Athletico-PR e Coritiba escrevem mais um capítulo na história dos Atletibas pelo Brasileirão

Athletico-PR e Coritiba escrevem mais um capítulo na história dos Atletibas pelo Brasileirão

O clássico acontece neste sábado. Bráulio Barbosa e Oseas, ídolos dos clubes, relembram gols e comemorações marcantes em Atletibas no Campeonato Brasileiro.

Athletico-PR e Coritiba em campo pelo clássico Athletico-PR e Coritiba em campo pelo clássico
Créditos: Jason Silva/AGIF

Neste sábado (12), Athletico-PR e Coritiba jogam às 16h30, na Arena da Baixada, pelo Brasileirão Assaí 2020. Um clássico que para uma cidade, anima torcedores e mobiliza  todos que se envolvem com o futebol. Este será mais um capítulo em uma história repleta de craques, grandes momentos e gols inesquecíveis. Para relembrar algumas memórias do Atletiba no Campeonato Brasileiro, o site da CBF conversou com Bráulio Barbosa e Oséas, que resgataram episódios marcantes em suas vidas que envolvem a rivalidade.

A história do Atletiba em Campeonatos Brasileiros começou no dia 14 de novembro de 1973, na terceira edição do torneio. No Couto Pereira, Coritiba e Athletico-PR jogavam o primeiro dos 38 duelos disputados até hoje. A atmosfera da rivalidade era sentida por quem estava presente no estádio. A partida foi vencida por 2 a 1 pelos donos da casa e o primeiro gol foi marcado por Bráulio Barbosa. O jogador, recém-chegado do Internacional na época, fazia apenas a sua segunda partida pelo Coxa. O que ele não imaginava era que o feito entraria para história, não pelo seu ineditismo, mas sim pela sua beleza.

“Eu cheguei para a disputa do Campeonato Brasileiro e logo de cara joguei contra o Corinthians, e vencemos por 3 a 0. Depois, veio o Atletiba. Aqeuele time do Coritiba era um espetáculo, do goleiro ao centro-avante. O gol que eu marquei foi maravilhoso. Orlando lançou a bola para mim, dominei no peito na entrada da área, dei dois chapéus e finalizei de voleio direto para o fundo da rede. Foi um gol memorável, e com certeza está entre os mais bonitos que eu marquei na vida. Foi um grande jogo”, falou Bráulio com extrema felicidade.

Athletico-PR e Coritiba em campo pelo clássico Athletico-PR e Coritiba em campo pelo clássico
Créditos: Cleber Yamaguchi/AGIF

Aquela noite ficou marcada para sempre na vida do Garoto de Ouro – apelido recebido por Bráulio quando ainda atuava pelo Inter – e também na de quem estava presente no Couto. Inclusive, o próprio Bráulio lembra do que foi contado a ele após o jogo. Um colega revelou que o treinador chegou a perder o equilíbrio caindo para trás, quando Bráulio terminou a obra-prima, e ainda disse brincando: “Já vi o que eu tinha que ver, posso ir embora”.

“Este gol abriu um caminho muito grande para mim no Coritiba. Profissionalmente, eu fiquei muito valorizado após vestir a camisa do Coxa. Minha família gostava demais do clube. Ainda bem que o futebol me deu essa felicidade. Essa passagem pelo Coritiba realmente me marcou muito”, declarou saudosamente Bráulio.

No entanto, o Atletiba não é importante só por grandes gols. Certas comemorações ficaram eternizadas nos anais do clássico pelo Brasileirão. Em 1996, no dia 22 de setembro, mais uma página era escrita na biografia da rivalidade. Só que dessa vez, na Arena da Baixada. Como de costume, o jogo era equilibrado e muito disputado. A partida se encaminhava para o final, as torcidas esperam o empate. E foi nos acréscimos, quando o relógio mostrava 48 minutos da segunda etapa, que Oséas virou símbolo de um clube e o Athletico-PR venceu por 1 a 0.

“Nós tínhamos uma equipe forte e eu me recordo daquele duelo pelo Campeonato Brasileiro, dentro da Arena da Baixada. O jogo já estava quase acabando, quando eu marquei o gol da vitória nos acréscimos. Na comemoração, eu não pensei em nada, apenas corri em direção a torcida do Furacão. Subi no alambrado e foi muito marcante! É uma imagem que com certeza ficou marcada na cabeça do torcedor e na história do clube”, falou Oseas.

Oseas comemorando no alambrado, em 1996 Oseas comemorando no alambrado, em 1996
Créditos: Reprodução/Instagram

O ex-atacante é grato pela oportunidade de vestir a camisa rubro-negra. A responsabilidade que só um clássico proporciona, mexeu com Oseas naquele dia. Ele sabia que o time precisava dele na hora de decidir. Inclusive, a dupla de ataque formada por ele e Paulo Rink é razão para idolatria de uma geração de torcedores que pode vê-los em campos juntos. Após o duelo daquela tarde, a felicidade era evidente entre os jogadores no vestiário.

“O Atletiba para a cidade de Curitiba. Eu sabia da importância de vestir esse camisa e tinha que mostrar o meu futebol, afinal o Athletico-PR era o primeiro clube de expressão na minha carreira. Foi o clube onde conquistei o meu primeiro título e onde fui convocado pela primeira vez para a Seleção Brasileira. Todo clássico é diferente, mas o Atletiba é único”, concluiu Oseas.

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