Minha Copa: Cristiane e o encontro com a taça do Mundial

Minha Copa: Cristiane e o encontro com a taça do Mundial

Artilheira da Seleção relembra exato momento em que viu de perto o troféu da Copa do Mundo, na final de 2007. Brasil ficou com o vice-campeonato no torneio

Seleção Feminina - Sessão de fotos FIFA - Copa do Mundo 2019 - Cristiane

Créditos: Naomi Baker/FIFA

Passar ao lado de uma taça de Copa do Mundo, analisando todos os seus detalhes com afinco, é uma cena que fica para sempre na memória. Mesmo que ele não pare nas suas mãos, o troféu é o símbolo máximo de toda uma trajetória de sucesso. A cena reverbera nas lembranças de Cristiane, atacante da Seleção Brasileira e terceira melhor jogadora do Mundial de 2007.

Maior artilheira da Seleção em Olimpíadas, entre homens e mulheres, a jogadora relembra o momento em que esteve ao lado da taça antes de entrar no gramado da final contra a Alemanha. Para Cristiane, a proximidade da maior glória do futebol já era um triunfo por si só.

- Ao passar ali do lado da taça, você percebe o quanto foi importante toda nossa trajetória, já que tinha sido uma campanha de muita dificuldade. E sem tantos privilégios quantos as meninas tem hoje. É um orgulho que eu tenho ter conseguido chegar a uma final de Copa do Mundo. Nós éramos a seleção com menos expectativa criada por todo mundo, até por outros países, já que em 2003 não tínhamos feito um bom desempenho. Acho que essa final teve um gosto especial, era a primeira vez para todo mundo, o país todo acompanhando. Mesmo com a derrota, é uma memória coletiva que eu guardo para mim - analisou a atacante.

Mesmo em meio aos nervos da decisão, Cristiane lembra que o ambiente nos vestiários era o mesmo do restante do Mundial: repleto de música. O samba era frequente nas concentrações da Seleção, que tinha na atacante a DJ da equipe - a artilheira faz da música um hobby no tempo livre.

Cristiane na final da Copa do Mundo Feminina 2007 - Alemanha 2 x 0 Brasil Cristiane foi a terceira melhor jogadora da Copa do Mundo 2007
Créditos: FIFA/AFP

- Hoje as pessoas falam que é loucura, que é falta de respeito. Mas a gente sempre chegava com um samba! A gente chegava no estádio tocando samba dentro do vestiário, também. Nossa concentração era basicamente essa, a gente estava sempre feliz, alegre. No túnel para entrar em campo era muito doido, porque a gente ainda mantinha essa alegria. Você não via todo mundo sério, olhando para frente cara de brava, não! Estávamos descontraídas! Era uma sensação muito boa que tínhamos umas com as outras - completou Cristiane.

A Copa do Mundo de 2007 também foi um marco na história pessoal de Cristiane, já que foi a primeira edição da atacante como titular. Para a camisa 11, a sensação de estar no mesmo grupo que atletas experientes superou a tristeza do vice-campeonato.

- Eu era titular, já tinha brigado, conseguido essa vaga. Era minha primeira Copa do Mundo como titular, realmente jogando com o grupo, e ainda bem novinha. Tinha também a alegria de saber que, mesmo muito nova, consegui integrar um grupo de mulheres um pouco mais velhas e com mais experiências que eu. Foi muito especial ter jogado essa final. Óbvio que no fim bate aquela tristeza de todo mundo, porque tínhamos a esperança do feito inédito. Ainda assim, voltamos muito orgulhosas para casa com o desempenho em meio a tantas dificuldades - completou.

A Seleção Brasileira Feminina estreia na Copa do Mundo da França no próximo domingo (9), às 10h30, contra a Jamaica. No grupo C do Mundial, o Brasil ainda irá enfrentar Austrália e Itália, nos dias 13 e 18 de junho, respectivamente.

Seleção Feminina - Fotos Oficiais Jogadoras Copa do Mundo França 2019 Cristiane, atacante da Seleção Brasileira na Copa do Mundo Feminina 2019
Créditos: CBF

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