A PALAVRA DA COMISSÃO DE CONTROLE DE DOPING
No esporte de alto rendimento, o uso de suplementos alimentares é um tema que exige extrema cautela, pois existe risco concreto de contaminação com substâncias da Lista Proibida.
Alguns suplementos podem conter substâncias proibidas como DIURÉTICOS | ESTIMULANTES | ANABOLIZANTES | HORMÔNIOS que nem sempre estão declarados no rótulo.
Importante saber que o Código Mundial Antidopagem WADA-AMA 2021 e FIFA Anti-Doping Regulations 2021, apresentam a regra da Responsabilidade Objetiva, ou seja, o(a) jogador(a) é responsável por toda substância que for encontrada em seu organismo.
Além dos suplementos alimentares tradicionais, cresce também o interesse por produtos voltados para emagrecimento, termogênicos, estimulantes de performance, frequentemente apresentados como naturais ou bioidênticos.
O fato é que produtos naturais ou bioidênticos, podem conter substâncias proibidas como estimulantes, análogos de anfetaminas, hormônios ou precursores hormonais, diuréticos, anabolizantes, etc, resultando em potencial risco à saúde como também a possibilidade de um resultado analítico adverso, doping após um controle de dopagem.
Outro ponto de atenção são as infusões endovenosas de vitaminas, aminoácidos ou compostos energéticos, popularizadas em clínicas e ambientes esportivos, que além de carecerem de evidência científica robusta, essas práticas podem violar as Normas Antidopagem, por exemplo quando administradas em volumes superiores aos limites permitidos (100 ml à cada 12 horas).
Diante desse cenário, a recomendação da Comissão de Controle de Doping da CBF é: Para atletas do alto rendimento, a decisão de utilizar qualquer suplemento deve ser tomada com parcimônia, somente com indicação e avaliação médica e nutricional, de preferência da sua equipe, considerando sempre as possíveis implicações para a saúde e para a carreira esportiva.
Fernando A. Soléra
Coordenador da Comissão de Controle de Doping da CBF
