Jogadoras são introduzidas a "rede social" da análise de desempenho

Jogadoras são introduzidas a "rede social" da análise de desempenho

Grupo em rede social permite que jogadoras acompanhem os treinamentos, assistam vídeos de jogos e realizem análise táticas

Treino da Seleção Feminina Sub-17 no Mundial do Uruguai - 19/11/2018 - Julia Beatriz e Débora

Créditos: Marcos Paulo Rebelo/CBF

Futebol e tecnologia são hoje dois elementos inseparáveis. A análise de desempenho das atletas, por exemplo, é um artifício que veio para ficar no mundo da bola, e dentro dessa dinâmica que mistura esses dois universos, há maneiras de tornar o aprendizado da jogadora ainda mais fluído. Na Seleção Feminina Sub-17 a análise de desempenho é quase um exercício diário das atleta. Desde o Campeonato Sul-Americano, o trabalho realizado por Cristian Lizana tornou-se um dos pilares para a organização tática e a melhora significativa do time em campo.

- Logo após o Sul-Americano, a gente começou um trabalho para elevar o nível de conhecimento tático das atletas. Em cima disso, utilizamos alguns recursos didáticos, entre eles um diário, onde cada uma relatava todas as ocorrências do treinamento, os pontos fortes e fracos - comentou Cristian.

Não só o diário faz parte da rotina das jogadoras, mas elas também foram introduzidas a uma espécie de rede social da análise de desempenho. O objetivo é que elas interajam com a comissão técnica, propondo e revendo ações realizadas em campo.  Além desse momento de reflexão individualizado, o grupo participa quase que diariamente de reuniões, onde conseguem esmiuçar tanto os próprios treinos como o jogo dos adversários.

- A gente utilizou um software da análise de desempenho, bem específico para isso, que é combinado com uma plataforma virtual e funciona quase como se fosse uma rede social de análise de desempenho. As garotas têm a oportunidade de acompanhar os treinamentos, assistir todos os vídeos e têm algumas listas de tarefas para que elas façam durante esse processo. Elas interagem diretamente com a comissão, tirando dúvidas, mostrando orientações às suas colegas, interagindo entre elas e entre os setores do campo - revelou.

 

O resultado é uma melhora não só da compreensão de jogo, mas também dentro de campo, ao agilizar o processo de aprendizagem, que sem o recurso da tecnologia demoraria mais tempo. 

- A gente acredita que elas têm uma compreensão muito maior agora dos espaços e das possibilidades de ação dentro do jogo, o que facilita as decisões mais rápidas. Essa fração de segundo que elas tomam a decisão mais rápida ajuda a dar um pouco mais de velocidade e dinâmica no jogo - explicou.

O adversário da próxima terça-feira, aliás, tem sido alvo dos estudos coletivos da análise de desempenho. O Brasil enfrentou a África do Sul no Torneio BRICS, em julho deste ano, e já conhece os perigos e os pontos fracos das rivais. Antes mesmo do início do Mundial Feminino Sub-17 o adversário já vinha sendo estudado por todo o grupo. 

- A gente já conhece elas e nós conseguimos passar isso para as jogadoras para que a gente tenha um melhor aproveitamento frente a elas. A gente tem tudo para fazer um bom jogo porque elas estão muito focadas nessa decisão - concluiu. 

Para seguir no Mundial, o Brasil tem que vencer a África do Sul, e torcer para um resultado favorável da outra partida do Grupo B, entre Japão e México, com as japonesas vencendo as mexicanas. Ou uma goleada do México sobre as asiáticas, mas o Brasil ainda precisaria de uma combinação no saldo de gol. 

O duelo diante da África do Sul será na próxima terça-feira (20), às 14h local (15h de Brasília), no Estádio Charrúa, em Montevideo. O jogo será transmitido pelo SporTV 2. No mesmo horário, Japão e México jogarão em Maldonado.

 

 

 

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