Matheus Cunha cita 'gostinho diferente' em ouro da Seleção Brasileira em Tóquio 2020

Matheus Cunha cita 'gostinho diferente' em ouro da Seleção Brasileira em Tóquio 2020

Artilheiro do ciclo olímpico, atacante teve que se recuperar às pressas para disputar a final de Tóquio 2020, e abriu o placar

Seleção Olímpica enfrentou a Espanha no Estádio de Yokohama, na final da Olimpíada de Tóquio 2020. Matheus Cunha Seleção Olímpica enfrentou a Espanha no Estádio de Yokohama, na final da Olimpíada de Tóquio 2020. Matheus Cunha
Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

Até horas antes da partida, Matheus Cunha não tinha presença garantida na final dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Recuperado de uma contratura muscular, o atacante foi a campo e foi decisivo na vitória do Brasil sobre a Espanha. Foi dele o primeiro gol no triunfo por 2 a 1, que deu à Seleção a segunda medalha de ouro de sua história.

Após o apito final, Matheus Cunha lembrou não só da sua corrida contra o tempo para estar à disposição de André Jardine, como também de todo o esforço feito para fazer parte deste projeto, desde o início.

"Muitas coisas passam na cabeça, da nossa origem. Estar na Seleção me fez abrir mão de muita coisa. Eu troquei de clube para não abrir mão de estar no Pré-Olímpico. Hoje, na Olimpíada, fazer gol em um momento tão importante... É muito gratificante. Só agradecer", recordou Matheus Cunha.

Dentro de campo, a Seleção Brasileira enfrentou um grande adversário. O primeiro gol do jogo saiu dos pés de Matheus Cunha, aos 46 minutos de jogo. Com a vantagem no placar, o Brasil foi pressionado e chegou a sofrer o empate da Espanha, antes de retomar a dianteira na prorrogação.

"Foi um jogo muito difícil, o time da Espanha tem muita qualidade. Tínhamos uma proposta até de atacá-los mais, mas por circunstâncias do jogo, a gente sofreu um pouquinho. Mas a gente tem que aprender a sofrer também. A gente é brasileiro, não tem jeito. Para chegar até aqui, a gente sofre, mas fica muito feliz depois. Porque tem um gostinho diferente", disse.

O gol de Matheus Cunha ainda selou a paz do atacante com o Estádio de Yokohama. No mesmo gramado, na estreia da Seleção na Olimpíada, contra a Alemanha, Cunha não viveu uma de suas melhores noites. Desperdiçou algumas chances e não conseguiu marcar no palco eternizado por Ronaldo na final da Copa do Mundo de 2002.

Mas o melhor estava guardado para o final. Ou para a final. Na decisão contra a Espanha, quis o destino que o atacante escrevesse seu nome na história da Seleção Brasileira, justamente em Yokohama, com a mesma camisa que Ronaldo vestia naquela decisão.

"Com a nove, do lado dele, que isso! Nem imaginava... Não tem como, cara. Esse estádio, como começou, eu, particularmente querendo dar muito mais. Perdi alguns gols no primeiro jogo, aquilo mexe com você. Mas isso só mostra o quão forte é o nosso grupo, o quanto a individualidade é sempre secundária. Cada um tem um dia para que as coisas aconteçam em prol do grupo, em prol do Brasil, é muito importante. Nesse estádio, fazer um golzinho em um momento como esse, é um gostinho diferente, sem dúvida nenhuma", comentou.

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