Ferroviária vence Universidad do Chile nos pênaltis e está na final da Libertadores Feminina 2020

Ferroviária vence Universidad do Chile nos pênaltis e está na final da Libertadores Feminina 2020

As Guerreiras Grenás garantiram a vaga após empate em 0 a 0 no tempo normal. A chance do bicampeonato será na final contra o América de Cali (COL), no domingo (21), às 18h, no Estádio José Amalfitani.

Ferroviária finalista da Libertadores Feminina 2020 Ferroviária finalista da Libertadores Feminina 2020
Créditos: Twitter/CONMEBOL Libertadores Feminina

A Ferroviária está na final da Libertadores Feminina 2020. Em uma partida emocionante, as Guerreiras Grenás venceram a Universidad do Chile (CHI) por 6 a 5 na disputa de pênaltis, após empate por 0 a 0 no tempo normal. O destaque da classificação da equipe paulista foi a goleira Luciana. A camisa 1 brilhou e defendeu três cobranças. Agora, a Ferroviária enfrenta o América de Cali (COL)., no domingo (21), às 18h, no Estádio José Amalfitani, em Bueno Aires.

O sonho pelo bicampeonato da América segue vivo. Esta será a terceira decisão das brasileiras em três participações na Libertadores Feminina. As Guerreiras Grenás conquistam a taça em 2015 e perderam o título para o Corinthians na edição passada. 

O jogo


A partida no Estádio Nuevo Francisco Urbano começou equilibrada, digna de uma semifinal de Libertadores Feminina. Com muita ímpeto e força nas divididas, Ferroviária e Universidad do Chile (CHI) deixaram a vontade sobrepor a organização e, nos minutos iniciais, o que se viu foram muitos erros de passe por ambos os lados. Quando a ansiedade passou, quem tomou conta da partida foram as Guerreiras Grenás. Dos pés de Sochor surgiam as melhores chances de ataque das brasileiras.

Aos 15 minutos, a meia teve a primeira chance de abrir o placar para a equipe paulista quando acertou um chute no travessão, sem chances para a goleira chilena. A pressão da Ferroviária continuou e, dois minutos depois, foi a vez de Aline Milene desperdiçar, após jogada com Sochor. A camisa 10 também perdeu a maior oportunidade do primeiro tempo. Em bola lançada na área, Aline Milene ficou frente ao gol, sem a camisa 1, mas não alcançou bola, que foi em direção a linha de fundo.

A Ferroviária estava incansável no seu desejo de sair na frente do marcador ainda nos primeiros 45 minutos do jogo. No entanto, em um dos poucos ataques chilenos, no final da primeira etapa, a zagueira Ana Alice derrubou a atacante chilena Zamora dentro da área e a árbitra marcou a penalidade. Na cobrança, Lopez chutou com força para fora, completamente longe da meta defendida por Luciana, deixando o placar sem gols.

Assim como na partida entre as duas equipes que aconteceu na fase de grupo da competição, a atitude pela vitória foi da Ferroviária. Porém, diferente do que aconteceu no outro jogo, quando as Guerreiras grenás venceram por 4 a 1 e se classificaram no grupo D, neste duelo as brasileiras encontraram dificuldade para acertar o último passe e concluir bem as diversas chances que foram criadas no primeiro tempo.

O segundo tempo começou e novamente a Ferroviária foi em busca da vitória. Passando a maior parte do tempo no campo adversário, as Guerreiras Grenás criaram uma chance atrás da outra. Aos nove minutos, Sochor tabelou com Aline Milene, invadiu a área, mas chutou para fora. Acuada, a Universidad do Chile (CHI) buscava os contra-ataques, que não aconteciam com frequência. Aproveitando duas falhas da zaga brasileira, a La U chegou perto de pular na frente do marcador. Em ambas a falta de capricho na finalização não resultou no gol chileno.

O jogo seguiu com o mesmo roteiro visto durante todo o confronto. Enquanto a Ferroviária pressionava sem deixar a adversária respirar, a Universidad do Chile (CHI) economizava as suas forças para segurar o empate e buscar a classificação nos pênaltis. Nos acréscimos, em um bate-rebate, Maria Eduarda pediu a última chance de levar a Ferroviária para a final no tempo normal.

Vaga nos pênaltis


Luana foi a primeira cobradora da Ferroviária na disputa de pênaltis. A camisa 4 deslocou a goleira e colocou as Guerreiras Grenás na frente. Zamora foi para a bola em busca da igualdade, mas Luciana acertou o canto e defendeu a cobrança da chilena deixando as brasileiras com o 1 a 0. Em seguida, Daiane converteu um belo chute no ângulo para a Ferroviária, abrindo vantagem na contagem das penalidades. A força do chute da camisa 20 chegou a danificar a baliza, fazendo com que a árbitra mudasse o lado das cobranças no campo.

Ficou para Oviedo a responsabilidade de diminuiu a diferença no placar. A camisa 7 da La U converteu e deixou o marcador em 2 a 1 para as brasileiras. Na terceira cobrança, a zagueira Yasmin bateu no canto e garantiu a sequência de 100% de aproveitamento da Ferroviária na disputa. Gutierrez correu com calma e finalizou sem chances para Luciana, diminuindo mais uma vez a vantagem.

Na penúltima cobrança de cada time, Jéssica perdeu para a Ferroviária e Pinilla converteu para a Universidad do Chile (CHI), deixando assim um erro para cada lado e o placar em 3 a 3. Ana Lurdes teve a responsabilidade de bater o pênalti para as Guerreiras Grenás e fez. A última penalidade das chilenas foi convertida no ângulo por Guerrero, levando a disputa para as cobranças alternadas.

Duda e Lopez marcaram e a disputa seguiu empatada. Na sétima cobrança, a zagueira Ana Alice bateu fraco e a goleira fez uma fácil defesa. No entanto, Luciana apareceu mais uma vez, seguro a cobrança de Fernandez e manteve a Ferroviária viva na partida. Na sequência, um gol para cada e a disputa seguiu em igualdade. Na nona cobrança, Sochor fez e deixou a Ferroviária mais uma vez nas mãos de Luciana. A goleira brilhou pela terceira vez, pegou o chute de Ramirez e classificou as Guerreiras Grenás para a grande final da Libertadores Feminina 2020 que acontece no próximo domingo (21), às 18h, contra o América de Cali (COL).