Seleção Brasileira

Angelina, equilíbrio e talento no meio-campo da Seleção Olímpica

Jogadora atua no Orlando Pride, dos Estados Unidos, e já passou pelas categorias Sub-17 e Sub-20 do Brasil

Assessoria CBF
10/08/2024 - 17h50
Atualizado há mais de 1 ano
Compartilhe:
Angelina, equilíbrio e talento no meio-campo da Seleção

Angelina, equilíbrio e talento no meio-campo da Seleção

Rafael Ribeiro/CBF

Em sua segunda olimpíada, Angelina trouxe equilíbrio e segurança ao meio-campo da Seleção Brasileira. Talentosa e com ótima visão de jogo, ela foi peça muito importante na trajetória da equipe durante as Olimpíadas de Paris.

Com a ausência de Marta, coube a Angelina, 24 anos, a braçadeira de capitã na partida em que o Brasil venceu com autoridade a Espanha por 4 a 2, numa das semifinais da competição. Nesse jogo, interceptou vários contra-ataques das europeias.

A meio-campista nasceu em Nova Jérsey, nos Estados Unidos, mas, aos 4 anos, mudou-se para o Brasil. Tem dupla cidadania. Começou bem cedo a gostar de jogar bola e logo ingressaria numa escolinha de futebol de Jacarepaguá, na zona oeste do Rio.

Depois, iniciaria de fato sua carreira no Vasco, onde ficou cinco anos, nas categorias de base do clube carioca. Em 2017, transferiu-se para o Santos e antes da temporada de 2020, para o Palmeiras.

Angelina tem forte presença no meio-campo brasileiroCréditos: Rafael Ribeiro/CBF

Enquanto dividia seu tempo entre os clubes pelos quais atuou e a Seleção Brasileira, Angelina chamou à atenção das norte-americanas e acabou contratada no início de 2021 pelo Ol Reign, da National Women’s Soccer League.

Angelina já esteve com a Seleção Brasileira nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021. Dois anos mais tarde, foi chamada para a disputa da Copa do Mundo, na Austrália e Nova Zelândia. Seria convocada para a vaga de Nycole, que sofrera uma entorse de tornozelo.

Antes de seguir para a Oceania, a fim de realizar o sonho de jogar um Mundial, Angelina viveu um turbilhão se sentimentos. Isso porque ela ficou 11 meses longe dos gramados, após participar da vitoriosa campanha do Brasil na Copa América de 2022.

Naquela oportunidade, sofrera uma ruptura do ligamento cruzado anterior e menisco lateral do joelho direito, exatamente em julho de 2022. A incerteza quanto ao prazo de recuperação e também em relação ao nível de performance, se conseguiria mantê-lo ou não, fez Angelina perder várias noites.

Angelina foi um dos destaques da Seleção Brasileira na vitória por 4 a 2 sobre a Espanha na semifinal Créditos: Rafael Ribeiro/CBF

Mas, mesmo sem ritmo de jogo, obteve a chance de representar a Seleção Brasileira naquele Mundial. O resultado ali não foi o esperado. Restou-lhe a esperança de estar no grupo para as Olimpíadas de Paris. Seu nome constou da lista das quatro suplentes convocadas por Arthur Elias. Com as circunstâncias da competição, pôde atuar e foi fundamental para o sucesso do futebol brasileiro nos Jogos de Paris.

Veja também

Angelina, equilíbrio e talento no meio-campo da Seleção Olímpica - Confederação Brasileira de Futebol