Destaque do Rio Preto, Lelê migrou da posição de volante para atacante

Destaque do Rio Preto, Lelê migrou da posição de volante para atacante

Fundamental para que o Glorioso chegasse à final do Brasileirão Feminino, a transição de Lelê também deu a ela o prêmio de artilheira do Paulistão Feminino 2018

Lelê - Atacante Rio Preto

Créditos: Luana Sena

O nome dela é Letícia Silva Amador mas ela é mais conhecida como Lelê, atleta da equipe feminina do Rio Preto Esporte Clube. Se no sobrenome Letícia carrega o status de iniciante, nos gramados tem se mostrado cada vez mais talentosa no que faz: jogar futebol!

E como joga... finalista do Campeonato Brasileiro Feminino A-1 vestindo a camisa do Glorioso, só em 2018 foram 28 gols marcados, 11 no Brasileirão e 18 bolas na rede pelo Paulistão Feminino, marca esta que lhe garantiu o prêmio de artilheira do torneio estadual.

Além do talento nato, mais um fato curioso chama atenção na trajetória desta paraense boa de pontaria. Há aproximadamente quatro anos atuando na equipe rio-pretense, Lelê sempre jogou na posição de volante. Porém, diante da necessidade de mais atacantes na equipe onde era "veterana" atuando no meio-campo, Lelê resistiu mas sucumbiu à sugestão do técnico Chicão Reguera para a mudança de posição.

"Estava muito escasso de atacante então o professor foi me testando. Foi difícil para mim querer mudar, mas aceitei ir mesmo sabendo que seria um desafio muito grande", observou Lelê, ao relembrar a fase inicial desta transição.

De volante a atacante, com louvor

Se para a atleta a mudança soava "estranha", para o comandante da equipe, não. Lelê vinha chamando a atenção de Chicão há muito tempo devido a sua facilidade em finalizar os lances com belos gols, muitos destes de cabeça, além da dificuldade das adversárias para bloquearem a ação da jogadora do Jacaré. 

"A Lelê tem uma estrutura forte e eu sempre percebi a velocidade no arranque do seu ataque. Tem que ter pelo menos duas pessoas para marcá-la! Se ela dominar a bola no cruzamento, tem que pular muito pra alcançar senão 'não dão conta de parar ela não'," exaltou o professor. 

Representando o interior de São Paulo, o retrospecto do Rio Preto revela um real investimento na modalidade feminina que resultou em um dos mais premiados times do país com a conquista do Tricampeonato Paulista (2015, 2016 e 2017), vice-campeonato Brasileiro (2016), além do terceiro lugar no Campeonato Brasileiro Feminino A-1 de 2017.

Perto de chegar a mais uma grande decisão com a equipe, Lelê falou com exclusividade ao site da CBF e fez um breve balanço dos resultados alcançados em 2018. 

"Está sendo um ano maravilhoso, muita coisa aconteceu.  Eu nunca fui atacante na minha vida, iniciei minha carreira como volante e neste ano me arrisquei com a ajuda dos meus técnicos e de minhas minhas companheiras".

Carinhosamente apelidada de Negona pelas colegas de equipe, Lelê também destacou e agradeceu a importância do apoio recebido em sua jornada até o momento. 

"Elas me ajudaram muito e me incentivaram também. Foi uma transição muito difícil pra mim no começo, mas tá dando certo. Que continue assim e que venha a taça!"

Acompanhe Lelê e toda equipe do Rio Preto-SP disputando com o Corinthians-SP o desejado título de melhor do Campeonato Brasileiro Feminino A-1 2018,  na próxima sexta-feira, dia 26 de outubro, às 20h30 (horário de Brasília), no Parque São Jorge, em São Paulo. Para o torcedor que não puder comparecer a partida, a CBF TV fará transmissão exclusiva do jogo pelo Facebook, Twitter, Youtube e Site Oficial da entidade.

Confira aqui todos os detalhes da primeira partida da final e tenha mais informações sobre o próximo jogo!

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