Mães em campo: CBF homenageia atletas que conciliam o futebol e a maternidade no Dia das Mães

Mães em campo: CBF homenageia atletas que conciliam o futebol e a maternidade no Dia das Mães

Nesse dia tão especial, a CBF convidou as 11 mães que atuam na elite do futebol nacional para abrirem seus corações e compartilharem suas histórias de vida.

Mães em campo: CBF homenageia atletas que conciliam o futebol e a maternidade no Dia das Mães Mães em campo: CBF homenageia atletas que conciliam o futebol e a maternidade no Dia das Mães
Créditos: Thaís Magalhães/CBF

Por Laura Zago e Gaspar Bruno


O segundo domingo de maio é um dia sagrado para os brasileiros. Nele, comemora-se o Dia das Mães. Mãe é aquela que exerce a função mais nobre em suas famílias e constroem laços inabaláveis. Como forma de homenagear essas heroínas da vida real, a CBF escalou um time de respeito formado pelas 11 mamães atletas que atuam no Brasileirão Feminino. Com a marca Mães em Campo, as jogadoras aproveitaram o espaço para compartilharem suas experiências de vida e os desafios de conciliar a maternidade e a carreira profissional.

As jogadoras que disputam atualmente o Brasileiro Feminino A-1 2021 e exercem a dupla jornada são: Camila e Cristiane, do Santos, Gadu e Luciana, do Real Brasília, Ana Beatriz, do Avaí/Kindermann, Kamilla, do Botafogo, Jamille, da Ferroviária, Mary Camilo, do Cruzeiro, Tamires, do Corinthians, Silvana, do São José, e Isadora, do Minas Brasília.

A realidade dessas atletas, porém, é marcada por desafios. Dentre essas 11 histórias particulares, há abdicações e angústias em comum. A saudade dos filhos oriunda da distância, talvez seja a principal delas. Em busca de seus sonhos, as atletas viajam o país/mundo pelo futebol e ficam, muitas vezes, longe de casa em datas importantes, como aniversários e o próprio Dia das Mães.

Em muitos casos, as mães atletas recorrem à família, seus principais alicerces. Afinal de contas, por trás das 11 jogadoras aqui citadas estão, na maioria dos casos, suas 11 mães guerreiras que cuidam de seus netos e apoiam os sonhos de suas filhas para alcançarem o sucesso profissional. Conheça agora a história dessas famílias!

Cristiane, a 'Mamãe do Ano'

A expressão "Mãe do Ano" combina com Cristiane. A chegada de Bento fez florescer uma mãe dentro de uma das maiores artilheiras do mundo. A gravidez planejada e programada foi acompanhada de muita expectativa pelas mamães Cris e Ana. O recém-nascido é fruto de um amor único, que ao longo dos nove meses de gestação foi ansiosamente esperado e sonhado. O futuro não sabemos, mas a mamãe atacante já projeta que a #BaseVenhaForte. Será um futuro jogador de futebol? Tempo ao tempo, o importante para a jogadora do Santos é aproveitar cada fase.

Dias das Mães: Cristiane, mãe do Bento e atacante do Santos Dias das Mães: Cristiane, mãe do Bento e atacante do Santos
Créditos: Arquivo Pessoal

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Luciana, a mãe que se reinventa todos os dias

Luciana é uma das muitas mulheres que foram surpreendidas com a gravidez. O início foi acompanhado do medo e da incerteza sobre o futuro no futebol. Se a vida da mãe atleta já é desafiadora, imagina a vida de uma mãe cuja filha foi diagnosticada com autismo. O desafio faz com que elas estejam mais unidas e conectadas, Ana Luiza é a força para que Luciana se reinvente todos os dias. Mascote dos clubes por onde a volante passa, a filha vibra de perto com as conquistas da mãe, que em campo joga pelas duas. 

