Victor Cuesta, do Internacional: El Patrón Colorado

Victor Cuesta, do Internacional: El Patrón Colorado

Cuesta reencontra o Brasileirão em alta após ser eleito um dos melhores zagueiros do torneio em 2018. Argentino ganhou carinho dos colorados por raça em campo


Arte por Luciano Freitas

“Colorado, tudo vai estar bem. No te preocupes más! Nós temos Victor Cuesta”. Os versos, que hoje reverberam nas arquibancadas do Beira-Rio, surgiram em uma canção como homenagem a um argentino que há muito conquistou os corações colorados. “El Patrón”, joga de terno… não faltam termos à torcida do Internacional para elogiar o zagueiro portenho.

E quem quiser buscar na memória pode até compará-lo com o ídolo Elias Figueroa, bicampeão brasileiro pelo Inter em 1975 e 1976. Ambos zagueiros, um chileno e outro argentino, mas com um comportamento em comum: a raça dentro dos gramados. Figueroa já dizia que "a área é minha casa: aqui só entra quem eu quero." Mais de 40 anos depois, Victor Cuesta mostra que aprendeu com o legado colorado e que, na área, é ele quem lidera.

- Não esperava me adaptar tão rápido como foi, não. Cheguei em um momento de reconstrução do clube, um momento complicado da história do Inter e acho que estamos fazendo um ótimo trabalho. Já tivemos resultados positivos. Agora estamos buscando um título de expressão. Fico feliz que (a adaptação) tenha sido rápida - disse Victor Cuesta.

Chegada em meio à reconstrução do Internacional

Quando pisou em solo brasileiro em 2017, Cuesta já tinha uma missão clara pela frente: ajudar a levar o Internacional de volta à Série A do Brasileirão. Prestes a disputar a Série B pela primeira vez, o clube gaúcho passava por um dos momentos mais delicados de seus 110 anos de história. Nada abalou a confiança do zagueiro. Antes mesmo de começar a jogar, Cuesta já estava nos braços da torcida - e a recepção calorosa foi apenas um prenúncio da rápida adaptação que estava por vir no Brasil.

Contratado com o peso de ser “patrão” da defesa, Victor Cuesta é destaque por sua liderança dentro dos gramados desde os tempos de Independiente, equipe que defendia logo antes de chegar ao Brasil. No clube de Avellaneda, o zagueiro-capitão foi destaque justamente por sua raça e pelo comportamento aguerrido nos gramados. Já atuando pelo Internacional, Victor foi alvo de elogios da mídia argentina, que destacou sua capacidade de se transformar "em um líder aonde quer que vá". 

Cuesta, um dos melhores zagueiros do Brasileirão 2018

Victor Cuesta, do Internacional: "El Patron" Colorado Victor Cuesta formou a dupla de zaga do Prêmio Brasileirão 2018 ao lado do gremista Pedro Geromel
Créditos: Ricardo Duarte/S.C. Internacional

O apelido e a música de “El Patrón” não surgiram à toa. Por diversas vezes Cuesta “jogou de terno”; as atuações, inclusive, lhe renderam a honra dada pela CBF no Prêmio Brasileirão 2018. Ao lado de Pedro Geromel, do Grêmio, o argentino formou a dupla de zaga da seleção do torneio nacional - e logo em sua primeira participação na elite do futebol brasileiro.

- Foi muito gratificante vencer o prêmio de melhor zagueiro do Brasileiro. Especialmente por ter sido na primeira vez que disputei essa competição - analisou o zagueiro.

Na disputa da Série A em 2018, Victor Cuesta marcou dois gols diante de Santos e Vasco, além de ter dado duas assistências. Um dos passes para gol, inclusive, foi no jogo favorito do argentino até o momento: triunfo do Internacional por 3 a 2, sobre o Vitória, no Barradão.

A campanha gaúcha na temporada passada também entrou para a história do Brasileirão: sob os comandos de Odair Hellmann, o Internacional teve o melhor desempenho de um clube recém-promovido à primeira divisão, terminando a disputa com 69 pontos (segundo colocado na lista, o Grêmio de 2006 ficou em terceiro, com 67 pontos).

Primeiro clube fora do Brasil e a tutela de D'Ale

Hoje com 30 anos de idade, Victor Cuesta é quase um novato no futebol brasileiro. Há dois anos no país, o Internacional é seu primeiro clube fora da Argentina; em seu território natal, o zagueiro defendeu as camisas do Arsenal de Sarandí, Defensa y Justicia, Huracán e Independiente. O projeto apresentado pelo Colorado somou-se à vontade de atuar no exterior, mas Cuesta ainda pôde contar com um fator especial em sua vinda ao clube do Beira-Rio - a companhia de seu compatriota D'Alessandro.

O que mais me motivou foi o projeto que o Inter apresentou, para voltar a disputar grandes títulos. E também o desafio de jogar fora do meu país, sempre tive essa vontade. O D’Ale é um cara muito importante para mim. Ele me ajudou muito aqui, tanto dentro como fora de campo. O grupo do Inter é muito bom, todos nos damos bem - finalizou Cuesta.

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