Everton Cebolinha, do Grêmio: o Rei do Drible

Everton Cebolinha, do Grêmio: o Rei do Drible

Marcado pela ousadia de suas canetas e arrancadas, Everton é peça-chave no Grêmio que busca seu primeiro Brasileirão desde 1996

Arte por Luciano Freitas

Pedra fundamental na origem do futebol, o drible faz parte do DNA do jogador brasileiro. No Grêmio, especialmente, ele ajuda a explicar a história do clube. Afinal, foi com dois cortes secos que Renato rompeu a defesa do Hamburgo no Mundial, em 1983. Também foi o inferno causado por Paulo Nunes na ponta direita que levou o Tricolor ao título da Libertadores, em 95. O drible no Imortal é uma tradição encharcada de suor e títulos. Uma história que pode ser contada por Dener, Ronaldinho, Anderson, Douglas Costa, e que tem um novo representante: Everton, o Cebolinha.

Cearense de Maracanaú, o atacante gremista não esconde a ousadia em seu jogo. Titular absoluto do Grêmio, tem um futebol agudo. Não demora para, assim que domina a bola, olhar para o gol e desafiar os marcadores adversários. Uma característica que carrega desde quando dava seus primeiros chutes na bola.

- Quem cresce jogando bola na rua, de pé descalço, em campo sem grama, aprende a driblar de uma maneira ou outra, não tem jeito. O drible é um recurso que eu tenho. Também procuro aprender coisas novas para surpreender os adversários, sempre com respeito - disse.

O título que falta

Everton chegou ao Grêmio ainda muito novo. Cria das divisões de base do Fortaleza, o atacante se transferiu para o Imortal aos 17 anos de idade, em 2013. Não demorou, foi promovido aos profissionais. Caçula da equipe no ano seguinte, foi abraçado pelo elenco. Ganhou do lateral Pará, hoje no Flamengo, o apelido de Cebolinha, que pegou.

 

"Seria especial ganhar o Brasileiro"

 

Em cinco anos como profissional do Grêmio, Everton acumulou títulos. Do banco de reservas, fez parte do time que ganhou a Copa do Brasil, em 2016. Um ano mais tarde, entrando decisivamente em várias partidas, venceu a Libertadores da América. Como titular, foi campeão da Recopa Sul-Americana… Mas ainda falta o Brasileirão, que o Grêmio não vence desde 1996. Até por isso, o campeonato se tornou uma espécie de obsessão para o clube.

- Temos que almejar todos os títulos. Já ganhamos a Copa do Brasil, a Libertadores, a Recopa, e queremos ganhar de novo. Mas é claro que seria especial ganhar o Brasileiro, até porque o clube não conquista há muito tempo essa competição - destacou.

De Chapecó à Seleção


Foi justamente no Campeonato Brasileiro que o jovem viveu uma de suas noites mais memoráveis com a camisa do Grêmio. Durante o Brasileirão de 2017, o Tricolor visitou a Chapecoense, na Arena Condá, em uma chuvosa noite de quinta-feira. Reserva, entrou aos 13 minutos do segundo tempo e, em dois toques na bola, fez os seus dois primeiros gols na partida. Ainda foi às redes mais uma vez para o primeiro hat-trick de sua carreira, na vitória por 6 a 3.

Everton - Grêmio - Hat-trick Contra a Chapecoense, em 2017, Everton entrou no segundo tempo e marcou três vezes
Créditos: Lucas Uebel/Grêmio

Dali para frente, as coisas fluíram naturalmente para Everton, que ganhou espaço dentro do elenco. Seu crescimento foi tanto que o jovem passou a alçar voos ainda mais altos. No ano passado, liderou o ataque do Grêmio e chamou a atenção do técnico Tite, que passou a convocá-lo para a Seleção Brasileira. Aos 23 anos, ainda falta muita coisa para o Cebolinha conquistar. Mas já é uma trajetória e tanto, principalmente para um menino franzino que cruzou o país atrás de uma oportunidade.

- No início foi muito complicado suportar o frio, ainda mais para quem sai do Nordeste. Mas Porto Alegre é uma cidade que eu gosto muito de morar e estou completamente adaptado. Me identifico bastante com o Grêmio. Fui bem acolhido quando cheguei na base vindo do Fortaleza e depois aqui no profissional. Dá muito orgulho de fazer parte do grupo que criamos, e sinto isso da torcida também.

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