Marcação alta da Seleção Sub-17 funciona em teste contra os Estados Unidos

Marcação alta da Seleção Sub-17 funciona em teste contra os Estados Unidos

Primeiro gol brasileiro na vitória sobre os Estados Unidos saiu em jogada forte de marcação no ataque

Brasil x EUA - Jogo preparatório da Seleção Sub-17 na Granja Comary. Kaio Jorge

Créditos: Thais Magalhães/CBF

Ao longo da última semana, a Seleção Sub-17 trabalhou bastante a marcação alta. E o ensaio se transformou em resultado na vitória deste sábado, contra os Estados Unidos. No triunfo por 4 a 1 na Granja Comary, o primeiro gol do Brasil veio de pressão forte na saída de jogo norte-americana.

Provocados pela presença dos homens de frente do Brasil, os americanos se viram tão pressionados que acabaram jogando contra o próprio gol. Este foi o início da virada brasileira e ditou o ritmo do time no restante da partida. Para o técnico Guilherme Dalla Déa, esse tipo de comportamento é fundamental para a imposição da Seleção Brasileira dentro dos jogos.

- A Seleção Brasileira tem como princípio a construção. Mas também temos que fazer essa pressão alta, em bloco, para que nossos adversários sintam o nosso peso dentro de campo. É um trabalho desenvolvido o longo do tempo, em diferentes categorias da Seleção, variando o posicionamento tático. Hoje, quando pressionamos, conseguimos empatar o jogo - ressaltou o treinador.

Uma imagem chamou atenção no momento em que o defensor americano comete o erro que gerou o gol. Quatro jogadores do Brasil estavam na área dos Estados Unidos. Apenas os dois zagueiros brasileiros não estavam no campo de ataque, mas também estavam bem adiantados, a chamada linha alta.

Mas marcar em cima gera um desgaste físico e nem sempre é uma tarefa fácil para a Seleção. Por isso, Dalla Déa tem trabalhado com os jogadores o que costuma chamar de "gatilho de pressão". Em momentos do jogo, a linha de marcação desce e se posiciona um pouco mais atrás. Os jogadores, então, observam o momento ideal para começar uma blitz e roubar a bola quando a situação oportuna se apresentar.

- É o timing da pressão. Quando o adversário está mal posicionado, pressionado e virado para o gol, é a hora de subir. É o que a gente chama de gatilho de pressão. Isso que eles têm entendido perfeitamente. Precisamos ajustar a subida da linha defensiva para fazer um movimento sincronizado.  Quando a gente faz essa pressão alta, estamos mais próximos do gol adversário - analisou Dalla Déa.

A Seleção Brasileira estreia no Mundial Sub-17 no próximo sábado, contra o Canadá, no Bezerrão, em Brasília. Além dos canadenses, o Brasil ainda terá pela frente Nova Zelândia e Angola pelo Grupo A da Copa do Mundo. 

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