O Brasil na Copa do Mundo Feminina: relembre as campanhas da Seleção

O Brasil na Copa do Mundo Feminina: relembre as campanhas da Seleção

A oitava edição da Copa do Mundo Feminina ja começou! O Brasil esteve em todos os Mundiais da história. Vamos voltar no tempo e rever cada uma das edições

Cristiane na final da Copa do Mundo Feminina 2007 - Alemanha 2 x 0 Brasil

Créditos: FIFA/AFP

Este mês o futebol para mais uma vez. A oitava edição da Copa do Mundo Feminina acontece entre os dias 7 de junho e 7 de julho e o Brasil é uma das equipes que marcou presença em todos os Mundiais. Disputada desde 1991, a competição acontece pela primeira vez na França e 24 equipes vão brigar pelo título.

A Seleção Brasileira sonha com o primeiro troféu, mas já fez campanhas memoráveis e apresentou grandes craques ao futebol feminino. Vamos voltar no tempo e relembrar cada uma das edições de Copa do Mundo.

1991 – China

O Mundial de 1991 inaugurou a disputa do futebol feminino em proporções globais. Pela primeira vez, as melhores seleções do mundo se reuniam em um lugar para disputar um torneio dessa magnitude. Foram 12 países disputando o título entre os dias 16 e 30 de novembro de 1991.

O representante da América do Norte foram os Estados Unidos. A Nigéria representou a África. A China disputou como país-sede, ao lados dos asiáticos Japão e Taipei. Pela Europa, foram Suécia, Noruega, Dinamarca, Alemanha e Itália, enquanto a Nova Zelândia foi o país da Oceania. O Brasil foi o único representante sul-americano no torneio.

Grandes expoentes do futebol feminino no Brasil, Roseli, Adriana, Márcia Taffarel, Pretinha e tantas outras fizeram história ao vencer a primeira partida da Seleção Feminina em uma Copa do Mundo – 1 a 0 sobre o Japão, gol da zagueira Elane. A Canarinho foi derrotada nos dois jogos seguintes, diante de Estados Unidos e Suécia, e ficou em terceiro lugar no Grupo B, onde apenas as duas melhores equipes avançavam.

As americanas viriam a levantar a taça, na final contra a Noruega por 2 a 1, sendo assim a primeira seleção campeã do mundo.

Foto: FIFA

1995 – Suécia

A Copa do Mundo viajou à Escandinávia quatro anos depois. A Suécia recebeu as doze seleções candidatas ao título durante o mês de junho. O Brasil novamente foi o único representante da América do Sul no Mundial.

A edição de 1995, além de contar com as já experientes Roseli, Elane, Pretinha, Márcia Taffarel e a goleira Meg, marcou a estreia de lendas da nossa Seleção, como Kátia Cilene, Leda Maria, Michael Jackson, Tânia Maranhão e a camisa 10, Sissi, além de uma jovem, conhecida por Formiga. Um time memorável.

O grupo da Canarinho não era fácil: Alemanha, Suécia e Japão seriam as adversárias da equipe comandada pelo treinador Ademar Fonseca. A Seleção estreou vencendo as donas da casa por 1 a 0 – gol marcado por Roseli. Mas as derrotas para Japão e Alemanha descredenciaram o Brasil para a disputa da segunda fase.

Na partida final, a Noruega venceu a Alemanha por 2 a 0 e se tornou a segunda seleção a levantar a taça da Copa do Mundo.

Foto: FIFA

1999 – Estados Unidos

O Mundial chega à América. Os Estados Unidos, campeões da primeira edição, sediaram a primeira Copa disputada por 16 seleções. Mesmo com o aumento de participantes, a América do Sul seguiu com um único representante: o Brasil.

A Seleção Brasileira, comandada por Wilson Oliveira, ostentava uma geração de grandes jogadoras: Tânia Maranhão, Elane, Kátia Cilene, Formiga, Pretinha e Sissi seguiam no elenco, agora acompanhadas de Juliana Cabral, Maycon e a goleira Andreia.

Logo na estreia, uma goleada por 7 a 1 sobre o México, com três gols de Pretinha, três de Sissi e um marcado por Kátia Cilene. A craque Sissi também marcou dois na vitória por 2 a 0 sobre a Itália. Pela frente, a Alemanha, atual vice-campeã do mundo. Um eletrizante empate em 3 a 3 em Washington deu ao Brasil a inédita primeira colocação e classificação para a fase seguinte. Kátia Cilene, Sissi e Maycon, aos 48 do segundo tempo marcaram para a verde-e-amarelo.

Em mais uma partida de tirar o fôlego, nas quartas de final, a Seleção venceu a Nigéria por 4 a 3 – com um gol de ouro marcado por Sissi na prorrogação. A derrota por 2 a 0 para os Estados Unidos na semifinal colocou o Brasil na disputa pelo terceiro lugar, contra a atual campeã Noruega. A Canarinho venceu nos pênaltis após um empate sem gols e subiu ao pódio pela primeira vez em um Mundial. O título ficou, pela segunda vez na história, na mão das americanas.

Ao lado da chinesa Sun Wen, Sissi foi a primeira brasileira artilheira de uma Copa do Mundo, com sete gols. A camisa 10 ainda levou a Bola de Prata, como segunda melhor jogadora do Mundial.

Foto: AFP/FIFA

2003 – Estados Unidos

A Copa voltou para solo norte-americano em 2003. Por motivos de uma epidemia, a sede original, a China, teve que passar o bastão aos últimos anfitriões. Mais uma vez a Copa foi realizada com 16 seleções, Brasil e Argentina representaram a América do Sul.

Sob o comando de Paulo Gonçalves, uma nova geração chegava à amarelinha. Marta, Cristiane, Rosana se juntavam a nomes remanescentes como Formiga, Andreia, Maycon e Kátia Cilene em um grande elenco.

