Pia exalta desempenho das zagueiras do Brasil contra a Zâmbia: ‘Elite mundial’

Pia exalta desempenho das zagueiras do Brasil contra a Zâmbia: ‘Elite mundial’

Treinadora ficou satisfeita com a consistência defensiva da Seleção e já planeja a estatégia para as quartas de final contra o Canadá

Jogos Olímpicos de Tóquio 2002 - Seleção Feminina: Brasil x Zâmbia. Pia Sundhage e Rafaelle. Jogos Olímpicos de Tóquio 2002 - Seleção Feminina: Brasil x Zâmbia. Pia Sundhage e Rafaelle.
Créditos: Sam Robles/CBF

“Uma atuação de elite mundial”. Assim a treinadora Pia Sundhage resumiu o desempenho defensivo da Seleção Brasileira nesta terça, diante da Zâmbia, pela última rodada da fase de grupos nos Jogos Olímpicos de Tóquio.

A técnica viu eficiência da equipe para frear o um contra um das africanas. O trabalho garantiu com que a Canarinho não fosse vazada diante da até então artilheira da competição, Barbra Banda, que tinha anotado dois hat-tricks nas partidas anteriores.

“A Zâmbia dificultou muito as coisas para nós, elas jogaram duro. Se você olhar para as situações de 1x1, elas foram muito bem e, por mais que tivéssemos uma jogadora a mais em campo, tivemos algumas dificuldades. Mas eu gostaria de olhar para o jogo de uma forma positiva. Se você olhar para Rafa, como ela e Poliana defenderam, isso é uma atuação de elite mundial. Não só isso: o desempenho quando Poliana sai e Bruna [Benites] entra é outra coisa que me deixou muito feliz”, elogiou.

O Brasil controlou o jogo, com 72% de posse de bola, mas não conseguiu converter todo esse volume de jogo em finalizações: foram sete ao todo. Para Pia, o jogo truncado prejudicou o ritmo da partida. No primeiro tempo, foram tantas paradas para atendimentos que a arbitragem precisou conceder 14 minutos de acréscimo.

“É difícil atuar com tantas interrupções, não só daqueles 2 ou 3 minutos de quando a jogadora cai, como a Bia, por exemplo. Um jogo assim é complicado para achar o ritmo. Avançamos, ganhamos o jogo e teremos um time diferente começando o jogo contra o Canadá”, disse a treinadora.

Na Era Pia, as Guerreiras do Brasil jamais perderam para o Canadá, adversário das quartas de final. Foram quatro duelos, com duas vitórias e dois empates para a Canarinho. O confronto reedita a disputa pelo bronze da Rio 2016. Na ocasião, as canadenses levaram a melhor, vencendo por 2 a 1. 

Apesar do retrospecto, Pia sabe que o Brasil terá um grande desafio pela frente. Ela elogiou Christine Sinclair, uma das maiores artilheiras das Olimpíadas, e refutou a tese de que o Brasil teria conseguido um caminho mais tranquilo no chaveamento da competição.

“Jogamos contra o Canadá algumas vezes, mas é claro que será diferente nas quartas de final. Devemos estar coesas e acreditar no plano de jogo. Nos confrontos anteriores, não tínhamos o mesmo esquema tático. Tento me colocar no lugar da técnica delas para imaginar o que farão e criar algo diferente para ganharmos o jogo. Elas têm uma jogadora que respeito muito, a Christine Sinclair, e nós vamos decidir como lidar com ela e sua equipe. Não acho que haja adversários mais fáceis ou mais difíceis nas quartas de final, qualquer time classificado tem condições de ser campeão”, afirmou.

Brasil e Canadá se enfrentam nesta sexta-feira (30), às 5h (horário de Brasília), no Estádio de Miyagi. A partida será transmitida por Globo, SporTV e BandSports.

PATROCINADORES

Sel Feminina Patrocinador - Notícias nike guarana antarctica vivo itau neo energia mastercard voe gol bitci free fire kwai grupo cimed fiat pague menos semp tcl cafe 3 corações techno gym stat sports kin analytics globus brasil