Dia das Mães: Luciana, mãe da Ana Luiza e volante do Real Brasília

Dia das Mães: Luciana, mãe da Ana Luiza e volante do Real Brasília

Se a vida da mãe atleta já é desafiadora, imagina a vida de uma mãe cuja filha foi diagnosticada com autismo. Ana Luiza é a força para que Luciana se reinvente todos os dias como jogadora.

Dia das Mães: Luciana, mãe da Ana Luiza e volante do Real Brasília Dia das Mães: Luciana, mãe da Ana Luiza e volante do Real Brasília
Créditos: Júlio César Silva/Ascom Real Brasília

Ser mãe é uma prova de amor. Ser mãe e jogadora de futebol, então, é uma responsabilidade e tanto, para lá de desafiadora. Na elite do futebol brasileiro, 11 mulheres compartilham a maternidade com a carreira de atleta. Para explicar a paixão que as move, a CBF convidou as mães que disputam o Brasileiro Feminino A-1 para, neste dia tão especial, expressar todo seu amor. Conheça agora a história de Luciana, mãe da Ana Luiza e volante do Real Brasília. 

Luciana é uma das muitas mulheres que foram surpreendidas com a gravidez. O início foi acompanhado do medo e da incerteza sobre o futuro no futebol. Se a vida da mãe atleta já é desafiadora, imagina a vida de uma mãe cuja filha foi diagnosticada com autismo. O desafio faz com que elas estejam mais unidas e conectadas, Ana Luiza é a força para que Luciana se reinvente todos os dias. Mascote dos clubes por onde a volante passa, a filha vibra de perto com as conquistas da mãe, que em campo joga pelas duas. 

 

“Não me vejo sem a Ana Luiza nesse cenário do futebol, porque ela me desafia a ser melhor todos os dias”

 

Carta de Luciana, volante do Real Brasília, para a filha Ana Luiza, de 10 anos. 

Quando eu descobri que estava grávida, não sabia exatamente o que fazer. Só pensava que a minha vida como atleta tinha chegado ao fim. Pra mim era muito difícil ser mãe e atleta. Lembro que na época foi difícil para a minha família aceitar, principalmente pela minha mãe. Descobri ao mesmo tempo que estava disputando um torneio de futsal, na época eu tinha 21 anos, e descobri já com três meses de gestação. Comecei a perceber que estava muito magra, com muitos enjoos e fiz um exame de sangue, que confirmou que estava grávida. 

Quando a Ana Luiza nasceu, eu estava desacreditada em voltar a jogar.
Com o apoio da minha família, quando ela completou quatro meses, eu pude voltar a jogar. Me sentia muito segura com o apoio da família que ficava com ela quando eu viajava. Até que no meio de tudo isso, eu consegui arrumar um jeito de levar a Ana Luiza nos treinos e nas viagens, a minha mãe foi o meu alicerce e nos acompanha nessas viagens.

A Ana Luiza é autista e isso a torna ainda mais especial, ela é o meu maior tesouro, é a minha motivação diária e quem me dá forças pra continuar. Tive algumas oportunidades pra jogar fora do país, mas pelo fato de ter que deixá-la optei por fazer minha carreira no Brasil.

Não me vejo sem ela nesse cenário do futebol, se ela não tivesse chegado na minha vida, acho que não seria atleta. Ela me desafia a ser melhor todos os dias e a me desafiar, e acho que isso está diretamente ligado a rotina de uma atleta. Por conta da pandemia, hoje moro no alojamento do clube e a Ana Luiza mora comigo. Ela já é parte da equipe e isso me deixa muito feliz e realizada, porque ela é o melhor que tenho!

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Créditos: Júlio César Silva/Ascom Real Brasília

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