Gum, da Chapecoense: o Guerreiro Condá

Gum, da Chapecoense: o Guerreiro Condá

Sem negar ligação com o Flu, Gum projeta carreira na Chapecoense e exalta comunidade local. Zagueiro é bicampeão e trunfo Condá para a disputa do Brasileiro


Arte por Luciano Freitas

O que define um guerreiro? No dicionário, adjetivo masculino: relativo à guerra, combatente, pessoa que demonstra coragem e força. Nos gramados de futebol, Wellington Pereira Rodrigues: Gum, zagueiro, um dos pilares do elenco da Chapecoense. Após um relacionamento de quase uma década com o Fluminense, o defensor mudou de ares em 2019, mas seguirá acompanhado de seu famoso apelido em Santa Catarina. Não mais Guerreiro Tricolor, Gum agora é o Guerreiro Condá.

A experiência é a principal marca do zagueiro de 33 anos no Campeonato Brasileiro. Só pelo Fluminense, foram 250 jogos disputados no torneio nacional e dois títulos conquistados (2010 e 2012). É a partir desse histórico que a Chapecoense ganha um trunfo para a competição em 2019: o "saber jogar" de Gum em um torneio extenso como o Brasileirão.

- Pelo fato de eu ter jogado muitos Brasileiros, ter conquistado duas vezes e ter tido outras participações boas, a experiência ajuda. Ajuda a saber disputar o campeonato! De uma forma natural, por essa experiência e esse perfil de liderança, a gente ajuda. Tudo para que a Chapecoense tenha um bom ano - disse Gum.

A alcunha de "guerreiro" no Flu e novos desafios

Apesar da nova casa, o zagueiro não foge de - e tampouco tenta esconder - sua identificação com o Fluminense. Afinal, foi no clube carioca que Gum recebeu seu apelido de "guerreiro", que acabou se estendendo a todo o elenco tricolor em 2009. Na semifinal da Sul-Americana, contra o Cerro Porteño, o zagueiro subiu para uma dividida e acabou levando um corte no supercílio. O corte resultou em cinco pontos no local e a cabeça do jogador teve que ser enfaixada.

Mas Gum não se intimidou: o defensor não só permaneceu em campo, como marcou o gol da virada nos minutos finais e garantiu o Fluminense na decisão continental. No placar do Maracanã, 2 a 1 para a equipe de Laranjeiras. Nas arquibancadas em festa, surge o grito: "Gum, guerreiro!"

Vindo da Ponte Preta, o zagueiro chegou ao Fluminense e traçou uma história digna do hall dos ídolos tricolores. Ao todo, foram 414 jogos no total e oito títulos, além da participação na arrancada tricolor contra o rebaixamento em 2009. As dores da despedida, no entanto, deram lugar à perspectiva de recomeço no vínculo com a Chapecoense.

- Foram quase dez anos no Fluminense, nove anos e meio. (O Flu) virou minha casa, como clube, morando, jogando. Foi uma despedida difícil, mas fiquei muito feliz. Pude conhecer essa cidade belíssima que é Chapecó. Fui muito bem recebido por todo o pessoal do clube, pela cidade. A gente se enche de alegria e gratidão. É uma responsabilidade gigante de retribuir todo esse carinho recebido em campo - disse Gum.

Gum projeta futuro a longo prazo em Chapecó

Gum, da Chapecoense: o Guerreiro Condá Gum é o grande reforço da Chapecoense para o ano de 2019
Créditos: Marcio Cunha/Chapecoense

A trajetória de Gum como Guerreiro Condá acaba de começar, mas o zagueiro já se vê vestindo a camisa da Chapecoense por muitos anos. Ao menos, esse é o desejo do defensor, que já falou até em pendurar as chuteiras na equipe catarinense. O carinho da torcida volta a ser citado como um dos principais motivadores por uma passagem de sucesso com a camisa do Verdão do Oeste.

- Acredito que tem tudo pra que eu fique muito tempo aqui na Chapecoense. A intenção é essa. Honrar a camisa, criar vínculos com o clube, adquirir o respeito e o carinhos dos torcedores. Com o tempo, conquistar títulos, ter uma carreira bonita na Chapecoense. Essa é a intenção: ficar muito tempo por aqui. E acho que isso vai acontecer - analisou Gum.

"Eu me sinto honrado de poder representar a Chapecoense. A gente sabe o carinho que a torcida tem, a cidade e a região respiram o clube. É uma honra, mas uma responsabilidade ainda maior"

Chapecoense, uma força local em Santa Catarina

 

Fundada em 1973, a Chapecoense é o resultado da junção de duas equipes do futebol local de Chapecó, chamadas Atlético Chapecó e Independente. E a comunidade sempre se fez presente no desenvolvimento do clube, desde os primórdios. Há um sentimento muito claro nos arredores da Arena Condá: vence a Chapecoense, vence a cidade de Chapecó. Prova disso foi vista após o trágico acidente aéreo em 2016, quando a cidade parou tudo para prestar solidariedade às vítimas.

A representatividade de fazer parte de um clube tão ligado a seu município não passa despercebida para Gum. O zagueiro vê a ligação da Chapecoense com a cidade como algo positivo, mas não nega: o fato de a cidade "respirar" a equipe alviverde aumenta suas responsabilidades em campo. Mesmo assim, prevalece a honra de ser considerado um Guerreiro Condá.

- Eu me sinto honrado de poder representar a Chapecoense. A gente sabe o carinho que a torcida tem, a cidade e a região respiram a Chapecoense. É uma honra, mas com uma responsabilidade ainda maior de fazer o melhor em campo, retribuir todo esse sentimento. A cidade se alegra com as vitórias da Chapecoense.

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