Dia das Mães: Luciana, mãe da Ana Luiza e volante do Real Brasília Dia das Mães: Luciana, mãe da Ana Luiza e volante do Real Brasília
Créditos: Júlio César Silva/Ascom Real Brasília

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Carla, a mãe que retornou aos gramados após sete anos dedicados à filha

A zagueira Carla vivia a euforia da primeira convocação para defender a Seleção Feminina Sub-20. Depois do período de convocação veio a maior surpresa: a gravidez inesperada, aos 18 anos. A chegada de Ana Beatriz representou uma pausa na carreira de atleta, os planos mudaram, a prioridade era a maternidade. Mas eis que o amor pelo futebol reascendeu a chama que vivia dentro de si. Depois de sete anos longe dos gramados, a jogadora do Avaí/Kindermann voltou para a sua segunda vocação: a vida de atleta. Hoje, a torcida é reforçada pela filha, que já é mascote do clube e participa dos treinos, jogos e até das viagens. 

Dia das Mães: Carla, mãe da Ana Beatriz e zagueira do Avaí/Kindermann Dia das Mães: Carla, mãe da Ana Beatriz e zagueira do Avaí/Kindermann
Créditos: Andrielli Zambonin/Avaí Kindermann

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Isadora, a mãe ídolo do filhão

Isadora não imaginava uma gravidez aos 14 anos, e assim, vivenciou muito jovem uma realidade que lhe parecia distante. Na época vivia um sonho: a convocação para defender a Seleção Brasileira, na categoria Sub-17. Foi depois dessa experiência que os primeiros sinais da gravidez começaram a aparecer e, logo, o teste confirmou: positivo! Miguel estava a bordo de uma menina, que ao longo da maternidade, viu florescer uma precoce mulher. Hoje, aos cinco anos, Miguel é o maior fã de sua mãe, que em campo representa não só as cores do Minas Brasília, mas também a força da mãe/atleta. 

Dia das Mães: Isadora, volante do Minas Brasília e mãe do Miguel Dia das Mães: Isadora, volante do Minas Brasília e mãe do Miguel
Créditos: Arquivo Pessoal

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Tamires, a mãe coruja

A relação de Tamires e Bernardo já é muito conhecida no mundo do futebol. Referência quando se trata da lateral-esquerda, tendo no currículo uma Olimpíada e duas Copas do Mundo, a mãe do Bê se desfia todos os dias para conciliar a rotina de atleta de alto rendimento e a maternidade. A chegada do filho representou um breve hiato da carreira nos gramados, foi no retorno que a defensora vivenciou a melhor fase profissional. A partir de então, passou a ser nome frequente nas convocações para a Seleção Brasileira. Com o apoio do seu fã número 1, Tamires se desdobrar para atingir a excelência em campo e na maternidade. 

Dias das Mães: Tamires, mãe do Bernardo e lateral do Corinthians Dias das Mães: Tamires, mãe do Bernardo e lateral do Corinthians
Créditos: Livia Villas Boas / Staff Images Women

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Gadu, a mãe artilheira

Evelyn Monteiro, ou simplesmente Gadu, como é conhecida, tornou-se mãe aos 18 anos. À época, a maternidade não era algo que estava em seus planos, muito menos de seus familiares. O pequeno Théo chegou ao mundo como o mais bonito dos gols já feitos pela mamãe artilheira. No início, a atacante sofreu com a distância, já que a rotina de atleta a obrigava a passar por viagens e compromissos longe de Salvador (BA), onde seu filho mora com a avó. Mas a compreensão de Théo, mesmo tão novo, e o apoio da família foram cruciais para o sonho prevalecer. Hoje, na elite do futebol nacional, a centroavante do Real Brasília tem na figura de seu filho sua principal motivação para seguir adiante e superar os desafios da carreira de jogadora.

Théo, de cinco anos, abraçado com a mamãe artilheira, que hoje defende as cores do Real Brasília na elite do futebol brasileiro Théo, de cinco anos, abraçado com a mamãe artilheira, que hoje defende as cores do Real Brasília na elite do futebol brasileiro
Créditos: Arquivo Pessoal

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Silvana, a mãe provedora

A maternidade e a carreira de jogadora de Silvana contam com dois momentos cruciais e antagônicos. Ao saber que estava grávida, a jovem de 15 anos – que gerou Letícia aos 16 – duvidou que poderia retornar aos gramados com a mesma performance e, assim, dar continuidade ao sonho de ser atleta profissional. Com o apoio de seus familiares, a volante do São José encontrou no futebol uma forma de oportunizar uma melhor condição de vida para a sua filha. Hoje, aos 23 anos, Silvana garante que ser mãe, a fez uma pessoa melhor.

