De ‘PelÉrik’ a sensação no Japão: Erik fala sobre mudança de país e título na Ásia

De ‘PelÉrik’ a sensação no Japão: Erik fala sobre mudança de país e título na Ásia

Atacante foi peça fundamental para conquista do Yokohama Marinos, quebrando escrita que já durava 15 anos

De ‘PelÉrik’ a sensação no Japão: Erik fala sobre mudança de país e título no país asiático De ‘PelÉrik’ a sensação no Japão: Erik fala sobre mudança de país e título no país asiático
Créditos: Divulgação/Yokohama Marinos

Em agosto de 2019, o atacante Erik fez as malas e cruzou os sete mares para viver sua primeira experiência no futebol do exterior. O jogador, que ainda pertence ao Palmeiras e estava emprestado ao Botafogo, deixou o posto de artilheiro alvinegro no ano e rumou ao Yokohama Marinos, do Japão. E se engana quem achou que as grandes diferenças entre os países poderiam atrapalhar o atleta de 25 anos. Apesar de ter chegado com a temporada já em andamento, Erik logo se tornou peça-chave da equipe, atuando em 13 oportunidades e marcando nove gols, além de conquistar o título da J-League, feito que o Yokohama Marinos não conseguia há 15 anos.

Em entrevista exclusiva ao site da CBF, Erik falou sobre os primeiros meses no Japão e o troféu ganho logo em sua temporada de estreia com a camisa do Yokohama. Para ele, o principal fator para a campanha ter sido bem-sucedida foi o trabalho em conjunto do grupo.

– Pra mim é um momento que é magico, um momento único. Muito feliz de estar vestindo a camisa do Yokohama Marinos e logo em seguida encaixar uma sequência de muitas vitórias. E sempre deixando minha marca, meu golzinho, minha assistência, ajudando meus companheiros da melhor forma possível. Acredito que foi tudo um conjunto que se encaixou, a forma de jogo, o trabalho do nosso treinador, um trabalho perfeito, uma tática muito ofensiva. A gente alinhou a parte ofensiva com comprometimento defensivo e as coisas se encaixaram. E no final graças a deus a gente foi recompensado com um título muito importante – analisou.

Para Erik, a boa sequência logo de cara o ajudou em sua adaptação ao país asiático. Além da campanha do Yokohama Marinos, que terminou com o título da J-League, os bons números individuais foram importantes para ganhar confiança e continuar crescendo.

– No total foram nove gols e quatro assistências. Isso foi muito importante, não só pelo meu desempenho individual, até porque é meu primeiro desafio fora do Brasil. Para mim foi muito tranquilo, logo em seguida, a adaptação. Depois eu tive um jogo muito especial contra o Nagoya, que a gente precisava de uma vitória para encaixar uma sequência boa, e logo nesse jogo eu consegui um gol de bicicleta. Então isso também foi muito importante para ganhar confiança e, depois, a cada jogo foi encaixando torcida com o grupo, trabalho coletivo ficando mais forte ainda e a gente cresceu muito nessa reta final – disse o camisa 17, que ainda completou, falando sobre a boa recepção que teve dos compatriotas da equipe:

– Em relação aos brasileiros, pessoas fantásticas, atletas de altíssimo nível também. Marcos Júnior um grande jogador, a gente sempre jogava contra. No Brasil sempre tivemos as mesmas características, aqui ele joga em outra função e as coisas se encaixaram perfeitamente. O Matheus também, que está há 6 anos no Japão e foi muito importante nesse processo de adaptação. O Thiago foi campeão brasileiro comigo no Palmeiras, a gente já tinha um conhecimento da forma de jogo um do outro. O Edigar também só jogava contra no Brasil e foi um cara que me ajudou bastante, apesar do pouco tempo que a gente conviveu juntos, porque ele foi fazer o tratamento dele no Brasil. Mas quando chegou, um cara espetacular também. E teve sua importância no grupo por, antes de ter se machucado, ter vivido uma grande fase também.

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Créditos: Divulgação/Yokohama Marinos

‘PelÉrik’ no Brasil e sorriso no Japão: o carinho e a relação com as torcidas

Antes de concretizar sua transferência para o futebol japonês, Erik era um dos principais nomes do Botafogo na temporada. Em 29 partidas disputadas, o atacante tinha deixado sua marca em nove oportunidades. As boas atuações renderam, inclusive, o apelido de ‘PelÉrik’, em uma alusão ao Rei Pelé. Com a torcida do Yokohama não foi diferente. Apesar de estar no clube há poucos meses, já foi tempo suficiente para cair nas graças dos fãs.

– Carinho muito especial dos torcedores do Botafogo. Tenho um carinho muito grande por eles também. Poxa, ‘PelÉrik’, né, que bacana. E aqui, poxa, a identificação foi muito rápida também. A torcida criou um slogan sobre o sorriso, para sempre jogar com um sorriso, um cara que está sempre feliz. E a comemoração, que pegou muito rápido. Já levaram placas para o estádio com o símbolo do ‘W’, então isso foi muito especial. A forma que eles me receberam aqui também, com música. Então isso é muito legal. Criaram uma música. Essa identificação foi fantástica, o carinho deles também fantástico. Fiquei muito feliz porque é um país diferente, uma cultura diferente, mas eles nos acolheram muito bem – comentou.

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Créditos: Divulgação/Yokohama Marinos

Em retribuição ao carinho da torcida, um dos momentos mais marcantes de Erik no Japão foi exatamente em goleada diante do arquirrival Kawasaki Frontale. Já na reta final do campeonato, na penúltima rodada, uma goleada por 4 a 1, com direito a dois gols e uma assistência de Erik. Para o jogador, uma partida que ficará na memória.

– Foi um jogo muito especial. Óbvio que a minha estreia no Yokohama também foi muito especial, que foi no Nissan Stadium, diante da torcida. Mas o jogo contra o Kawasaki, por ser um clássico, teve um gosto mágico. Não só pelos dois gols, pela assistência, mas por ter sido uma goleada e a gente olhar para tabela e falar assim ‘a gente está com uma das mãos na taça, agora depende só da gente’. Nesse momento o gostinho do título estava mais próximo – afirmou o atacante.

Fora dos estádios, Erik também é só elogios ao povo japonês. Para o jogador, a cultura e a educação do país oriental são ‘de outro mundo’.

– Falar da cultura do Japão é algo que me traz um prazer muito grande em compartilhar. Uma cultura fantástica, exemplo de pessoas, educação de primeiro mundo. Simplesmente uma estrutura para o cidadão, para as pessoas viverem, realmente de outro mundo. Muito bonito a forma que eles nos tratam, um respeito muito grande. E, confesso, estou completamente encantado pela cultura do povo japonês – encerrou.