Na primeira fase, duas vitórias e um empate. Na primeira rodada, 3 a 0 contra a Coreia do Sul, com gols de Marta e dois de Kátia Cilene. Um 4 a 1 sobre a Noruega – Daniela, Rosana, Marta e Kátia Cilene marcaram. E fechando com um empate em 1 a 1 com as francesas. Mais um gol de Kátia Cilene.

A eliminação veio nas quartas de final, contra a seleção sueca, que venceu por 2 a 1, mas o melhor estava por vir quatro anos depois. 

A decisão do título naquele ano entre alemãs e suecas foi decidida no gol de ouro. Quando Nia Künzer balançou as redes aos oito minutos da prorrogação, a Alemanha estava declarada campeão mundial pela primeira vez.

Kátia Cilene comemora seu gol contra a Noruega – um dos quatro marcados por ela no Mundial Kátia Cilene - Brasil x Noruega - Copa do Mundo Feminina 2003
Créditos: Action Images/FIFA

2007 – China

A Copa do Mundo volta à China. Novamente, 16 seleções disputaram o torneio. O Brasil e a Argentina foram os países classificados da América do Sul. A competição aconteceu em setembro de 2007.

A seleção comandada por Jorge Barcellos foi cercada de muito talento, mesclando harmonia, experiência e entrosamento, fatores que foram importantes para uma campanha histórica.

Os nomes não eram poucos: Marta, Cristiane, Pretinha, Formiga, Maycon, Tânia Maranhão, Daniela Alves, Ester e mais uma sobra do talento típico brasileiro para lidar com a bola. Também foi o primeiro Mundial da goleira Bárbara, que era a reserva da titular Andréia Suntaque.

A fase de grupos foi arrasadora em Wuhan: 5 a 0 sobre a Nova Zelândia, com gols de Daniela, Cristiane, Marta duas vezes e Renata Costa; 4 a 0 sobre a anfitriã China, com Marta e Cristiane marcando duas vezes cada; uma vitória simples sobre a Dinamarca, gol salvador de Pretinha nos acréscimos.

Depois vieram as quartas de final, a Austrália caiu no caminho. Um 2 a 2 persistia até o minuto 30 do segundo tempo, quando Cristiane deu a classificação ao Brasil.

Então veio a semifinal, em um duelo muito aguardado contra as americanas, bicampeãs mundiais. Poucos poderiam prever o fim daquela noite em Hangzhou. O Brasil teve uma atuação de gala, goleou por 4 a 0 e Marta marcou um gol que quem assistiu nunca mais esqueceu. Considerado por muitos o mais bonito das Copas. Ela ainda marcou outro gol no jogo, Leslie Osborne abriu o placar com um gol contra e Cristiane fechou a conta.

A final em Xangai foi contra a fortíssima seleção alemã. Foi uma doída derrota por 2 a 0, mas que não impediu aquele time brasileiro de fazer história. Marta, camisa 10 da Seleção, foi a artilheira e eleita melhor jogadora do torneio.

Foto: Getty Images/FIFA

2011 – Alemanha

As atuais campeãs do mundo, a Alemanha, foram as anfitriãs da competição em 2011. Neste ano, o Brasil recebe a companhia da estreante Colômbia como representantes da América do Sul.

A Seleção Brasileira, mais uma vez comandada por Jorge Barcellos, trazia a mesma base do time vice-campeão mundial, com algumas novidades, como a zagueira Érika e a atacante Bia Zaneratto, que tinha apenas 17 anos.

A estreia contra a Austrália terminou com vitória brasileira e gol de Rosana. Contra a Noruega, dois gols de Marta e mais um de Rosana deram a vitória por 3 a 0. Fechando a fase de grupos, a Canarinho encontrou a estreante Guiné Equatorial e também venceu por 3 a 0, com gols de Érika e Cristiane duas vezes.

O encontro com as americanas nas quartas de final foi de tirar o fôlego. Empate em 1 a 1 no tempo normal e mais um gol para cada lado na prorrogação. Marta marcou os dois do Brasil. Na decisão por pênaltis, melhor para os Estados Unidos. As americanas chegaram à final e enfrentaram as japonesas. Só que desta vez quem levou a melhor nas penalidades foi o Japão, último campeão inédito do Mundial.

Foto: Getty Images/FIFA

2015 – Canadá

A última Copa foi mais uma vez sediada na América do Norte, desta vez, no Canadá. Esta foi a primeira edição com 24 equipes e pela primeira vez a América do Sul teria três representantes: Brasil, Colômbia e Equador.

No total, foram oito seleções estreantes no Canadá. Além do Equador, Suíça, Holanda, Tailândia, Costa Rica, Camarões e Costa do Marfim disputavam pela primeira vez um jogo de Copa do Mundo Feminina. A edição de 2015 marcou a estreia do técnico Vadão no comando da Seleção em um Mundial.

O Brasil passou bem pela primeira fase: três vitórias sem sofrer gols. Na estreia, triunfo por 2 a 0 sobre a Coreia do Sul, com gols marcados por Marta e Formiga. Contra a Espanha, um gol de Andressa Alves deu a vitória simples ao time brasileiro. O técnico Vadão mudou todo o time para enfrentar mais uma estreante, a Costa Rica, e a vitória veio com um gol de Raquel.

Nas oitavas de final, fase disputada pela primeira vez no Mundial do Canadá, a Austrália derrotou a Seleção por 1 a 0 e adiou o sonho do título inédito. A final foi mais uma vez disputada entre Japão e Estados Unidos, mas as americanas levaram a melhor em 2015, e levantaram pela terceira vez o título de campeãs.

Foto: Getty Images/FIFA

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