa para dar os próximos passos rumo às Olimpíadas. Eu gosto do progresso. Se eu só olhar para a medalha, estou perdendo alguma coisa. É a estrada que é mais importante. Contra a Argentina, por exemplo, foram cinco gols marcados. Todos os jogos que vi na Europa, nos Estados Unidos... Eu diria que nós temos chance (nas Olimpíadas), mas se estivermos focadas para melhorar a cada dia. A diferença entre simplesmente ter uma viagem agradável e uma viagem maravilhosa, é tentar fazer o que você diz que vai fazer. Por isso que tenho os técnicos ao meu lado e por isso que a Seleção é tão importante.

Continuidade x novos nomes na lista

Repetir o nome significa que elas fizeram coisas boas e também que elas têm experiência. Nós sabemos que se você quer criar um time vencedor, vai precisar disso. Os Estados Unidos, por exemplo, são excelentes jogadoras e que estão lá há algum tempo. São nomes repetidos. Podemos adicionar novos nomes ao longo do tempo.

A construção do time coletivamente

Sobre o meio-campo, por exemplo, não posso falar só da Marta. Ela é especial, mas tento evitar isso porque o futebol é um trabalho de equipe. Não são as 11 melhores jogadoras trabalhando separadamente, mas trabalhando juntas.

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