Técnica do São José, Emily Lima fala sobre função

Técnica do São José, Emily Lima fala sobre função

Única mulher da última edição da Licença B, Emily conversou sobre a experiência adquirida no curso, o diferencial do São José e a ausência de treinadoras

Emily Lima

Créditos: Rafael Ribeiro

Primeira mulher a treinar a Seleção Brasileira Feminina, Sub-15 e Sub-17, e um currículo extenso e vitorioso, a técnica Emily Lima, do São José, está em mais uma semifinal de campeonato. Desta vez, da Copa do Brasil Feminina. O São José faz nesta quarta-feira (12), às 16h, o jogo de volta da quarta fase da competição, com o Foz Cataratas. O confronto será no Martins Pereira, São José dos Campos (SP). A primeira partida terminou empatada em 1 a 1.

O São José já foi campeão da Copa do Brasil duas vezes. É uma das principais equipes brasileiras da modalidade, mas quando o assunto é diferencial, Emily é curta e direta ao que encontra na equipe.

– Acredito que o respeito, pés no chão e muito trabalho – afirmou a treinadora.

Com o empate na ida e a dificuldade comum de uma semifinal, a treinadora afirmou que o estilo de jogo permanece, apenas algumas adaptações, mediante ao adversário e ao primeiro resultado, serão feitas.

– Temos uma metodologia e nosso modelo de jogo não muda. Claro, com adaptação dentro do que estudo a cada adversário – garantiu Emily.

Dos 32 clubes participantes da Copa do Brasil, apenas cinco são treinados por mulheres. Para Emily, o problema não está no gênero feminino, mas na desvalorização da profissão, tanto para mulheres, quanto para homens.

– As condições que os clubes dão para o profissional são muito ruins, então entendo que tanto as mulheres quanto os homens estão procurando outras áreas que darão um futuro melhor financeiramente. As ex-atletas, por exemplo, estão procurando outras áreas como fisioterapia e nutrição – explicou.

Curso Licença B

Emily ainda não treinou uma equipe masculina, mas é um dos objetivos da técnica. Visando uma melhor qualificação na profissão, a comandante do São José participou, entre setembro e outubro, do curso Licença B, da CBF, para treinadores de categorias de base.

A treinadora resumiu o sentimento em poder participar do curso, a experiência de ser a única mulher entre os alunos e como o seu estilo de trabalho é afetado após a Licença B.

– Se eu ficar falando sobre o curso dariam muitas linhas a minha resposta, mas vou resumir em uma palavra só: Perfeito. Ser a única mulher da turma é me sentir privilegiada, pois saí muito mais rica de informações que aprendi também com os demais alunos. Isso com certeza vai fazer diferença no meu trabalho, ou melhor, já está fazendo. Saí do curso com outra visão – finalizou a técnica.

A outra semifinal da Copa do Brasil Feminina está sendo decidida entre Audax e Cresspom, nesta quinta-feira (13), às 15h, no Valmir Bezerra, em Gama, no Distrito Federal. No jogo de ida o Audax venceu por 2 a 0.

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