Prestes a tatuar quarta Olimpíada, Érika valoriza trajetória: 'Muito orgulho'

Prestes a tatuar quarta Olimpíada, Érika valoriza trajetória: 'Muito orgulho'

Zagueira, que estreou conquistando a prata em Pequim e disputa a competição pela quarta vez, já planeja incluir Tóquio na arte

Érika leva na alma e na pele o amor pela Seleção Brasileira. A zagueira tem a tradição de tatuar os nomes das cidades-sedes dos Jogos Olímpicos em que atuou. Até agora, ela carrega três Olimpíadas no braço esquerdo. Mas quando voltar do Japão, já tem um compromisso marcado: atualizar o desenho com os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

“Cada uma das minhas tatuagens simboliza muitos sonhos, não só meus, mas da minha família também. Tenho a de Pequim, Londres, a de 2016, que foi no Brasil e, agora, estamos na de 2020, com muito orgulho, com muito prazer. É tão gostoso vestir essa camisa! É uma realização minha e de todos os meus familiares e amigos, de um projeto e um desejo que sempre tive quando pequena. E agora eu vou fazer, com muito orgulho, mais uma tatuagem dessa”, prometeu.

Sessão de fotos - Seleção Feminina Principal - Jogos Olímpicos de Tóquio No braço de Érika, as marcas de uma vida dedicada ao futebol
Créditos: Sam Robles/CBF

O sonho da inédita medalha de ouro não tira o valor das conquistas da Seleção Feminina até aqui. Presente na última final olímpica do Brasil no futebol feminino, em 2008, Érika faz questão de enaltecer a prata conquistada. Para ela, a Olimpíada é uma paixão tão grande que fica difícil entender quem subestima a conquista de uma medalha. A zagueira lembrou, com muito carinho, da campanha da Seleção em Pequim, quando o Brasil só foi superado na prorrogação pelos Estados Unidos.

“Estar aqui é o ápice de um atleta, que almeja chegar a uma Olimpíada, um Mundial, aos melhores campeonatos, e para mim não é diferente. Quando você fala de Olimpíada, você fala de uma nação, você representa um país inteiro, e eu faço parte disso. Você tem noção de quantos atletas no nosso país têm a medalha de prata que eu tenho? Eu falo com muito orgulho porque lembro que, quando ganhamos essa medalha, muitos, muitos mesmo, falaram: ‘vocês perderam o ouro’, e não foi isso. A gente conquistou uma medalha de prata para levar ao nosso país, com muita vontade, muita garra e muita luta. Mas, infelizmente, ela não serviu para muitas pessoas que gostavam de futebol. Eu enxergo totalmente diferente. Estar na Seleção, estar na Olimpíada é o ápice”, defendeu.

 

"Estar na Seleção e na Olimpíada é o ápice"

 

Aos 33 anos, ela encara mais uma vez o desafio de ser campeã olímpica. Ao longo da trajetória, Érika já teve diferentes papéis dentro do elenco da Seleção. Em 2008, por exemplo, era uma das promessas do time, adicionando juventude a uma geração que já havia chegado à final em Atenas 2004.

Agora, a zagueira se vê como uma liderança dentro do elenco e tenta passar a sua experiência às mais jovens, que estão tendo uma oportunidade que poucas podem ter.

“Cada grupo é diferente um do outro, e eu já participei de muitos aqui na Seleção. Mas tenho certeza que o atual é diferenciado por ter uma mescla de jogadoras novas, com pensamentos que talvez não fossem os meus antigamente, com veteranas, como eu, já mais experientes, tentando passar alguma ideia ou tranquilidade para elas. De falar: ’vocês estão numa Olimpíada, vocês têm noção? Parem para pensar o que vocês estão representando’”, ressaltou, apontando as veteranas como uma ponte entre a comissão e as calouras. 

“Talvez seja até tenha sido um pouco mais fácil para algumas novatas estar aqui hoje, mas a gente sabe o quanto lutou. O diferencial desse grupo é essa mistura de pensamentos. A gente tem muita força, porque a gente acaba pegando tudo que a comissão quer, trazendo para as atletas e colocando em prática. Acreditamos nesse trabalho e isso é fundamental para nós”, concluiu.

Sessão de fotos - Seleção Feminina Principal - Jogos Olímpicos de Tóquio Érika, zagueira da Seleção Brasileira pela quarta vez em Olimpíadas
Créditos: Sam Robles/CBF

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