Ludmila vibra com primeiro gol em jogos oficiais pela Seleção: ‘Muito feliz'

Ludmila vibra com primeiro gol em jogos oficiais pela Seleção: ‘Muito feliz'

Planejando o que poderia fazer já no banco, atacante entrou no segundo tempo e aproveitou ao máximo suas características para ajudar a equipe

Brasil x Holanda - Seleção Feminina nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Ludmila e Debinha Brasil x Holanda - Seleção Feminina nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Ludmila e Debinha
Créditos: Sam Robles/CBF

Ludmila sonhou, muitas vezes, com a primeira vez em que marcaria pela Seleção Brasileira em jogos oficiais. Mas era difícil prever o roteiro que se desenhou neste sábado (24) em Miyagi, diante da Holanda, na segunda rodada dos Jogos Olímpicos de 2020. 

Num jogo grande, o mais disputado da modalidade em Tóquio até então, a atacante saiu do banco de reservas para dar ao mundo seu cartão de visitas. Quando a partida estava empatada em 2 a 2, usou sua velocidade e inteligência para interceptar o recuo da zagueira Nowen, driblar a goleira Van Veenendaal e estufar a rede.

“Nessas duas semanas que tivemos para treinar, foi isto o que a Pia me pediu: ficar bem concentrada nas linhas para ter a chance de penetrá-las e, com a minha velocidade, levar perigo às adversárias. Foi o que aconteceu hoje, e foi importante para mim. São as Olimpíadas, e eu estou muito feliz de fazer meu primeiro gol”, vibrou Ludmila.

 

Naquele momento, aos 22 minutos do segundo tempo, o Brasil marcava seu terceiro tento e virava a partida. Antes disso, aos 16, a atacante já tinha feito a diferença na partida. Em outra jogada de velocidade, deixou a zagueira Van der Gragt para trás e foi derrubada na área. Pênalti, que Marta cobrou com categoria para empatar o jogo.

Para Ludmila, essas chances foram fruto de um trabalho que começou antes mesmo de sua entrada em campo. 

“De fora, eu já estava bem atenta e notando o que a Pia me pediu para ficar de olho. Dito e feito: era naqueles espaços que eu tinha que ir e, graças a Deus, pude atuar bem, fazer um gol e sofrer o pênalti”, contou ela, que, sem vaidade, comemorou a oportunidade de ajudar a equipe:

“O que eu quero é jogar. Se começando a partida ou entrando no segundo tempo, não importa: quero jogar, ser feliz e ajudar a Seleção. Hoje eu pude sentir o que a Marta, a Bia e a Debinha sentem: marcar gols importantes em Jogos Olímpicos”.

A Seleção sofreria, aos 33, o gol de empate, numa bela cobrança de falta da lateral-esquerda Dominique Janssen. Pouco tempo depois, num lance de habilidade, Ludmila ainda tentou, de letra, aproveitar o cruzamento de Geyse, mas não conseguiu desviar para o gol.

O empate em 3 a 3 deixa a Seleção muito perto da classificação para as quartas de final. Agora, basta um empate contra a Zâmbia na última rodada da fase de grupos para avançar à próxima fase. A partida será na terça-feira (27), às 8h30 (horário de Brasília), no Estádio de Saitama.

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