Pia Sundhage vê Seleção compacta e aprova goleada sobre a China: ‘Foi um bom começo’

Pia Sundhage vê Seleção compacta e aprova goleada sobre a China: ‘Foi um bom começo’

Treinadora fez sua análise sobre o desempenho da equipe na estreia nos JOgos Olímpicos de Tóquio 2020

Brasil e China se enfrentaram pela rodada de abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Pia Sundhage. Brasil e China se enfrentaram pela rodada de abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Pia Sundhage.
Créditos: Sam Robles/CBF

Uma estreia que superou as expectativa. A técnica Pia Sundhage gostou do que viu da Seleção Feminina em Miyagi, nesta quarta-feira (21), na vitória de 5 a 0 do Brasil sobre a China. Ela concedeu entrevista coletiva após a partida e detalhou suas impressões sobre o desempenho da equipe.

“Estou muito feliz pela maneira que jogamos hoje, marcando gols e jogando bem. A primeira partida é sempre muito difícil. Imaginamos que o placar seria mais apertado. Fizemos alguns gols já no fim do jogo, encontrando espaços quando a China se lançou ao ataque, o que é razoável. Mas o primeiro tempo foi acirrado. Em alguns momentos, a China dificultou nossa vida e tivemos sorte, mas bons times sempre têm. Foi um bom começo para a Seleção Brasileira”, disse Pia, apontando os caminhos para aprimorar o trabalho da equipe:

“Oscilamos, o que é normal para uma estreia. Quando você cria as chances e não marca, isso pode assustar, mas felizmente marcamos. Tivemos, no início do jogo, uma defesa sólida. O que aconteceu no segundo tempo, e nós vamos ajustar isso, é que acho que perdemos um pouco da coragem, então deixamos de pressionar. Perdemos compactação e, quando não estamos compactas, perdemos qualidade defensiva. Vimos a China crescer e deveríamos ter mantido a marcação alta, mas descemos um pouco, dando mais espaço, e tivemos mais dificuldade. Temos que dar crédito pela atuação da Bárbara. Foi gigante. Ela nos salvou algumas vezes”, reconheceu.

O ataque também mereceu elogios da treinadora. Para Pia, o entrosamento entre a dupla de frente, Debinha e Bia Zaneratto, foi outro ponto positivo da atuação das Guerreiras do Brasil. As duas ajudaram a Seleção a criar boas chances e cada uma marcou um gol.

“Isso representa o que digo a toda a equipe. Para que uma tenha sucesso, nós precisamos estar organizadas, todas na mesma página, em sintonia. Isso significa que, se alguém fizer coisas malucas e maravilhosas, ela pode fazer, porque o time está organizado, do ataque à defesa, o que traz o melhor de jogadoras especiais como as nossas”, argumentou.

Três calouras puderam desfrutar de seus primeiros minutos em Jogos Olímpicos: Duda, que começou como titular; Julia Bianchi, que substituiu Formiga, recordista de participações; e Ludmila, que entrou no lugar de Marta. A Rainha marcou dois gols e se tornou a segunda maior artilheira das Olimpíadas, atrás apenas de Cristiane. 

Aos 13 do segundo tempo, Duda deu lugar a Andressa Alves. Ela foi a primeira do banco a ser acionada por Pia e não decepcionou. Deu novo fôlego ao ataque, além de sofrer e converter um pênalti. A treinadora justificou a escolha pela jovem para o time que começou jogando nesta quarta e reconheceu a boa atuação de quem entrou no decorrer da partida. 

“Duda foi muito bem nos treinos e, nessa organização tática, ela me surpreendeu. Ela sempre apresenta novas soluções e eu adoro isso. Ela tem bastante energia, é boa no jogo aéreo, consegue mudar de direção rapidamente. Esses foram seus primeiros minutos nas Olimpíadas e, claro, ela estava um pouco nervosa, mas acho que foi bem. Também tivemos jogadoras que vieram do banco e mudaram um pouco o jogo”, disse Pia.

Depois da goleada sobre a China, o Brasil se prepara para a partida contra a Holanda. A Seleção volta a campo neste sábado, às 8h (horário de Brasília), para enfrentar a Holanda na segunda rodada da Olimpíada de Tóquio.

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