Seleção Brasileira Olímpica: lateral também é meia, ponta e muito mais

Seleção Brasileira Olímpica: lateral também é meia, ponta e muito mais

Treinador André Jardine exibe vídeos comentados para desenvolver estratégias de ataque e defesa para a equipe variar sistemas durante os jogos

Grupo brasileiro trabalhou na Barra Funda, com direito à exibição de vídeos e atividade no gramado. Emerson

Créditos: Fernando Torres / CBF

Levar a bola até a área que o treinador André Jardine chama de zona de ouro não é fácil. Com a diminuição de espaços imposta pelas equipes, chegar ao gol adversário é um objetivo que depende de qualidade técnica e estratégia. Na Seleção Brasileira Olímpica, um dos caminhos mais trabalhados é variação de posicionamento e função dos laterais. No gráfico que ilustra a escalação, Emerson, Guga, Guilherme Arana e Abner Vinicius podem até aparecer no canto do gramado, mas vêm sendo preparados para assumirem responsabilidade ainda maior.

Independentemente da formação tática, eles têm papel fundamental nas trocas de passes, triangulações, saídas de bola e quebra do sistema defensivo do oponente. Os laterais da Seleção Olímpica, juntamente com o volante – atualmente, o capitão Douglas Luiz – aparecem como as principais opções para o abastecimento do ataque brasileiro. Para tanto, surgem também como meias na altura do grande círculo e pontas, com liberdade e competência para infiltrações e conclusões a gol.

– Se a gente consegue manter essa intensidade, com movimentação constante e apoio de todos os jogadores na pressão para retomar a posse, o cenário tende a ser favorável. A troca entre laterais, meias e pontas confude a defesa adversária e cria espaços, deixando o time em vantagem numérica nas jogadas. São várias pequenas vitórias na mesma jogada que vão levar a equipe ao objetivo – afirmou Jardine ao grupo, durante a exibição de vídeos comentados, antes do treino deste sábado (7), no CT do Palmeiras, na Barra Funda, São Paulo (SP).

Peça importante do xadrez da comissão técnica, o lateral-direito Emerson, ex-Atlético Mineiro que foi contratado pelo Barcelona (ESP) está atuando pelo Betis (ESP), disse que ficou, positivamente, surpreso com as possibilidades do sistema proposto pelo treinador. Segundo o atleta, os benefícios dessa atuação multifuncional são sentidos durante as partidas.

– Antes do Torneio de Toulon [conquistado de forma invicta pela Seleção], eu nunca havia atuado dessa maneira. Gostei muito porque abre chances pra gente avançar por diversos setores do campo e participar mais do jogo. A defesa deles acaba não sabendo se vou subir ao lado da linha, tabelar no meio ou entrar na área – destacou Emerson.

A Seleção Brasileira Olímpica está na capital paulista, nesta primeira quinzena de setembro, para treinamentos e dois amistosos preparatórios para o Pré-Olímpico da Colômbia, em janeiro de 2020. Na última quinta-feira (5), venceu os colombianos por 2 a 0, com gols de Pedrinho e Matheus Cunha. Na próxima segunda, enfrenta o Chile às 20h, no Pacaembu. Os ingressos estão à venda (clique para conferir os detalhes).

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