Silvana, volante do São José, recebendo o carinho da filha Letícia, de seis anos Silvana, volante do São José, recebendo o carinho da filha Letícia, de seis anos
Créditos: Arquivo Pessoal

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Camila, a mãe abençoada

A maternidade chegou para Camila em um momento delicado para a sociedade, em meio à uma pandemia. Então recém-chegada ao Santos, em 2020, a goleira já cumpria a rotina de treinos virtuais, adotada por boa parte dos clubes durante o início do combate à Covid-19. Foi durante um deles, inclusive, que a jovem notou os primeiros sinais do que viria a se confirmar, a gravidez. A responsabilidade era grande, mas a jogadora contou com o apoio da família e do clube para compreender o momento pelo qual estava atravessando. No início de 2021, a goleira se tornou oficialmente mãe e trouxe ao mundo Théo. Atualmente de licença maternidade e mais habituada com o futuro de 'jornada dupla' que lhe aguarda, Camila não tem dúvidas que o nascimento de seu filho foi a maior benção de sua vida.

Camila com o pequeno Théo em seu colo Camila com o pequeno Théo em seu colo
Créditos: Arquivo Pessoal

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Mary Camilo, a mãe guerreira

Não foi fácil para Mary Camilo lidar com a supresa da gravidez. Aos 18 anos, a goleira disputava o Campeonato Baiano defendendo o São Francisco do Conde, quando descobriu que estava grávida. Desde o início, a arqueira contou com o apoio incondicional de sua mãe, que até hoje é peça fundamental na criação de Raylan Miguel. Enquanto Mary vai em busca do seu sonho nos gramados, seu fã número 1 acompanha os passos da mamãe à distância, mas sempre conectados pelo o amor e pela tecnologia. 

Dias das Mães: Mary Camilo, mãe do Raylan Miguel e goleira do Cruzeiro Dias das Mães: Mary Camilo, mãe do Raylan Miguel e goleira do Cruzeiro
Créditos: Arquivo Pessoal

- VEJA MAIS: Conheça a história de Mary Camilo, mãe do Raylan Miguel e goleira do Cruzeiro

Kamilla, a mãe perseverante

Hoje atacante do Botafogo, Kamilla não conseguiria dar continuidade à carreira de atleta profissional se não fosse por sua mãe. Foi ela o alicerce no qual a jogadora se apegou para conseguir conciliar a maternidade com o futebol. Mesmo com o apoio da matriarca, a jornada esteve longe de ser fácil. Kamilla teve que lidar com a distância e com as queixas da filha Kamilly, que sentia sua falta no convívio diário. Por vezes, pensou em desistir e se dedicar exclusivamente à família. Com perseverança, seguiu no esporte e atualmente pode dar uma condição de vida melhor para a filha de 10 anos, sua melhor amiga.

Kamilla e Kamilly, mãe e filha, a caráter, curtindo uma festa junina Kamilla e Kamilly, mãe e filha, a caráter, curtindo uma festa junina
Créditos: Arquivo Pessoal

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Jamille, a mãe que sonha em jogar ao lado da filha

Jamille teve que lidar com a maternidade muitos antes do planejado. A gravidez na adolescência, aos 13 anos, foi um grande susto para ela e a família. Foi com um amadurecimento forçado que a lateral passou a conviver com a realidade de ser mãe. A filha e melhor amiga fez com que a lateral-esquerda da Ferroviária pudesse vislumbrar um feito que poucos atletas teriam a possibilidade de sonhar: competir ao lado dos filhos. Hoje aos 17, a jogadora das Guerreiras Grenás enxerga em Camilly Victória, de 4 anos, sua maior inspiração para seguir em frente na ainda recente carreira como profissional. 

Jamille, lateral da Ferroviária, ao lado da filha Camilly Victória Jamille, lateral da Ferroviária, ao lado da filha Camilly Victória
Créditos: Arquivo Pessoal

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