Branco recorda títulos no Maracanã e destaca Copa América em 1989

Branco recorda títulos no Maracanã e destaca Copa América em 1989

Nos 70 anos do Maracanã, ex-lateral da Seleção Brasileira agradece a conquista do seu primeiro título vestindo a amarelinha: a Copa América de 1989

Branco no Museu Branco no Museu
Créditos: Rener Pinheiro / MoWA Press

Vai dizer para um atleta de futebol consagrado que o Maracanã não é mais o “Maior do Mundo”. Pode até não ser em capacidade, após as reformas para receber grandes eventos recentes, mas, para a história do futebol mundial e no coração de uma geração de craques, o estádio segue místico, dono do gramado por onde só se desfilam os melhores. O único palco possível.

Jogar nesse templo é sinônimo de glória. Conquistar um grande título então é como atingir o nirvana da bola. Uma sensação reservada para poucos. Branco é um destes privilegiados.

O ex-lateral da Seleção Brasileira e atual coordenador das Seleção de base da CBF sagrou-se campeão algumas vezes no Jornalista Mário Filho, nome de batismo do gigante da Tijuca.

– Não há nada como o Maracanã. É um gramado inesquecível para todo jogador de futebol que pisou ali. Para mim tornou-se ainda mais especial porque foi onde ganhei meu primeiro título pela Seleção Brasileira: a Copa América de 1989. Aquela conquista foi muito importante para nós brasileiros. Carregávamos o peso de 40 anos sem títulos. Não poderia ser em outro lugar - recorda.

Branco pisou dezenas de vezes naquele gramado. Pode sentir a energia que pulsa das arquibancadas e vivenciar uma época, nas décadas de 80 e 90, na qual o estádio ainda recebia públicos acima de 100 mil torcedores. Uma experiência sem igual. O camisa 6 passou por clubes de grandes torcidas do futebol brasileiro como Flamengo, Corinthians e Internacional. Mas foi com as três cores que traduzem tradição, do Fluminense, que viveu os momentos mais marcantes no Maior do Mundo.

– Fui tricampeão carioca e campeão brasileiro com o Fluminense no Maracanã. Minha carreira ainda estava começando e acredito que, erguer uma taça no palco mais emblemático, me deixou mais confiante na sequência da minha história. Todo jogador sonha disputar pelo menos uma partida no Maracanã. Eu fui além. O estádio está muito ligado ao meu sucesso profissional.

O Maracanã completa 70 anos neste dia 16 de junho. São dezenas de jogos inesquecíveis, lances emblemáticos e uma infinidade de gols que contam a história do futebol brasileiro. Pelé, Garrincha, Zico, Roberto Dinamite, Rivelino, Romário e muitos outros, assim como Branco, passaram por aquele gramado. Tiveram a marca do gigante em suas trajetórias. Consagração mútua e para sempre.

– Parabéns ao Maracanã. Nós jogadores só temos a agradecer por todos os momentos únicos que só são possíveis de se vivenciar naquele gramado. Que as novas gerações sigam honrando esse palco e que novos capítulos sejam escritos. O futebol é o Maracanã – encerra Branco. 

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