Thiago Heleno, do Athletico-PR: o General da Baixada

Thiago Heleno, do Athletico-PR: o General da Baixada

Zagueiro de 30 anos chegou ao Furacão em 2016 e ganhou o apelido de "General". Foi ele quem bateu o pênalti decisivo que garantiu o título da Sul-Americana

Arte por Luciano Freitas

Entoado com orgulho pela torcida rubro-negra, o hino do Clube Athletico Paranaense diz: “Vamos marchar, sempre cantando o hino do Furacão. E no peito ostentando a faixa de campeão”. E quem marcha a frente do atual elenco athleticano é o zagueiro Thiago Heleno. Capitão do time, o jogador de 30 anos ganhou o apelido de General da Baixada por suas firmes atuações e liderança no Furacão, transformando-se em um verdadeiro comandante dento de campo.

Thiago Heleno chegou ao Athletico-PR em 2016 e de lá para cá tem números que comprovam a fama de General. Ao todo, o zagueiro já entrou em campo 132 vezes com a camisa rubro-negra. Nestas partidas, o time sofreu 119 gols, média de menos de um tento por partida. No ataque, Thiago também deixou sua marca. São 13 gols marcados pelo Furacão até aqui. O capitão, inclusive, está muito próximo de atingir um número histórico. Com mais duas partidas de Thiago Heleno vestindo rubro-negro, o clube paranaense se tornará o time que o zagueiro mais defendeu durante a carreira - superando os 133 jogos pelo Cruzeiro. 

– Eu só tenho a agradecer pelo carinho da torcida, de toda a equipe do Athletico-PR também que tem um staff que nos ajuda muito. Então fico feliz e espero poder corresponder a altura desse apelido sempre - disse o General.

O ápice na carreira

Natural de Sete Lagoas, em Minas Gerais, Thiago começou a carreira muito cedo e rodou o Brasil. Passou por grandes clubes, como Cruzeiro, Corinthians, Palmeiras, Criciúma e Figueirense, até chegar no Athletico-PR. A lista de títulos também é extensa: Sul-Americano Sub-17 (2005), Sul-Americano Sub-20 (2007), Campeonato Mineiro (2006, 2008 e 2009), Copa do Brasil (Palmeiras - 2012), Catarinense (2014 e 2015), Paranaense (2016) e Sul-Americana (2018). E mesmo com isso tudo no currículo, o Athletico tem um lugar de destaque em seu coração.

 

"O momento mais especial está sendo aqui no Athletico"

 

– Está sendo um momento único. Espero poder continuar nessa pegada. É um projeto muito bacana, com muitas coisas que ajudam o jogador. Tive dois ou três anos aqui muito bons. O momento mais especial está sendo aqui no Athletico.

Da perda de uma Libertadores ao título da Sul-Americana

Já imaginou entrar em campo com apenas 21 anos para um decisão de Libertadores? Isso aconteceu com Thiago Heleno, mas a experiência não terminou com final feliz. Quando atuava pelo Cruzeiro, o zagueiro foi titular no segundo jogo da final, contra o Estudiantes. A Raposa havia empatado por 0 a 0 na Argentina, e uma vitória no Mineirão lotado garantiria o título. Mas o resultado do jogo passou longe do imaginado por Thiago Heleno.

Esse foi o momento mais difícil que já passou na carreira, mas que serviu de muito aprendizado para o restante da carreira. Afinal, o futebol escrever histórias e o zagueiro foi recompensado por tanta luta. Nove anos depois, foi o capitão da conquista da Copa Sul-Americana pelo Athlético. Mais do que isso, foi responsável por cobrar o último pênalti da disputa contra o Júnior Barranquilla. Um dia inesquecível para ele.

– Eu era jovem, poder passar por isso era difícil. Mas tirei como lição, tirei coisas boas, por mais que não tivesse a vitória - recordou, antes de se teletransportar para nove anos mais tarde - Eu pude fazer o gol e dar o título pro Athletico, que é um dos mais importantes da história do clube. Fico feliz de poder fazer parte, de poder estar colaborando sempre. - comentou.

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