Rodrigo fez jus em Seicheles, na Copa, ao posto de melhor do mundo. Como capitão pela primeira vez, ele foi um líder de 11 atletas determinados a fazer história. Na final contra Belarus, neste domingo (11), o jogador foi decisivo mais uma vez e marcou dois gols na vitória por 4 a 3.
Para completar o roteiro de cinema, foi eleito o melhor jogador da Copa, o melhor jogador da final e terminou com o artilheiro de Bronze como o terceiro maior goleador do Mundial.
“A ficha ainda não caiu 100%, mas a sensação é de dever cumprido. É muito difícil ganhar uma Copa do Mundo, ainda mais de forma consecutiva e eu sendo tricampeão. Pouco a pouco a gente vai colocando o nosso nome na história.”
Rodrigo com a taça da Copa do Mundo, a medalha e o troféu de melhor jogadorCréditos: Alex Grimm - FIFA/FIFA via Getty Images
Apesar da responsabilidade que a braçadeira de capitão da Seleção Brasileira exige a quem a carrega, sempre quis ser enxergado como mais um do time, sem regalias.
“(Ser capitão) tem um gostinho a mais por poder levantar a taça. Sem dúvida nenhuma foi uma responsabilidade a mais que me foi dada e que abracei do fundo do meu coração. Esses caras me ajudaram bastante na leveza do dia a dia. Não mudou em nada a nossa convivência, mas tive a consciência do quanto isso representa.”
Craque nas areias, mostrou seu talento com seus seite gols e jogadas de efeito, além de ser um pesadelo para os adversários. Foi assim nos jogos contra Omã e Espanha, em que também foi eleito o melhor da partida, e, claro, na decisão contra Belarus.
Rodrigo é tricampeão mundial de Beach SoccerCréditos: Rafael Ribeiro/CBF
Fora de quadra, era um espelho para seus colegas. Antes de enfrentar os portugueses, dores no púbis o incomodavam. Após horas de tratamento na fisioterapia, o camisa 9, mesmo sem estar 100%, foi decisivo e marcou o terceiro gol do Brasil na partida, colocando a equipe em vantagem, antes de Catarino selar a classificação para a final por 4 a 2.
Em sua sexta Copa do Mundo, o carioca arrematou seu terceiro título. Além disso, tornou-se o oitavo maior artilheiro da Seleção, com 213 gols, e chegou a 150 partidas pela Amarelinha. Feitos à altura de um tricampeão mundial.
Rodrigo e sua tradicional comemoração de golCréditos: Rafael Ribeiro/CBF
E como já havia feito depois do Hexa, deixou para o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, a escolha de onde posicionar a sétima estrela no escudo da Seleção Brasileira, além de agradecer pela estrutura proporcionada para que os atletas se concentrassem apenas em entrar em quadra.
“Agora é desfrutar do momento. Estamos chegando. Presidente Ednaldo, ainda não sei onde vai ficar a próxima estrelinha, mas muito obrigado pelo apoio, pela leveza que nos proporcionou com a estrutura. A gente se preocupou só em jogar e isso fez a diferença. Transmitimos isso dentro de campo, com muita determinação, foco e concentração. Foi uma partida muito difícil, parabéns à Bielorrússia, mas a estrela foi para o Brasil mais uma vez.”
Principais títulos pela Seleção: tricampeão da Copa do Mundo FIFA (2017, 2024 e 2025); tricampeão da Copa América (2016, 2018 e 2025); bicampeão da NEOM Beach Games (2023 e 2023); bicampeão do Mundialito (2017 e 2023); tricampeão da Copa Intercontinental (2014, 2016 e 2017); tetracampeão da CONMEBOL Liga Evolución (2017, 2018, 2019 e 2022); campeão do grupo Zona Norte da CONMEBOL Liga Evolución (2023).