Seleção Brasileira

Brasil e Portugal decidem neste domingo a primeira Copa do Mundo de Futsal Feminino

Seleção comandada por Wilson Sabóia busca o título inédito nas Filipinas após campanha dominante

Assessoria CBF
07/12/2025 - 03h31
Atualizado há 4 meses
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Troféu da Copa do Mundo FIFA de Futsal Feminino

Troféu da Copa do Mundo FIFA de Futsal Feminino

Fabio Souza/CBF

Chegou o dia de conhecer a primeira seleção campeã da história da Copa do Mundo FIFA de Futsal Feminino. Neste domingo (7), às 8h30 (horário de Brasília), a Seleção Brasileira, comandada por Wilson Sabóia, enfrenta Portugal na grande final do mundial, disputado na PhilSports Arena, em Pasig City, nas Filipinas. Antes, às 6h, Argentina e Espanha duelam pelo terceiro lugar. A decisão terá transmissão para o Brasil pela CazéTV e pelo Fifa+.

No histórico do confronto, as seleções já se enfrentaram 11 vezes, com oito vitórias brasileiras e três empates. Nos dois duelos mais recentes, vitória do Brasil por 3 a 2 e empate em 2 a 2.

Detalhe do globo do troféu para primeira seleção campeã do mundo Créditos: Fabio Souza/CBF

Na campanha até a final dessa primeira edição do mundial, Emilly é a artilheira do Brasil, com seis gols. Amandinha e Ana Luíza lideram o ranking de assistências, com quatro passes decisivos cada.

Na fase de grupos, a Seleção Brasileira confirmou o favoritismo e garantiu a liderança do Grupo D ao vencer a República Islâmica do Irã por 4 a 1, a Itália por 6 a 1 e o Panamá por 9 a 0. Nas quartas de final, o primeiro jogo eliminatório, a equipe superou o Japão com tranquilidade, vencendo por 6 a 1, abrindo 5 a 0 ainda no primeiro tempo. Na semifinal, diante da Espanha, o duelo foi mais equilibrado, mas o Brasil se impôs novamente e garantiu a vaga na decisão com vitória por 4 a 1. Ao todo, a Seleção soma cinco partidas, 29 gols marcados e apenas quatro sofridos.

Detalhe da base do troféu da Copa do Mundo de Futsal Feminino FIFA 2025Créditos: Fabio Souza/CBF

Portugal também chega à final com números expressivos. A equipe terminou na liderança do Grupo C após golear a República Unida da Tanzânia por 10 a 0, vencer o Japão por 3 a 1 e aplicar mais um 10 a 0 sobre a Nova Zelândia. No mata-mata, manteve o alto nível de desempenho, goleando a Itália por 7 a 2 nas quartas de final e a Argentina por 7 a 1 na semifinal. Em cinco jogos, a seleção portuguesa marcou 37 gols e sofreu apenas quatro.

Diante de duas campanhas quase perfeitas, Brasil e Portugal protagonizam neste domingo uma decisão histórica, em busca do título inédito da primeira Copa do Mundo de Futsal Feminino.

TROFÉU APRESENTADO ANTES DA FINAL

Na tarde deste sábado (6), véspera da grande final, o troféu da Copa do Mundo de Futsal Feminino foi apresentado oficialmente na PhilSports Arena, nas Filipinas, em um encontro simbólico entre as seleções finalistas. Estiveram presentes os treinadores Wilson Sabóia, do Brasil, e Luís Conceição, de Portugal, além das capitãs Taty, pela Seleção Brasileira, e Ana Azevedo, pelo lado português.

Troféu da Copa do Mundo foi apresentado aos treinadores e capitãs das seleções finalistas Créditos: Fabio Souza/CBF

O troféu, que será erguido pela primeira campeã mundial da história neste domingo, simboliza mais do que uma conquista esportiva. É o reconhecimento da persistência de gerações de jogadoras e a consolidação definitiva do futsal feminino no cenário internacional.

Capitã do Brasil e há 16 anos vestindo a camisa da Seleção, Taty se emocionou ao ficar frente a frente com a taça que pode coroar uma trajetória inteira de dedicação. Em lágrimas e com a voz embargada, a camisa 4 resumiu o significado daquele momento.

Treinador da Seleção, Wilson Sabóia, abraça capitã Taty emocionada após ver o troféu da Copa do Mundo de Futsal Feminino Créditos: Fabio Souza/CBF

“Foi impossível não me emocionar. Quando eu vi essa taça, eu não vi só um troféu. Eu vi a luta de muitas mulheres que vieram antes de nós, que abriram caminho para que hoje a gente estivesse aqui. Essa taça representa suor, dor, resistência e sonho. É o símbolo de tudo o que o futsal feminino precisou enfrentar para existir”, disse a capitã.

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