Muralha faz balanço após temporada no Japão: "Sei onde posso chegar"

Muralha faz balanço após temporada no Japão: "Sei onde posso chegar"

Goleiro atuou por oito meses com a camisa do Albirex Niigata. Em exclusiva ao site da CBF, Muralha conta sobre experiência no futebol japonês e mira o futuro

Muralha defendeu as cores do Albirex Niigata, do Japão, em 2018

Muralha defendeu as cores do Albirex Niigata, do Japão, em 2018

Créditos: Divulgação

Muralha com os companheiros do Albirex Niigata

Muralha com os companheiros do Albirex Niigata

Créditos: Divulgação

Goleiro chegou a ser convocado para a Seleção Brasileira em 2016

Goleiro chegou a ser convocado para a Seleção Brasileira em 2016

Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

"Estou vindo de uma excelente temporada no Japão". Assim Muralha descreveu sua segunda passagem pelo futebol japonês. O goleiro concedeu entrevista exclusiva ao site oficial da CBF, contou um pouco sobre sua experiência na cidade japonesa de Niigata, onde defendeu as cores do Albirex Niigata, além das intenções para o futuro e a vontade de vestir novamente a camisa do Flamengo.

— Tenho contrato com o Flamengo (até o fim de 2020) e seria um prazer enorme voltar a defender as cores do clube. Mas se isso não acontecer, é vida que segue. Tenho uma idade legal, estou vindo de uma excelente temporada no Japão e sei do meu valor e onde eu posso chegar.  Se eu tiver que seguir fora do país, também não teria problema, pois me adaptei bem no Japão. O mais importante é que me sinto bem e preparado para atuar em qualquer equipe — revelou o goleiro. 

No Albirex Niigata, equipe da segunda divisão do Japão, Muralha atuou em 2018 pela segunda vez em terras nipônicas. Antes, em 2013, o goleiro jogou pelo Shonan Bellmare, da cidade de Hiratsuka.

— O futebol japonês evoluiu ainda mais e o reflexo disso está na competitividade das equipes. Muitos times parecidos, com conjuntos fortes, gerando um equilíbrio maior à competição.  E, apesar de algumas dificuldades que nosso time enfrentou, principalmente pela troca de treinador e por ter muitos jogadores jovens, o saldo final foi positivo. Conseguimos terminar em uma posição intermediária e eu encerrei o ano praticamente invicto, sem ser derrotado nas minhas últimas oito partidas — explicou.

ADAPTAÇÃO NO JAPÃO

Minha adaptação foi muito rápida. Niigata fica mais afastada do grande centro e eu e minha esposa tivemos bastante tranquilidade, um ambiente extremamente positivo e condições maravilhosas de vida. Aprendi muito nos oito meses em que fiquei em Niigata. Tive a felicidade de ter o meu filho nascendo lá, oferecendo uma estrutura fantástica. 

DIA A DIA NO CLUBE

A rotina de jogador é parecida em qualquer lugar do mundo. Muitos treinos, jogos, as concentrações, isso não muda muito. Mesmo com o idioma, claro que a dificuldade no dia a dia era maior, mas são muitos intérpretes, e dentro de campo, é aquilo que a gente sempre fala, é a linguagem universal da bola. Na hora de cobrar, de alertar um companheiro, neste momento mesmo com gestos, o entendimento é perfeito.

CARREIRA

Tive um grande momento no Figueirense até ser contratado pelo Flamengo em 2016. Acho que todo jogador tem o sonho de jogar no Flamengo e eu consegui realiza-lo, com a oportunidade de chegar à seleção brasileira em razão das minhas boas atuações no Brasileiro de 2016 e, logo depois, conquistando o Estadual de 2017. Se for para citar essa temporada, acredito que a reviravolta que tivemos no segundo turno, culminando com o nascimento do meu filho.

RELAÇÃO COM O FLAMENGO

Eu voltaria com o maior prazer. Tive uma história muito bonita no Flamengo, cheguei à Seleção Brasileira por causa do clube. Também tenho humildade de reconhecer os meus erros, mas acho que muitos deles alcançaram uma proporção maior do que deveriam. Eu já virei essa página, acredito que muita coisa deve ser esquecida, e outras serviram de aprendizado. Já manifestei diversas vezes o meu carinho pela equipe, pelos companheiros que lá estão. Acompanhei alguns jogos de lá do Japão e torci muito pela conquista. Estou aberto às propostas, recebi algumas sondagens, inclusive do Japão, mas agora quero curtir as férias nesses primeiros meses de vida do meu filho.

FUTEBOL JAPONÊS

Acredito que o futebol brasileiro ainda esteja à frente quando falamos de questões técnicas e táticas, do conjunto de atletas e da importância de conseguir objetivos grandes nas competições. As cobranças internas e externas por resultados existem no Japão, mas são menores se comparadas com o Brasil. Por outro lado, sinto que o futebol japonês continua crescendo, evoluindo, exportando jogadores e profissionais de comissão técnica de outros países, e isso certamente tem ajudado a fortalecer o futebol no país.

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