Eles não ganham medalha, mas também são de ouro

Eles não ganham medalha, mas também são de ouro

Numa Olimpíada, apenas os atletas, em qualquer modalidade, ganham medalhas. No entanto, sempre há uma equipe de excelentes profissionais por trás do trabalho

Jogadores e funcionário da Granja Comary reunidos

Créditos: Assessoria CBF

Em qualquer modalidade dos Jogos Olímpicos, por uma questão de regulamento, apenas os atletas são premiados com medalhas. Também não há troféu, algo que difere do mundo do futebol e de outros esportes coletivos. Mesmo assim, isso não significa que se tornar campeão olímpico não tenha um gostinho especial. Afinal de contas, com ou sem medalha, todos os profissionais envolvidos são de ouro.

No caso da Seleção Brasileira Olímpica, além dos 18 jogadores, um time de profissionais das mais variadas áreas de atuação completa a delegação.

O presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, como de praxe, convoco um chefe de delegação para representar a entidade e o time em compromissos políticos durante a competição. Gustavo Feijó foi o escolhido da vez.

Na área técnica, além do treinador Rogério Micale e do coordenador das categorias de base, Erasmo Damiani, outros quatro especialistas trabalharam para esta conquista. Como auxiliar, Odair Hellmann mostrou conhecimento de campo, mas também muita habilidade na condução do grupo. O Papito, como é conhecido, tirou onda. Marcos Seixas, preparador físico, foi o responsável pelo gás do time. Na preparação de goleiros, Rogério Maia foi fundamental para o esquema tático da equipe, que tem no goleiro o seu líbero com e sem a bola. Bebeto Sauthier, analista de desempenho, esmiuçou um a um os adversários do Brasil.

Não para por aí. No departamento médico, André Pedrinelli, como responsável, teve trabalho. Precisou lidar com a contusão de Fernando Prass, por exemplo. Alex Evangelista e Charles Costa, os fisioterapeutas, foram incasáveis no tratamento aos atletas, varando a madrugada quando necessário para deixar todos em condições. Outra função cada vez mais importante no futebol, ainda mais numa competição com dois dias de intervalo entre um jogo e outro, é a do fisiologista. Aqui desempanhada com maestria por Eduardo Pimenta.

A logística, parte mais do que importante na disputa de uma competição, se mostrou coordenada com discrição e eficiência. Eles não aparecem, mas fazem a roda girar. O supervisor Gustavo Cupertino e o administrador Hamilton Corrêa. Não tem atraso, não tem tempo ruim, não falta nada graças a eles. Volpe, funcionário da CBF, os auxilia nesta função. Nada passa batido.

Quem também não aparece para a mídia, mas é fundamental para a engrenagem são os massagistas, que desempenham várias funções no dia a dia, e também os roupeiros. Serginho e Marquinhos, o cabeça, são a representação do sorriso diário. Alegria pura. Adaílson Barros, o Dadá, e Fabio Silva, o Fabinho, completam a resenha numa rouparia/ponto de encontro.

Toda essa delegação exige precauções e segurança. Tratam-se de jogadores de grandes clubes do Brasil e do mundo. Não é à toa que há uma equipe pronta para qualquer situação. Aloísio Rocha é o responável por coordenar o time, auxiliado por Fernandão. Completam o escrete Antonio Barbosa, Joaquim Nascimento, José Antonio (Ed Murphy), Jose Melo e Jose Salema.

E para alimentar toda essa rapaziada? Isso é com o chef de cozinha Jaime Maciel. Já são mais de 20 anos de serviços prestados à Seleção Brasileira. Imagina preparar o almoço e o jantar de tanta gente por 34 dias e ainda assim ninguém enjoar do seu tempero? Pois é. Ele consegue. Fácil.

Ainda há uma gama de pessoas que participaram deste processo, entre funcionários de hotéis, da Rio 2016, da comunicação e também profissionais da Granja Comary. No fim das contas, quem bota a bola para dentro são os jogadores, mas tem muita gente ajudando a preparar o chute.

 

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