O adeus a Vadão, ex-técnico da Seleção Brasileira Feminina

O adeus a Vadão, ex-técnico da Seleção Brasileira Feminina

Em sinal de luto, a CBF decretou a colocação de bandeiras a meio mastro em sua sede, como manifestação de respeito e admiração pelo legado que Vadão deixa ao futebol

Brasil x Itália - Copa do Mundo Feminina 2019. Vadão Brasil x Itália - Copa do Mundo Feminina 2019. Vadão
Créditos: Assessoria / CBF

O mundo do futebol se despede nesta segunda-feira (25) do técnico e ex-jogador de futebol, Oswaldo Alvarez. A CBF, sua Diretoria e colaboradores, lamentam profundamente o falecimento de Vadão, aos 63 anos, e desejam força à família e aos amigos. Respeitado por todos no meio do futebol, Vadão foi um profissional vitorioso e apaixonado pela sua missão, admirado por sua lealdade, sinceridade e qualidade de seus trabalhos. Em sinal de luto, a CBF decretou a colocação de bandeiras a meio mastro em sua sede, como manifestação de respeito e admiração pelo legado que ele deixa ao futebol.

— Vadão era uma pessoa excepcional. Um homem raro, capaz de reunir virtudes como idoneidade absoluta, lealdade ímpar e enorme competência. Deixa um legado marcante para o nosso futebol e uma saudade grande em todos nós, que convivemos com ele — lamentou Rogério Caboclo, Presidente da CBF.

Ao longo dos 34 anos dedicados às quatro linhas, Vadão esteve no comando da Seleção Brasileira de Futebol Feminino, além de equipes nacionais como Atlhetico Paranaense, Corinthians, Guarani, São Paulo e Ponte Preta. O último trabalho foi a frente da equipe Canarinho na Copa do Mundo da França 2019.

Vadão teve duas passagens pela Seleção Brasileira, totalizando quatro anos e quatro meses de trabalho. O técnico foi importante peça na reestruturação da equipe feminina ao liderar um trabalho que culminou no quarto lugar nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Além da conquista de duas Copas Américas, em 2014 e 2018, e a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Toronto 2015.

Também liderou a Canarinho em duas Copas do Mundo, no Canadá em 2015 e França 2019. O trabalho foi reconhecido pela FIFA e, em duas oportunidades, Vadão concorreu ao título de Melhor Treinador do Mundo, nas temporadas 2015/16 e 2017/18.

Dono de um olhar atento, Vadão foi o responsável por lançar nomes como Rivaldo, em 1992 no Mogi Mirim, Kaká, em 2001 no São Paulo, e Andressinha, em 2014 na Seleção Feminina, como fazia questão de destacar.

No comando da Seleção Feminina, Vadão se orgulhava da missão e da responsabilidade que desempenhava sempre destacando a importância da valorização do futebol das mulheres.

O adeus a Vadão, ex-técnico da Seleção Brasileira Feminina O adeus a Vadão, ex-técnico da Seleção Brasileira Feminina
Créditos: Rafael Ribeira/CBF

A carreira

Antes de se tornar técnico, Vadão foi jogador de futebol. Canhoto, atuou como meio-campista em times do interior paulista. Aos 28 anos, após encerrar a carreira dentro das quatro linhas, iniciou o curso de Educação Física pela Faculdade Fundação Karnic Bazarian, em Itapetininga (SP). O objetivo inicial era ser preparador físico, no entanto, a carreira seguiu novos rumos, primeiro como assistente técnico e, depois, como treinador.

O primeiro trabalho como técnico foi no Mogi Mirim, em 1992, onde fez história no futebol nacional ao implementar o famoso “Carrosel Caipira”. O estilo de jogo inovador chamou atenção no Brasil. A equipe que incomodou muitos adversários por jogar bonito, era liderada dentro de campo por Rivaldo, Válber e Leto.

O treinador também deixou sua marca e fez parte da história com a conquista de títulos em clubes como São Paulo, Atlhetico Paranaense, XV de Piracicaba e Criciúma.

A relação com o futebol feminino começou em abril de 2014 com o convite para dirigir a Seleção Brasileira Feminina. Na primeiro oportunidade, em cinco meses de trabalho, levou o Brasil ao sexto título da Copa América do Equador, em 2014. Em um ano e dois meses no cargo, o desafio seguinte foi a disputa da Copa do Mundo do Canadá, em junho de 2015. Ainda em terras canadenses, Vadão liderou a equipe na conquista da medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, em julho de 2015.

Em 2016, o ano mais desafiador de sua carreira, os Jogos Olímpicos do Rio. Apesar da boa campanha na fase inicial, a equipe brasileira perdeu na semifinal, nos pênaltis, para a Suécia. Na classificação geral, a Seleção terminou em quarto lugar.

Após onze meses longe do comando da Seleção, um novo convite para ser técnico da equipe feminina. Na segunda passagem, Vadão levou o Brasil ao título do Torneio da China, em 2017, e ao heptacampeonato invicto da Copa América do Chile, em 2018.

O último ato no futebol foi na Copa do Mundo da França, em 2019. Apesar do bom desempenho na competição, o Brasil foi eliminado pela França, nas oitavas de final.

Pela experiência e títulos na carreira, Vadão recebeu a Licença Honorária da CBF Academy, em 2018. No mesmo ano, o treinador também concluiu o curso da Licença PRO, a mais alta graduação de um técnico no futebol brasileiro.

Títulos

Seleção Brasileira Feminina
Copa América do Equador 2014 e Chile 2018
Medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Toronto 2015

Criciúma
Campeonato Catarinense 2013

Tokyo Verdy
Supercopa do Japão  2005

São Paulo
Torneio Rio-São Paulo 2001

Atlhetico Paranaense
Campeonato Paranaense 2000

XV de Piracicaba
Campeonato Brasileiro Série C 1995


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