Jogadas são exigidas a níveis profissionais no Mundial Feminina Sub-17

Jogadas são exigidas a níveis profissionais no Mundial Feminina Sub-17

Jogadas da Seleção Feminina Sub-17 tiveram níveis altos de exigência na estreia diante do Japão. Números se assemelham ao futebol profissional

Equipe titular na estreia da Seleção Brasileira Feminina Sub-17 no empate em 0 a 0 com o Japão.

Créditos: Marcos Paulo Rebelo/CBF

Uma estreia exigente. Foi assim que as jogadoras do Brasil começaram no Mundial Feminino Sub-17. Enfrentar a seleção do Japão não é uma tarefa fácil, uma equipe veloz, tradicional e muito obediente taticamente. O empate em 0 a 0, na última terça-feira (13), exigiu muito esforço e concentração da equipe brasileira, tanto que as médias fisiológicas avaliadas demonstram os altos níveis das atletas. O estudo através do sistema de GPS da StatSPORTS ajudam também a elaborar a dosagem de treinos e a recuperação das jogadoras para a sequência da competição, que tem apenas 72h de descanso de uma partida para a outra. 

– Para uma estreia ontem contra uma seleção tradicional, que é a japonesa, nossa equipe se portou muito bem no jogo, teve uma exigência alta. A gente pega no futebol mundial e vê os níveis de quilometragem percorrida pelos atletas entre 10/11km, ontem a nossa volante, a Miriam, chegou aos 11 km na partida, isso é uma exigência muita alta para uma futebolista no feminino, ainda mais na sub-17. Então é uma exigência que só estando muito bem preparada para chegar nesse nível e conseguir essa intensidade durante todo o jogo - revela o fisiologista José França, responsável pelas avaliações das atletas na competição. 

Comparados os números com as jogadoras da Seleção Principal Feminina percebe-se que sim, as jogadoras estão sendo muito exigidas. No último jogo amistoso do Brasil diante da França a atleta que mais correu foi a volante Formiga, com 10.659 km.

- Claro que esses valores variam muito em relação às dificuldades do jogo, esquema tático, adversários, mas comparativamente, o futebol está evoluindo muito e as meninas estão cada vez mais tendo uma exigência maior, por isso é importante os cuidados e a preparação física adequada - ressalta Luciano Capelli, fisiologista da Seleção Principal Feminina. 

Em relação a velocidade máxima das atletas, os números também impressionam até mesmo comparados aos jogadores masculinos do profissional, onde a média é de 33km/h.

- A nossa extrema a Emily chegou a fazer ontem mais de 2km de sprint, então é um nível muito alto que pode equiparar ao masculino. A nossa lateral-esquerda, a Gisseli, conseguiu atingir uma velocidade de 30.5km/h, então chega muito próximo do atleta masculino. As nossas meninas estão muito bem preparadas o que nos deixa muito felizes para a sequência da competição no Mundial - revela França.

Para a sequência da fase de grupos do Mundial, as atletas seguirão com o nível de exigência alto. Enfrentarão seleções rápidas e fortes fisicamente, na próxima sexta-feira (16), a equipe do México, e na terça-feira (20), a África do Sul.

 

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