Pia Sundhage analisa adversários da Seleção Feminina nos Jogos Olímpicos de Tóquio

Pia Sundhage analisa adversários da Seleção Feminina nos Jogos Olímpicos de Tóquio

Técnica do Brasil analisou as adversárias na caminhada pelo ouro olímpico, e projetou confrontos de diferentes estilos durante a primeira fase da competição.

Brasil x Equador - Jogos preparatórios da Seleção Brasileira Feminina Principal - 27/11/2020. Pia Sundhage Brasil x Equador - Jogos preparatórios da Seleção Brasileira Feminina Principal - 27/11/2020. Pia Sundhage
Créditos: Mariana Sá / CBF

As Seleções Brasileiras conheceram, nesta quarta-feira (21), seus adversários para os torneios de futebol nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Em relação a equipe feminina, o Brasil terá pela frente as seleções da China, Holanda e Zâmbia, no Grupo F da competição. Se por um lado as chinesas são velhas conhecidas do elenco brasileiro, holandesas e zambianas enfrentarão a Canarinho pela primeira vez em Olimpíadas.

A estreia do Brasil será no dia 21 de julho diante da China, em Miyagi. Na sequência, a Seleção Feminina encara a Holanda, no dia 24 de julho, também em Miyagi, e fecha a fase de grupos contra a Zâmbia, em Saitama, no dia 27 de julho. Comandante da Canarinho, Pia Sundhage analisou as adversárias na caminhada pelo ouro olímpico, e projetou confrontos de diferentes estilos durante a primeira fase da competição.

"A China é uma seleção técnica, também um time duro, coeso e agressivo, elas se estão se preparando muito para essa competição. A Holanda jogou a final da Copa do Mundo, e sabemos que é um time muito bom, conhecemos todas as jogadoras porque já a vimos muitas vezes. Nesse tipo de partida, as jogadoras das pontas serão muito importantes tanto na defesa quanto no ataque. E por último, a Zâmbia, que não sabemos muito sobre o estilo ainda e, por esse motivo, é até melhor que não a enfrentaremos no primeiro jogo, e sim, na última partida. Assim, teremos a chance de saber um pouco mais sobre essa seleção africana, mas a minha experiência é que elas são sempre muito fortes, rápidas. Talvez não seja a equipe mais organizada taticamente, mas elas estão se preparando para algumas situações de uma contra uma e cruzamentos na área,", destaca Pia Sundhage. 

 

A sueca também analisou a preparação da Seleção Feminina para os Jogos Olímpicos e elogiou o período pré-olímpico, quando o Brasil terá a oportunidade de treinar com todo o elenco por algumas semanas antes da competição. Pia ressaltou que, por mais que a Seleção não tenha disputado jogos preparatórios na última Data FIFA, a concentração pré-competição será uma grande oportunidade para afinar o plano de jogo, ou melhor, o DNA brasileiro. 

"Nós estamos tentando nos preparando o máximo possível e, como todos sabem, não estamos jogando tantos jogos com a China e a Holanda. Então, em relação aos jogos é um pouco incerto, mas teremos mais uma Data FIFA, e eu espero que tenhamos confrontos. E depois desse período, imagino que teremos uma melhor ideia da qualidade da equipe brasileira. Nós temos ótimos planos para o período pré-olímpico e isso fará a diferença, porque se você é um time coeso e tem uma plano de jogo, você quer trabalhar o seu DNA e, por isso, você precisa treinar muito. Teremos esse período antes das Olimpíadas, e estou muito feliz que esse plano é muito bom", destaca.

Como na Rio 2016, Seleção Feminina enfrentará a China na estreia de Tóquio 2020 Como na Rio 2016, Seleção Feminina enfrentará a China na estreia de Tóquio 2020
Créditos: Ricardo Stuckert / CBF

Quando se fala de Jogos Olímpicos, Pia tem um capítulo a parte na história da competição. A sueca esteve em todas as seis edições seja como jogadora, técnica ou parte da comissão técnica. Nesses 25 anos, observou de perto a evolução do futebol feminino e, projeta em sua sétima participação, um maior nível técnico e tática das equipes.

 

"Essa será provalvemente a Olimpíada de maior qualidade técnica e tática. Pessoalmente estou muito feliz que nós estamos classificadas, mas também o Chile, porque precisamos aumentar o nível do futebol sul-americano e competir diante dos EUA e outras seleções europeias e asiáticas. A qualidade está aumentando todos os dias, e não tenho dúvidas que essa será a melhor Olimpíada nesse sentido", conclui Pia. 

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Créditos: Sam Robles/CBF


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